Uveítes em Felinos

Dra Flavia Rodrigues Souza Paes

Ultima atualização: 10 MAR DE 2020

Nomenclatura (sinônimos)

uveíte anterior

coriorretinite

ciclite

iridociclite

panuveíte

uveíte posterior

Nome em inglês

Anterior uveitis
Chorioretinitis
Choroiditis
Cyclitis
Iridocyclitis
Iritis
Panuveitis
Posterior uveitis

 

Definição

É o termo genérico que se refere a inflamação da túnica vascular do olho, a qual é formada pela íris, corpo ciliar e coroide.

Uveíte anterior é a inflamação da íris (irite) e do corpo ciliar (ciclite). 

Apesar do termo uveíte se referir a inflamação de toda túnica vascular, outros termos são utilizados para descrever inflamações do segmento posterior (uveíte posterior) ou a combinação de uveíte posterior com anterior (panuveíte).

A inflamação da coroide somente é denominada coroidite, a inflamação da coroide com retina é chamada de coriorretinite.

A endoftalmite é considerada quando além da inflamação da úvea há inflamação de outras estruturas intraoculares, sendo o termo pan-oftalmite utilizado para a inflamação da úvea associada a todas as outras partes do globo ocular, podendo se estender até a órbita.

 

Fisiopatologia

O aumento na permeabilidade da barreira hematoaquosa, relacionado com diversas etiologias diferentes, permite a entrada de proteínas plasmáticas e de componentes celulares sanguíneos no humor aquoso.

A ruptura da barreira hematoaquosa é desencadeada e mantida por inúmeros mediadores químicos, como histamina, prostaglandinas, leucotrienos, serotonina, cínicas e complemento.

Etiologia

Uveíte é um termo que se refere a inflamação mas não determina a etiologia responsável por ela.

As causas de uveíte são inúmeras e podem ser influenciadas por diversos fatores, tais como: localização geográfica do animal, áreas que teve acesso, meio-ambiente, idade, sexo, raça, etc. 

Essas etiologias podem ser divididas em endógenas ou sistêmicas (infecciosa, neoplásica) ou exógena ou externa ( traumas, toxinas, exposição a radiação).

As causas endógenas mais comuns da uveíte felina são: peritonite infecciosa felina (PIF), imunodeficiência viral felina (FIV), leucemia viral felina (FeLV) e toxoplasmose (Toxoplasma gondii).

Um recente estudo comprovou que 40,8% das causas de uveíte em felinos não são identificadas. A Bartonella spp têm sido responsável por muitos casos de uveítes em felinos, apesar de a causa direta não ser bem definida.

As neoplasias também podem ser causa de uveítes em felinos, tais como o linfoma, melanoma, sarcoma, adenocarcinomas e diversos tumores metastáticos que podem acometer o olho.

Outras causas menos comuns são: leishmaniose, Actinomyces spp, Criptococus neoformans e Histoplasma capsulatum. 

Maior ocorrência (raça. idade, gênero, localização geográfica)

Os gatos machos são mais acometidos que as fêmeas.

Não há uma predisposição racial para uveítes. A idade média de ocorrência é entre 7-9 anos, mas pode ocorrer em qualquer idade, dependendo da etiologia da doença.

Em relação a localização geográfica, ela pode influenciar em relação aos agentes infecciosos presentes em determinadas região do país .

Anamnese

As queixas relacionadas a uveítes em felinos podem ser: opacidade ocular ou olho turvo, que acontece devido ao edema corneano, flare, hipópio entre outras causas.

Ela pode se manifestar também através de dor ocular, causando blefaroespasmo, fotofobia, prurido ocular.

Em todos os casos é possível observar olho vermelho devido a congestão ciliar e conjuntival. A perda de visão também pode estar presente em alguns casos.

