Mergulhadora morta estava com cilindros de ar vazios, diz PCDF

4 de março de 2020

Equipamentos serão periciados e polícia vai colher depoimentos ao longo da semana para esclarecer a morte no Lago Paranoá

Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) identificou que os três cilindros de ar de Patrícia Arrais Rodrigues da Silva, 46 anos, estavam vazios. O corpo da mergulhadora e médica veterinária foi localizado no Lago Paranoá, neste sábado (29/02/2020). Segundo a delegada-chefe da 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá), Jane Klébia, o equipamento será periciado.

Além disso, os agentes vão colher depoimentos de pessoas que estavam com a mulher antes da morte. Em 2018, o então namorado de Patrícia foi morto no lago.

Segundo testemunha, neste sábado, Patrícia chegou ao Lago Paranoá, próximo de onde o corpo foi encontrado, por volta das 8h40, e teria entrado na água sozinha. A mergulhadora costumava ficar submersa por 4 horas seguidas.

Por voltas das 12h30, a testemunha viu o saco elevatório flutuando – o item é usado para o mergulhador voltar à superfície ou para elevar objetos com mais de 3 quilos. No entanto, a veterinária não emergiu. Ele, então, pediu por socorro.

O Corpo de Bombeiros (CBMDF) chegou ao local, o corpo de Patrícia já estava sem sinais vitais. Os bombeiros utilizaram uma moto aquática (jet ski), uma embarcação, uma viatura de salvamento terrestre e um helicóptero, num total de dezessete militares, às 12h50 (29/02).

Patrícia estava equipada com material para execução de mergulho autônomo. Segundo os bombeiros, não foi possível adotar nenhuma medida de reanimação. Ainda não se sabe o motivo da morte.

Vítima

A mergulhadora foi vítima de um crime, em dezembro de 2018, no próprio lago. Ela e o então namorado e instrutor de mergulho, Luciano Heusner, 41 anos, foram abordados por um assaltante. O criminoso portava faca e arma de fogo. Ele assassinou o companheiro de Patrícia.

Segundo a PCDF, o caso foi classificado como latrocínio, roubo seguido de morte. Segundo as investigações, o criminoso exigiu que o motorista parasse o veículo. Depois, ele amarrou Patrícia e a deixou no mato. Quando ela conseguiu se soltar, encontrou o namorado já sem vida. Ele também estava amarrado e tinha diversas perfurações de faca no corpo.

Fonte:https://www.metropoles.com/distrito-federal/mergulhadora-morta-estava-com-cilindros-de-ar-vazios-diz-pcdf

 

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