Família doa órgãos de veterinário que morreu após ser atingido por carro que dava ré: ‘Sempre salvou vidas’

15 de julho de 2021

Acidente ocorreu na Via Anchieta, na altura de Cubatão, na frente da esposa e da filha.

Por G1 Santos  
Foto: Reprodução/Redes Sociais

A esposa do veterinário de 32 anos que morreu na frente dela e da filha, após ser atingido por um carro que dava ré na Via Anchieta, na altura de Cubatão (SP), relatou ao G1 nesta quarta-feira (14) que a família doou os órgãos dele, com o intuito de salvar a vida de outras pessoas. Felippe de Lana Santos estava de moto, enquanto a esposa e filha estavam em um carro logo atrás dele, quando ele foi surpreendido pelo veículo e morreu dias depois no hospital.

“Ele foi um homem, pai, amigo, marido, filho e ser humano maravilhoso. E nosso orgulho a cada momento só aumenta. É tão lindo ver o amor das pessoas por ele, pelo trabalho, pela pessoa que ele foi. E saber que podemos ajudar salvando vidas, recuperando famílias, isso não tem preço. Infelizmente, hoje, estamos sentindo a dor imensa de perder uma pessoa muito importante para nós, e pudemos evitar que mais famílias e amigos sintam isso também. Então, é um sentimento que não tem explicação”, diz a esposa do veterinário, Géssica Chaves Freitas de Lana, de 26 anos.

 

De acordo com a Ecovias, concessionária que administra a Via Anchieta, o acidente ocorreu por volta das 23h57 do último sábado (10), no Km 59 da rodovia, no sentido São Paulo. Felippe foi resgatado em estado grave e levado para um hospital em Santos, mas, segundo postagens de familiares na redes sociais, não resistiu e veio a óbito na segunda-feira (12).

A Polícia Militar Rodoviária informou que o carro envolvido no acidente, uma SUV, errou a saída da rodovia e voltou de ré. A moto conduzida pelo veterinário vinha logo atrás, e colidiu contra a traseira desse automóvel. Ele e a família retornavam de Santos, cidade vizinha, para o bairro Vale Verde, em Cubatão, onde morava com a esposa e a filha, de 3 anos.

Mesmo ainda em luto, Géssica relata que a doação dos órgãos trouxe mais força para a família em um momento tão difícil.

“Tentamos doar todos os órgãos, mas como o corpo estava muito medicado, não foi possível, então, foram doados os rins e as córneas”, diz.

Ainda de acordo com a esposa, a doação era um pedido dele.

“Conversávamos muito sobre tudo, e esse era um assunto delicado, mas que tratávamos com normalidade, pois ambos somos favoráveis à doação. E corria isso no sangue dele, né? Ele sempre salvou vidas em vida, e continuou salvando após ir embora. Esse era o Felippe. E continuamos sempre tendo muito orgulho de quem ele foi como pessoa e profissional”, destacou.

Comoção

 

A morte do profissional, que era muito conhecido em Cubatão devido ao seu trabalho e dedicação aos animais, gerou comoção nas redes sociais. Centenas de amigos, clientes e familiares lamentaram o ocorrido e prestaram condolências aos familiares da vítima.

Felippe tinha uma clínica veterinária no bairro Vila Nova. A família havia informado que o velório dele seria às 10h de quarta-feira (14), no Memorial Necrópole Ecumênica de Santos, mas, devido à doação dos órgãos, houve atraso na liberação do corpo, e a esposa relatou que poderá haver alteração de horário, ainda a ser definida.

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