Manifestações clínicas

  • Achados do exame oftalmológico: pode ser notado em felinos com uveítes - edema de íris, alteração da cor da íris (escurecimento ou despigmentação), rubeosis iridis (vasos aparentes na íris), secreção (serosa, mucosa ou mucopurulenta), precipitados ceráticos (agregados de células inflamatórias aderidos ao endotélio corneano), flare (ou turbidez do humor aquoso devido a partículas protéicas em suspensão), vascularização corneana profunda, miose, sinéquia anterior, hipópio e hifema.

As manifestações da uveíte posterior podem incluir edema intraretiniano, hiporrefletividade do fundo tapetal, não visualização do fundo tapetal de forma nítida, formação de granulomas, tortuosidade dos vasos da retina, descolamento de retina, manchas marrom amareladas, hemorragias retinianas.

Quando a neurite óptica estiver presente deve apresentar edema de papila óptica.

  • Achados do exame físico: quando a uveíte for secundária a doenças sistêmicas podem ser encontradas alterações do exame físico compatíveis com a doença primária. É sempre importante um exame físico detalhado para auxiliar na elucidação da etiologia das uveítes.
  • Testes diagnósticos: devem ser realizados na busca da etiologia da uveíte quando secundária. Deve ser realizado hemograma, exames bioquímicos, urinálise e sorologia para doenças infecciosas (FIV, FeLV, PIF, toxoplasmose, e outras causas possíveis). Pode ser necessário realizar Rx de tórax e ultrassom abdominal. Testes de PCR podem ser importantes para se diagnosticar Bartonella spp., Toxoplasma, Herpesvirus tipo 1, etc.
  • Ultrassom ocular: em casos que o segmento posterior não possa ser acessado nos exames de rotina é necessário realizar esse exame. Ele pode diagnosticar neoplasias intraoculares e retrobulbares, corpo estranho e descolamentos de retina.
  • Tonometria: a mensuração da pressão intraocular é importante pois algumas uveítes podem se agravar causando obstrução do ângulo de drenagem iridocorneano e levando ao glaucoma.
  • Paracentese de câmara anterior: é indicada em alguns casos, mas raramente é feita pela necessidade de anestesia geral para fazer o exame e da possibilidade de levar contaminação para dentro do olho.

Procedimentos diagnósticos

O diagnóstico de uveíte é clínico e é determinado a partir de alterações características no exame do olho.

Essas alterações vão depender de alguns fatores tais como: duração, severidade e causa da uveíte.

Os achados encontrados em uma uveíte anterior são: edema de íris, alterações na cor da íris (escurecimento ou despigmentação), rubeosis iridis (neovascularizações da íris)  e flare (turbidez do humor aquoso).

O efeito de flare no humor aquoso vai causar um efeito na câmara anterior quando iluminada que chamamos de "Tindall positivo", que são proteínas presentes no humor aquoso que se parecem com poeira quando iluminadas. 

A miose está sempre presente em uveítes agudas, apesar de que a midríase pode estar presente nos casos em que temos associado um glaucoma secundário.

O movimento da íris pode estar afetado, e podemos notar diminuição ou ausência de reflexo pupilar à luz (RPL) em alguns pacientes.

A midríase incompleta após a aplicação de colírio midriático (tropicamida ou atropina) pode ser observado em casos de uveítes agudas ou em casos que apresentem sinéquia posterior.

Dependendo da severidade da uveíte anterior também podemos observar hifema, hipópio, presença de fibrina na câmara anterior, precipitados ceráticos, membranas fibrovasculares, catarata e  edema corneano.

Em alguns casos a câmara anterior pode estar tão opacificada que não permite a visualização da lente e estruturas do segmento posterior.

Outros achados menos específicos mas que também podem estar presentes incluem: blefaroespasmo, fotofobia, hiperemia conjuntival, injeção ciliar, enoftalmia e protrusão da terceira pálpebra.

A visão e a pressão intra-ocular (PIO) também podem estar alteradas.

