Você já ouviu falar no uso do Sirolimus para tratar gatos com cardiomiopatia hipertrófica?

O Sirolimus, um medicamento de uso humano, que passou a ser aprovado recentemente para o tratamento da hipertrofia ventricular em gatos com cardiomiopatia hipertrófica subclínica (CMH) e agora está disponível em sua apresentação veterinária nos EUA para uso em pacientes felinos.
Farmacologia do Sirolimus
Sirolimus, também conhecido como rapamicina, inibe a sinalização da proteína mTOR, que é uma quinase importante na síntese proteica muscular, no crescimento celular e na manutenção da massa muscular em mamíferos, alterando subsequentemente os processos anabólicos e catabólicos e resultando na atenuação da hipertrofia cardíaca.
O Sirolimus é conhecido na medicina humana como um medicamento imunossupressor, mas este efeito não parece ser uma preocupação clínica na dosagem aprovada condicionalmente para os felinos com cardiomiopatia.
Contraindicações do Sirolimus
O Sirolimus é contraindicado em gatos com hipersensibilidade a ele. Este medicamento não deve ser utilizado em gatos com diabetes mellitus preexistente. E o fármaco não foi estudado em gatas prenhes, lactantes ou destinadas à reprodução.
Efeitos Adversos do Sirolimus
Em gatos com CMH subclínica, os efeitos adversos causados pelo sirolimus ocorreram em uma taxa semelhante à do placebo. Os efeitos adversos graves possivelmente relacionados ao sirolimus incluíram progressão para ICC (por exemplo, arritmia, síncope), diabetes mellitus, cetoacidose e morte súbita.
Outros efeitos adversos relatados incluíram letargia, efeitos gastrointestinais (por exemplo, vômitos, diarreia, inapetência) e elevação subclínica das enzimas hepáticas.
Diagnóstico e Indicações
A ecocardiografia é necessária para estabelecer o diagnóstico de CMH subclínica. O Sirolimus é indicado apenas para uso em gatos saudáveis; este medicamento tem aprovação condicional e, portanto, não deve ser utilizado em gatos com doença grave e/ou comorbidades.
A aprovação do sirolimus (sob o nome de Felycin-CA1) nos EUA marca um marco na medicina veterinária, sendo o primeiro produto aprovado para tratar a CMH em gatos.
E esse fármaco permite que os veterinários tratem a doença antes que os sintomas se desenvolvam, potencialmente prevenindo a progressão para insuficiência cardíaca congestiva e a morte súbita.
O medicamento ainda não esta disponível no Brasil.
