Clínica veterinária foca nos consumidores da classe C

23 de março de 2020

Por Paula Monteiro

O Brasil já tem 140 milhões de animais de estimação. O setor de pets é um mercado que movimentou R$ 35 bilhões no ano passado. Em São Paulo, uma clínica veterinária trabalha com uma proposta popular: as consultas são mais baratas e o cliente pode parcelar qualquer tipo de tratamento.

A ideia de parcelar qualquer tipo de tratamento foi do casal Alexandra Gimenez e Alessandro Pires. Eles montaram a clínica há dois anos, na Zona Leste de São Paulo. “Hoje a gente trabalha com valores, em média, 30% a 50% mais em conta do que o mercado tá oferecendo. A gente ganha em demanda e, principalmente, na satisfação do cliente que gera indicação e isso vem aumentando bastante”, conta Alexandre.

Segundo a Abinpet, 60% do faturamento do setor vem do consumo de classes mais populares. O presidente-executivo da entidade, José Edson Galvão, diz que a combinação de classe popular com produto bom, preço bom e serviço bom, é uma grande oportunidade de negócio no setor.

Para baixar o custo para o consumidor, a clínica fez ajustes na gestão: mantém uma equipe enxuta, sem desrespeitar a lei. “A clínica pra funcionar precisa de um veterinário durante todo seu horário de funcionamento. Fora isso, precisamos ter um responsável técnico que responde às legislações e fiscalizações. Pode ser o mesmo profissional ou não”, explica Alexandre.

Se o paciente precisar de um especialista, a clínica chama um profissional de uma equipe de suporte. A consulta custa R$ 60, metade do valor cobrado na região.

Para o negócio ser mais acessível, um dos segredos é ter também laboratório próprio dentro da clínica. Além disso, a clínica investiu em um bom relacionamento com fornecedores. O estoque também é reduzido. E tem ainda um aplicativo que ajuda a fidelizar o cliente.

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