Gato-do-mato e corujinha-do-mato resgatados são devolvidos à natureza

16 de agosto de 2020

Animais encontrados na região são vítimas de atropelamentos e foram recuperados pela equipe de pesquisadores; soltura ocorreu em Serra Negra (SP).

Veja vídeo da soltura do gato-do-mato-pequeno e da corujinha-do-mato em Serra Negra (SP)

Na tarde de 13/08, um gato-do-mato-pequeno e uma corujinha-do-mato puderam voltar à natureza após um período de reabilitação. Os dois animais, que tinham se ferido em rodovias do interior de São Paulo, foram reabilitados e soltos em uma área de preservação de Serra Negra (SP) pela equipe de uma das unidades da ONG Associação Mata Ciliar, no Bosque de Pedreira (SP), e membros da Polícia Ambiental de Campinas (SP).

O gato-do-mato-pequeno (Leopardus guttulus) já estava sob os cuidados dos especialistas há um mês e, segundo informações dos pesquisadores, o felino teria sido encontrado na beira da Rodovia Engenheiro Geraldo Mantovani, entre as cidades de Lindóia e Serra Negra, vítima de um atropelamento. Já a corujinha-do-mato (Megascops choliba), foi resgatada na sexta-feira da semana passada na SP-95 pelo Corpo de Bombeiros de Pedreira aparentando estar atordoada e desorientada. Os especialistas acreditam que a ave possa ter colidido com veículos.

Corujinha-do-mato foi monitorada e medicada após o atropelamento e seguiu sob os cuidados da equipe da ONG — Foto: Associação Mata Ciliar/Divulgação

Corujinha-do-mato foi monitorada e medicada após o atropelamento e seguiu sob os cuidados da equipe da ONG — Foto: Associação Mata Ciliar/Divulgação

Identificar que a corujinha-do-mato já era capaz de voar bem e que o gato-do-mato caminhava, corria e pulava normalmente foi o primeiro passo para poder definir um momento de soltura. No caso do felino, o fato de ser vítima de atropelamento acrescentava outras preocupações. “Era importante comprovar, além dos exames da radiografia, que não havia nenhum trauma que o impediria de viver normalmente na natureza, caçando e fugindo de ameaças”, esclarece a bióloga.

Proteger este animal se torna ainda mais determinante já que é uma espécie rara e vive comumente restrita à zona de transição entre o Pampa e a Mata Atlântica, na região central do Rio Grande do Sul

Vítimas não apenas do trânsito

Animais vítimas do tráfico estavam em situação de maus tratos quando foram encontradas em Vargem (SP) — Foto: Associação Mata Ciliar/Divulgação

Animais vítimas do tráfico estavam em situação de maus tratos quando foram encontradas em Vargem (SP) — Foto: Associação Mata Ciliar/Divulgação

Recentemente, a ONG Mata Ciliar também auxiliou no resgate e reintrodução à natureza de centenas de animais vítimas do tráfico. Aves, iguanas e jabutis resgatados pela equipe no começo de julho na cidade de Vargem (SP) eram nativos da Bahia e apresentavam sinais de maus tratos, já que estavam em abrigos inadequados, sem higiene e escassos de alimentos e água.

A reintrodução dessas espécies demandou uma viagem até a área de origem delas. Para isso, um avião fretado permitiu que a equipe da ONG encaminhasse os 384 animais silvestres para casa.

Mais de 300 indivíduos, entre eles muitas aves, foram retirados de traficantes de animais e lavados à reabilitação — Foto: Associação Mata Ciliar/Divulgação

Mais de 300 indivíduos, entre eles muitas aves, foram retirados de traficantes de animais e lavados à reabilitação — Foto: Associação Mata Ciliar/Divulgação

Animais vítimas do tráfico no interior paulista foram devolvidos à natureza da Bahia
Animais vítimas do tráfico no interior paulista foram devolvidos à natureza da Bahia

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