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BLOG – Como prevenir as intoxicações alimentares e acidentes nas festas de fim de ano

26 de dezembro de 2022

O fim do ano está se aproximando e é muito comum nos dias seguintes ao Natal e Ano Novo recebermos em nossas clínicas cães com sintomas gastrointestinais de moderados a severos e outros sintomas.

Por isso, é importante alertarmos os tutores a tomarem cuidado com alguns riscos de intoxicação alimentar em cães e acidentes que são totalmente preveníveis.

Veja a seguir 5 informações importantes para passarmos aos nossos clientes, visando a saúde, a segurança e o bem-estar de nossos pacientes:

1. Cuidado com os enfeites e itens de decoração

Muito importante alertar os tutores sobre os perigos que alguns enfeites natalinos trazem.

Muitos animais, principalmente filhotes de cães e gatos, podem tentar brincar com os enfeites, como as lâmpadas, os fios elétricos, as árvores de Natal e as velas pelo simples fato desses itens chamarem muito a atenção deles.

Os animais podem ingerir enfeites ou pedaços deles ou podem até se eletrocutar com componentes eletrônicos – como as luzinhas, fios etc.

Há riscos de lesões sérias como queimaduras, que podem causar edema pulmonar e danos cerebrais que, frequentemente, levam à morte.

2. Mantenha os cães e gatos seguros durante a queima de fogos de artifício na noite do Réveillon

Alertar os tutores que a audição de seus animais são bem mais sensíveis e, portanto, eles não devem soltar fogos de artifício com estampido.

Por conta do estresse causado, muitos acidentes e fugas ocorrem durante a queima de fogos na noite de Réveillon, e infelizmente em muitos casos o animal vem a óbito por conta de enforcamento na coleira, atropelamento, quedas ou mutilações.

O pânico também pode desencadear transtornos como crises convulsivas, problemas cardiorrespiratórios ou digestivos.

Se não for possível proteger o animal do barulho, oriente o tutor a jamais deixá-los sozinhos e/ou presos em correntes ou coleiras durante a queima de fogos.

O essencial é deixá-los em lugar seguro e fazer com que eles se sintam em segurança.

Durante as explosões, oriente os tutores a ficarem com o animal no cômodo mais isolado da casa, de preferência um quarto com portas e janelas bem fechadas.

Pode-se tentar distraí-lo com uma TV alta, brincadeiras ou outras atividades e deve-se retirar do ambiente qualquer objeto que possa ser facilmente derrubado ou quebrado.

Para mais dicas leia nossa consulta rápida sobre quando os animais têm fobias a barulhos altos.

3. Identifique o animal corretamente

Sempre orientar o tutor a manter seu animal com coleira, plaqueta com todos os dados gravados (nome do animal, nome do tutor e telefone atualizado).

E se possível faça o registro do animal e a microchipagem nos bancos de dados (privados ou governamentais) existentes em seu município.

Sabemos que tirar o animal de seu ambiente e rotina aumenta o risco de fuga ou perda, especialmente em datas como o final de ano.

Oriente quanto à escolha da melhor coleira, e mantenha os dados de registro do animal atualizados no banco de dados que você o registrou.

Se o animal for ficar em hotéis ou na casa de Pet sitters, oriente esse tutor a procurar serviços recomendados e de confiança.

4. Alerte – Nada de ceia!!

Alerte quanto aos riscos de se oferecer uvas passas, panetones, frituras, bebidas alcoólicas e assados, comidas gordurosas e, especialmente, chocolates que podem causar intoxicação alimentar grave em cães e gatos e podem até mesmo causar sua morte.

E para calcular o grau de risco de acordo com a quantidade de chocolate ingerida, acesse nossa calculadora ao fim do texto.

Alertar sobre os sintomas de intoxicação, que estes dependem da quantidade ingerida do alimento inapropriado em relação ao porte e peso do animal.

O que pode ocorrer desde vômitos, fraqueza, falta de apetite, apatia, aumento da frequência ou arritmias cardíacas, aumento da micção (urina), aumento da pressão arterial, hiperatividade, insônia, tremores e até mesmo convulsões.

Muitos alimentos típicos do Natal, como as uvas passas, podem causar até injúria renal aguda.

Animais menores são mais sensíveis a ingestão de alimentos gordurosos, podendo apresentar em casos mais graves quadros de pancreatite.

Lembre-se, se você não for abrir sua clínica durante os feriados de Natal e Ano novo, deixe com seu cliente um telefone de emergência de um hospital veterinário 24hs de sua confiança, caso aconteça nestes dias algum acidente ou intoxicação alimentar em cães ou mesmo gatos.

5. Alerte quanto aos perigos da ingestão de bebidas alcoólicas

Explique aos tutores que as bebidas alcoólicas possuem ingredientes altamente tóxicos para os animais, como algumas plantas e frutas (o lúpulo, no caso da cerveja, e as uvas, no caso do vinho) e que cães e gatos não suportam bem os efeitos do álcool, mesmo que em pequenas quantidades.

O risco de envenenamento de cães e gatos que ingerem álcool é muito alto, pois pequenas quantidades já podem ser extremamente prejudiciais e perigosas e podem provocar vômito, diarreia, insuficiência renal, coma e até mesmo morte.

Lembrar os tutores que durante as festas, os animais podem ter acesso a resto de bebidas nos copos, que ficam sob mesas e sofás, ou pode surgir brincadeiras irresponsáveis de alguns convidados que podem oferecer bebidas aos animais da casa.

Enfim, medicina preventiva se faz com orientação quanto aos possíveis riscos que o seu paciente pode correr, e é sempre melhor prevenir do que remediar, especialmente nesta época do ano!

Para saber mais informações sobre intoxicação alimentar em cães ou gatos, afecções e orientações aos tutores, acesse a plataforma da Vetsapiens E se precisar utilize nossa Calculadora de intoxicação por chocolate

 

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