Cachorros lacrimejam mais quando se reencontram com seus donos, diz estudo

24 de agosto de 2022
Dog lacrimejando

Pesquisa no Japão, com cerca de 20 cães, analisou se o volume das lágrimas dos animais mudava quando eles se reuniam com seus donos depois de várias horas.

Um estudo científico divulgado recentemente aponta que os olhos de cães se enchem de lágrimas quando eles se reúnem com seus donos.

A pesquisa foi publicada na revista científica Current Biology, do grupo Cell Press, e comparou o volume de lágrimas normal de cerca de 20 cachorros com o volume “chorado” quando os nossos companheiros de quatro patas se reuniam com seus donos após várias horas (entenda mais abaixo).

“Descobrimos que os cães derramam lágrimas associadas a emoções positivas”, disse o pesquisador Takefumi Kikusui, da Universidade de Azabu, no Japão

Segundo os pesquisadores, essa secreção lacrimal é mediada pela oxitocina, uma substância que desempenha um papel importante no parto e no fluxo de leite e que está associada a comportamentos positivos e amorosos em seres humanos.

Kikusui conta que ele e seus colegas fizeram essa descoberta depois que um de seus dois poodles teve filhotinhos. Na ocasião, ele percebeu então que sua cadela estava lacrimejando, mas não da mesma forma como nós humanos estamos acostumados.

“Isso me deu a ideia de que a oxitocina pode aumentar as lágrimas”, afirmou o pesquisador em um comunicado.

Como os experimentos foram feitos?

Como os pesquisadores já sabiam, por observações anteriores, que a oxitocina é liberada tanto por cães e seus donos quando eles interagem, os cientistas decidiram então realizar experimentos para confirmar se esses reencontros também provocavam lágrimas nos animais.

No estudo, os autores contam que as medições da secreção lacrimal (feitas com um teste oftamológico chamado de Schirmer) foram realizadas 5 minutos depois que os donos dos cães voltavam para casa após uma ausência média de 5 a 7 horas, e que o volume das lágrimas nesses casos de fato aumentou quando comparado com a taxa medida enquanto os cãezinhos estavam relaxando em casa com seus tutores.

Em outro experimento, os cães analisados foram então deixados periodicamente em uma “creche” pet enquanto seus donos estavam em outros ambientes. Dessa vez, um veterinário ou funcionário do local com o qual o cão estava acostumado fez o teste oftalmológico e constatou que o volume das lágrimas também aumentou quando os cachorros voltavam a se encontrar com uma pessoa conhecida, o que não ocorreu com desconhecidos.

Da mesma forma, em outro experimento, quando os pesquisadores adicionaram uma solução de oxitocina aos olhos dos cães, o volume das lágrimas também aumentou “significativamente” durante os reencontros.

Por fim, para testar a hipótese de que as lágrimas nos olhos dos animais durante esses reencontros facilitava “o cuidado humano com os cães”, como acontece no caso das interações de humanos com crianças, os cientistas pediram para que algumas pessoas avaliassem fotos de rostos de cães com ou sem lágrimas artificiais (veja imagem abaixo) e descobriram que as pessoas deram respostas mais positivas quando viram cães com olhos lacrimejantes.

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