Substância que causou morte de cães pode ter ido para indústrias de alimentos humanos

13 de setembro de 2022
Etilenoglicol toxicity
Imagen ilustrativa Pxhere
Por Tamires Ferreira, editado por André Lucena

Uma investigação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) constatou a contaminação dos petiscos da Bassar com etilenoglicol, substância extremamente tóxica associada a mais de 40 mortes de cães. A análise identificou, porém, a possibilidade de distribuição do ingrediente contaminado também ter ido para fábricas de alimentos para humanos.

Considerando que o propilenoglicol (composto orgânico da mesma família do etilenoglicol, mas não tóxico) é um aditivo alimentar permitido para alimentos de consumo humano, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu publicar uma medida preventiva.

Divulgada nesta segunda-feira (12), a resolução proíbe a comercialização, distribuição, manipulação e uso de dois lotes do ingrediente propilenoglicol da marca Tecno Clean Industrial Ltda, já que a avaliação do Mapa concluiu que os lotes AD5035C22 e AD4055C21 estão contaminados por etilenoglicol.

Empresas que adquiriram o lote: 

Segundo orientação da reguladora, empresas que tenham adquirido os lotes de propilenoglicol da empresa Tecnoclean (AD5035C22 e AD4055C21) não devem utilizá-los em nenhuma hipótese, nem comercializar, devendo entrar em contato com a empresa para devolução.

Caso o uso tenha acontecido, ações com os produtos produzidos devem ser realizadas imediatamente, incluindo investigações e todos os outros protocolos necessários para evitar o consumo do produto.

Relembre o caso: no último mês, diversos donos de cachorros e grupos ativistas começaram a alertar para mortes e mal-estar de alguns animais após comerem petiscos da marca Bassar. Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, mais de 54 animais morreram em 11 estados e no Distrito Federal depois da ingestão. Contaminados com etilenoglicol, laudos apontaram que os cachorros morreram devido a uma insuficiência renal e hepática.

Fonte:https://olhardigital.com.br/2022/09/12/medicina-e-saude/substancia-que-causou-morte-de-caes-pode-ter-ido-para-industrias-de-alimentos-humanos/

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