Variante britânica pode estar associada a problemas cardíacos em cães e gatos de estimação

23 de março de 2021
noticia - miocardite corona

Um hospital veterinário da região de Buckinghamshire, na Inglaterra, identificou um número anormalmente elevado de cães e gatos de estimação com miocardite durante a segunda onda da pandemia.

A variante britânica do coronavírus poderá estar associada a problemas cardíacos em gatos e cães de estimação, de acordo com os resultados preliminares de um estudo realizado por cientistas britânicos e que ainda não passou pela chamada “revisão por pares”, ou seja, ainda está pendente de validação científica.

Segundo o jornal britânico The Guardian, um hospital veterinário da região de Buckinghamshire, na Inglaterra, identificou um número invulgarmente elevado de cães e gatos de estimação com miocardite durante a segunda vaga da pandemia da Covid-19, o que motivou uma investigação mais aprofundada àquela correlação temporal.

A segunda vaga da pandemia no Reino Unido ficou marcada pelo surgimento da agora conhecida “variante britânica““, dotada de maior capacidade contagiosa, que em pouco tempo se transformou na variante dominante no país e se disseminou por todo o globo. Portugal foi um dos países mais afetados pela variante britânica, cuja introdução no território nacional em dezembro foi determinante para o agravamento da pandemia em janeiro e para a decisão de entrar novamente num rígido confinamento.

No início de março, a variante britânica representava quase 60% dos casos de Covid-19 diagnosticados em Portugal.

De acordo com os cientistas que estudaram o problema em Buckinghamshire, os animais infetados com a variante britânica do vírus desenvolveram sintomas além dos que já tinham sido registados em animais com outras variantes. Além dos sintomas respiratórios, identificaram-se também sintomas de insuficiência cardíaca.

“Não queremos espalhar o pânico desnecessariamente, especialmente porque para já temos uma grande suspeita relativa à transmissão de humano para animal, mas não o contrário — e não o sabemos com toda a certeza”, disse o cardiologista Luca Ferasin, citado pelo The Guardian.

“Os veterinários devem es

Trata-se de um aumento proporcional à evolução da pandemia da Covid-19 — e a suspeita é reforçada pelo facto de, na maioria dos casos, os donos terem tido Covid-19 nas seis semanas que antecederam a doença do animal.

Os investigadores acrescentam, porém, que ainda é cedo para dizer qual a percentagem de animais infetados que são afetados por esta condição cardíaca — uma vez que os dados recolhidos ainda são insuficientes.

tar atentos a isto para que possam começar a fazer testes se suspeitarem de um potencial caso de infeção por Covid-19”, acrescentou o médico veterinário.

A suspeita levou os investigadores a pedirem ao veterinários da região que testassem os animais que lhes aparecessem com sintomas cardíacos. Entre dezembro e fevereiro, o pico da pandemia com a variante britânica, o número de cães e gatos admitidos no hospital veterinário com aqueles problemas foi 10 vezes superior ao que ocorreria num ano normal.

Trata-se de um aumento proporcional à evolução da pandemia da Covid-19 — e a suspeita é reforçada pelo facto de, na maioria dos casos, os donos terem tido Covid-19 nas seis semanas que antecederam a doença do animal.

Os investigadores acrescentam, porém, que ainda é cedo para dizer qual a percentagem de animais infetados que são afetados por esta condição cardíaca — uma vez que os dados recolhidos ainda são insuficientes.

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