Principais técnicas de castração para cães e gatos

26 de agosto de 2021
castração canina

A castração é um procedimento através do qual o animal torna-se incapaz de reproduzir sexualmente. Embora seja uma prática relativamente comum, e que traz uma série de benefícios para o animal, ainda hoje encontra resistência por parte de alguns tutores. 

No caso de cães machos, por exemplo, a castração está associada a diminuição da demarcação de territórios, melhora no odor da urina, redução das fugas em busca de fêmeas no cio, diminuição da agressividade e redução de latidos. 

Já nos casos das fêmeas, a castração possui um papel preventivo, já que é associada à prevenção de diversas doenças como o câncer de mama, infecções do útero como piometra e hemometra e tumores ligados ao sistema reprodutivo. Ainda no caso de cães machos, a castração pode resolver problemas de próstata e de testículos. 

Hoje, o método mais disseminado para a castração de animais, são as cirurgias permanentes como a ovariectomia, ovariohisterectomia (OSH) e a orquiectomia, mas existe uma série de outras técnicas sejam elas cirúrgicas ou químicas ou imunológicas.

“Hoje contamos com as técnicas cirúrgicas permanentes (ovariectomia, OSH, Orquiectomia); castração química em machos com soluções à base de gluconato de zinco; técnicas hormonais de controle reprodutivo (contraceptivos a base de progesteronas); produtos a base de Deslorelina – que é um agonista de GnRh que induz a infertilidade temporariamente em machos (mas ainda não está sendo usada de maneira ampla)”, enumera a doutora Dra Rosangela Ribeiro Gebara, mestra em medicina veterinária pela FMVZ-USP e especializada em ética e bem estar animal. 

 

Técnicas cirúrgicas para a castração de machos: 

  • Orquiectomia: Procedimento no qual são retirados os testículos. É o procedimento mais comum entre machos e também o mais recomendado para resolver problemas comportamentais. 
  • Vasectomia: Consiste na cirurgia para o bloqueio da passagem do espermatozóide. 

 

Técnicas cirúrgicas para a castração de fêmeas: 

  • Ovariohisterectomia: É o procedimento mais recomendado para gatas e cadelas e consiste na remoção dos ovários e do útero. Associada à prevenção de uma série de doenças como a piometra. 
  • Ovariectomia: Consiste na cirurgia para a remoção dos ovários apenas. 

 

Outras técnicas de castração: 

Técnica do gancho: É uma cirurgia do tipo ovariohisterectomia, com remoção do útero e dos ovários ao mesmo tempo. Nesse tipo de procedimento é utilizado o auxílio de um gancho de snook para a apreensão do corno uterino. 

Em machos, a castração com a técnica do gancho é realizada a partir da remoção do cordão espermático. Esse tipo de cirurgia tem se tornado mais comum devido ao menor tempo cirúrgico, redução do risco anestésico e devido a uma recuperação mais rápida por parte dos animais. 

Incisão nos flancos: Outro método de OSH se dá através do acesso ao flanco. Esse método é recomendado no caso da fêmea apresentar aumento na glândula mamária, ou em caso de animais agitados e ferozes, o que pode comprometer o pós-operatório. Não é recomendada em casos de piometra ou cesarianas. 

 

Técnicas de castração química: 

Vacina Anti-GnRH: É uma técnica não cirúrgica e menos agressiva na qual a vacina impede o desenvolvimento dos testículos do animal. 

Castração Química: Consiste da aplicação de uma solução química nos testículos, geralmente à base de gluconato de zinco, impedindo o seu normal funcionamento.

“Além das chamadas castrações imunológicas que ainda estão sendo testadas e aprimoradas – como os anticorpos contra GNRH – a vacina GonaCon™, temos ainda a vacina suína de zona pelúcida (PZP), ZonaStat-H que foi aprovada nos EUA, mas aprovada somente para éguas e asininos”, completa a doutora Rosângela, “existem também pesquisas em castração em nível molecular, mas ainda estão em fases de testes e não estão sendo utilizadas na rotina”. 

“Mas as técnicas mais utilizadas e seguras até o momento, aplicadas em larga escala, são as técnicas cirúrgicas onde há remoção das gônadas de forma irreversível e permanente”, conclui.

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