CRMV-RS destaca papel dos médicos veterinários na conquista junto à OIE

15 de junho de 2021
Lisandra enfatiza importância da conquista para a pecuária e a economia gaúcha Lisandra enfatiza importância da conquista para a pecuária e a economia gaúcha CRMV-RS/DIVULGAÇÃO/JC
O Rio Grande do Sul recebeu o certificado de zona livre de febre aftosa sem vacinação da Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) nesta quinta-feira, status que dará mais competitividade ao Estado e agregará valor à cadeia pecuária. “Graças ao empenho dos médicos veterinários fiscais agropecuários alcançamos o status de livre de febre aftosa sem vacinação, fato de extrema relevância para impulsionar o agronegócio e, consequentemente, a economia do Estado e do País”, afirma Lisandra Dornelles, presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio Grande do Sul (CRMV-RS).
Os profissionais que atuam em propriedades rurais também têm papel fundamental neste processo, não só na conquista do certificado, mas também para sua manutenção. “Os médicos veterinários que trabalham junto aos pecuaristas têm a capacidade de identificar rapidamente a doença e comunicar possíveis focos, o que dá ainda mais agilidade ao sistema de Defesa Agropecuária do Estado”, diz Vilar Gewehr, coordenador da Comissão de Estudos sobre Responsabilidade Técnica do CRMV-RS.
A Comissão de Pecuária Orgânica (CPO) do CRMV-RS destaca ainda a importância da dedicação de todos os agentes da cadeia produtiva na obtenção do certificado, e lembra que os médicos veterinários têm se dedicado, por anos, às campanhas de vacinação, fator fundamental para evolução do processo. Além disso, segundo a CPO, os médicos veterinários desempenharam papéis estratégicos na cadeia produtiva, mas os vets atuaram mais diretamente na fiscalização sanitária, vigilância, proteção das fronteiras, conscientização.
A Comissão de Agronegócio, Empreendedorismo e Extensão Rural do Conselho chama a atenção também para a importância da fiscalização feita por médicos veterinários no transporte de cargas de animais e produtos de origem animal. Outra tarefa que cabe aos profissionais e que tem impacto na conquista do certificado da OIE diz respeito à orientação quanto à sanidade de toda a cadeia produtiva.
A conquista do certificado de zona livre de febre aftosa sem vacinação da Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) pelo Rio Grande do Sul é motivo de comemoração, mas também de preocupação. O CRMV-RS alerta que, se não houver contratações de mais servidores para atuar na Defesa Agropecuária Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural e a valorização do quadro atual, a tendência é que o Estado não consiga manter as condições necessária para garantir o status. Sem aporte de recursos, sejam federais ou estaduais, não há como manter a estrutura para a fiscalização, seja na forma de veículos, equipamentos ou pessoal qualificado nas atividades fundamentais para a manutenção do status.
SAIBA MAIS SOBRE A FEBRE AFTOSA
Como ocorre a transmissão da doença?
O animal transmissor, principalmente suínos e bovinos, pode transmitir a doença por meio do leite, fezes, urina, saliva ou sêmen, e esse vírus tem uma grande capacidade de se manter no meio ambiente e isso explica a grande poder de disseminação da doença e a necessidade que as ações de controle sejam rápidas.
Por que a febre aftosa é uma doença tão temida?
O maior temor da doença decorre do fato de ser altamente contagiosa, disseminando de várias maneiras e para ser controlada depende fundamentalmente de um sistema de Defesa Agropecuária eficiente. O reconhecimento do RS como área livre sem vacinação é o reconhecimento que a Defesa Agropecuária, que envolve não só o serviço oficial, mas também os veterinários privados e produtores, é eficiente.

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