Cães auxiliam nas buscas de vítimas de deslizamentos no litoral de SP; veja

5 de março de 2020

Cães do canil do 1º Grupamento dos Bombeiros, de São Paulo, foram enviados para auxiliar nas buscas no morro da Barreira do João Guarda, em Guarujá.

Por G1 Santos

O canil do 1º Grupamento de Bombeiros de São Paulo auxilia nas buscas pelas vítimas dos deslizamentos devido ao temporal forte que atingiu a Baixada Santista, no litoral de São Paulo. Na manhã desta quarta-feira (4), os cães farejaram duas vítimas soterradas sob os destroços no morro Barreira do João Guarda, em Guarujá.

De acordo com a corporação, três cães foram encaminhados para o local, onde dois corpos foram encontrados por volta das 11h. Além dos animais, 37 bombeiros também atuam no resgate. Ao G1, o tenente André Elias explica que os animais ajudam a localizar as vítimas para que que o grupo possa fazer a retirada.

Segundo Elias, os bombeiros utilizam ferramentas manuais, como machados e moto serras, para retirar os detritos. “Como existe a possibilidade de encontrarmos sobreviventes, precisamos utilizar esse equipamento que não causa tanto impacto”.

O bombeiro aponta, ainda, que as condições do deslizamento dificultam a chegada de maquinários, como escavadeiras, para o auxilio nas buscas. “Por conta da dificuldade, as máquinas também não conseguem chegar até aqui”.

Chuva na Baixada

Dados do Núcleo de Gerenciamento de Emergência da Defesa Civil do Estado indicam que, até as 4h da manhã desta terça-feira (3), o acumulado nas últimas 12 horas de chuvas no Guarujá foi de 282 mm, em Santos de 218 mm, em Praia Grande 170 mm, São Vicente foi de 169 mm, Mongaguá de 160 mm, Cubatão 132 mm e tanto Itanhaém como Bertioga o acumulado foi de 110 mm.

Nas últimas 24 horas, a contar das 6h desta quarta-feira (4), foram registrados mais 56 mm no Guarujá (acumulados de 405 mm em 72h), 47 mm em São Vicente (267 mm em 72h) e 42 mm em Santos (359 mm em 72h).

A previsão para esta quarta-feira (4) é de chuva fraca, mas persistente, alternando com períodos de céu nublado. O volume previsto não deve ser significativo, inferior aos 10 mm. No entanto, segundo a Defesa Civil, continua na Baixada o alerta de risco para novos deslizamentos em virtude dos altos acumulados (72h) e do solo continuar encharcado.

O temporal começou na noite de segunda e se estendeu durante toda a madrugada e manhã de terça-feira. Moradores registraram alagamentos e ruas ficaram intransitáveis em toda a Baixada Santista. Passageiros de um ônibus mostraram o rápido aumento do nível da água no interior do veículo. Diversas linhas de ônibus e itinerários foram comprometidos pelo temporal.

Houve quedas de barreira nas rodovias Anchieta, Cônego Domênico Rangoni, Rio-Santos e Guarujá-Bertioga, que fazem a ligação de cidades da Baixada Santista com outras regiões do Estado de São Paulo.

Trabalhos continuam no Morro do João Guarda, em Guarujá, nesta quarta-feira (4) — Foto: Paula Paiva Paulo/G1

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