Coleiras leishmaniose

Bom dia! Gostaria de saber pela experiencia de vcs, qual marca de coleira (Scalibor, Leevre, Seresto,...) contra flebótomo, vcs têm prescrito com maior regularidade? Ou costumam usar mais as apresentações "spot on"? E se observam reações alérgicas (contato) de forma frequente? obrigada

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Há 5 respostas para esta pergunta

equipe
Rita Carmona
Equipe Vetsapiens
Resposta:
Oi Simoni, obrigada pela pergunta. Primeiro, pelo que já li, aparentemente as coleiras possuem um melhor efeito que as apresentações "spot on". Já no que se refere as coleira, para prevenção de picada de flebótomos eu sempre dou preferência para a Scalibor que se mostrou eficaz, em estudos, de mais de 80-90%. Quanto à Seresto, por seu mecanismo de liberação do produto, parece ter uma eficácia muito boa. Foram realizados estudos controlados com a Seresto que também se mostrou bastante eficaz. Já a Leevre, apesar de ser composta por deltametrina a 4%, não tenho nenhuma experiência de uso, e pelo que eu saiba, existe apenas um trabalho de eficácia que foram incluídos seis cães. Já em relação aos efeitos adversos, sim, eu já observei tanto na Scalibor quanto para a Seresto. Os efeitos mais relatados em literatura são: eritema, alopecia e discromia pilar no local de contato. Todos os efeitos foram leves e revertidos aos se retirarem as coleiras. Mas sempre se atente ao período de uso, frequencia de banhos e região do país (se área endêmica ou não) que o paciente está. Espero tê-la ajudado.
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7 de julho de 2020 às 08:16
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Simoni Maruyama
Muito obrigada!
7 de julho de 2020 às 09:46
Tiago Cunha Ferreira
Resposta:
Oi Simoni, boa tarde! -- Na minha rotina, normalmente eu normalmente utilizo a Leevre e a Seresto em termos de coleiras. Infelizmente a questão de transmissibilidade e controle é algo que a gente não consegue avaliar clinicamente, os feedbacks que recebo normalmente é de: "Dr., a gente vê os mosquitos ao redor, mas em geral eles não chegam a pousar.". -- Referente à efeitos colaterais, normalmente presencio mais com Scalibor e Leevre, mas semelhante à Profa. Rita, já tive com Seresto também, embora em menor frequência. -- Referente à controle de Pulgas e Carrapatos, normalmente só se a infestação for baixa. Porque já peguei inúmeras vezes animais com carrapatos vivos e aderidos, independente da coleira. -- Apresentações Spot On ou Spray -- Dou preferência quando há mais de 1 animal em casa, com costumes de brincadeiras de mordeduras (favorecendo à ingestão da coleira); quando há ocorrência de reações; ou ainda quando há excesso de formação de nós embaixo da coleira. -- A frequência de banhos é algo que utilizo também como base. Em pacientes dermatológicos, às vezes, torna-se inviável o uso da coleira, devido à frequência de banhos. - Espero ter ajudado!
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8 de julho de 2020 às 16:09
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Simoni Maruyama
Bom dia Thiago, muito obrigada pela atenção. Claro q ajudou, sim! Achei muito importante esse compartilhamento de experiencias. Na verdade identifiquei-me bastante com suas observações, tais como: resposta pobre das coleiras em relação a ectoparasitas (pulga/carrapato), incidência de reações alérgicas, frequencia menor de uso de apresentações "spot on" etc
9 de julho de 2020 às 10:20
equipe
Mary Marcondes
Moderador
Resposta:
Simoni, Rita e Tiago, minha opinião é que a única coleira que possui estudos científicos que comprovem sua eficácia com Lutzomyia longipalpis, nas condições de pressão de campo que temos no Brasil, é a Scalibor. A seresto possui apenas estudos realizados na Europa, onde as condiçnoes climáticas fazem com que existam estações com presença e outras com ausência de flebotomíneos. Além do mais, os estudos foram conduzidos apenas com os cães mantidos em canis, bem alimentados, etc. O que está longe da nossa realidade. Não estou dizendo que ela seja ruim, mas apenas que precisamos de estudos a campo aqui para que possamos assegurar sua eficácia, Com relação à Leevre, concordo com a Rita, de que o único trabalho foi aquele utilizado para a sua licença junto ao Ministério, trabalho esse que não foi publicado em nenhuma revista indexada e avaliada por pares, provavelmente por não apresentar um número de animais condizente com um estudo. Apesar de possuir o mesmo componente da Scalibor, o mecanismo de liberação da Deltametrina é completamente diferente, e não acredito que possa ser comparado ao que a MSD usa na scalibor. Percebemos isso inclusive quando pegamos a coleira na mão. Portanto, acho muito temeroso "confiar" na Leevre sem que haja algum estudo provando que ela de fato protege os cães. O simples fato de ter deltametrina na composição não justifica seu uso. Minha opinião. Espero que eles publiquem estudos a campo que comprovem sua eficácia.
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4 de agosto de 2020 às 13:09
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