A hipotonia, ou seja, a diminuição da PIO podem ocorrer. Também podem ser encontradas PIOs elevadas em casos de glaucoma secundário.

Nos casos de uveíte posterior os achados são encontrados através dos exames de oftalmoscopia direta ou indireta.

Os sinais associados a uveítes posteriores são: edema retiniano, hiporrefletividade tapetal, granulomas, descolamentos de retina, infiltrados amarelados ou marrons na retina ou coróide, infiltrados perivasculares, tortuosidade dos vasos retinianos e hemorragias retinianas.

Com menos frequência podem ocorrer as hemorragias vítreas.

 

Diagnósticos diferencias

A uveíte deve ser diferenciada da outras doenças oculares que causam olho vermelho.

Dentre elas temos as conjuntivites, as úlceras de córnea e o glaucoma.

Em alguns casos a "Síndrome de Horner" pode ser confundida com uveíte devido a miose, enoftalmia e protrusão da terceira pálpebra.

No caso da "Síndrome de Horner" os sinais clínicos desaparecem após a aplicação tópica de colírio de fenilefrina a 1-10%.

Terapia inicial

A terapia específica consiste em tratar a doença que causa a uveíte.

Como tratamento tópico podemos utilizar os corticosteroides (acetato de prednisolona ou dexametasona) a cada 4-12 horas, ou anti-inflamatórios não esteroidais (diclofenaco, florbiprofeno, nepafenaco) a cada 6-12 horas.

A frequência de aplicação vai depender da gravidade do quadro.

Deve-se ter cautela no uso de corticosteroides tópicos em felinos pois podem predispor ao Herpesvírus felino tipo-1.

Os corticosteroides e AINEs também podem ser utilizados por via oral.

Podem ser utilizados prednisolona na dose 2-4mg/kg a cada 12-24 horas ou meloxican na dose 0,05 mg/kg a cada 24 horas.

Ambos se mostraram eficazes na melhora da inflamação intraocular em gatos com uveíte.

Os corticosteroides orais devem ser utilizados com cautela pois podem piorar causas infecciosas de uveíte ou mascarar sintomas da doença de base. 

Em casos de risco de sinéquias podem ser indicados os cicloplégicos tópicos: atropina 1% colírio a cada 12-24 h.

A atropina é utilizada para induzir midríase com o objetivo de evitar sinéquias, além de promover analgesia pelo espasmo do músculo ciliar.

A atropina deve ser utilizada com cautela pois pode aumentar a pressão intraocular em casos de glaucoma e diminuir a produção lacrimal, além de causar salivação excessiva em felinos.

Os antibióticos tópicos e sistêmicos são indicados em alguns casos.

Em casos de doenças infecciosas como bartonelose e toxoplasmose deve-se tratar com antibiótico específico.

A enucleação é indicada em casos extremos de uveíte levando a endoftalmite, casos de glaucoma intratável ou neoplasias intraoculares.

Em casos de phthisis bulbi (atrofia do globo ocular ) em gatos é recomendada a enucleação pois pode levar ao sarcoma pós-traumático.

Terapia de manutenção

Alguns pacientes necessitam do uso de anti-inflamatórios tópicos por longos períodos e a diminuição da frequência deve ser lenta.

Prognóstico

A uveíte pode levar a complicações oculares graves, tais como: glaucoma, catarata, descolamento de retina, luxação de cristalino e atrofia do globo ocular.

Quando a causa é descoberta e tratada a tempo o prognóstico é bom, em casos em que a causa não foi elucidada ou o tratamento não foi possível o prognóstico é reservado.

 

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Informação para Tutores

Uveítes são inflamações nas camadas internas do olho que podem acometer gatos de todas as idades.

Causas da uveíte 

A causa principal da uveíte nos gatos é uma lesão local do tecido, que afeta a barreira de proteção entre o sangue e o olho, aumentando a sua permeabilidade. Assim essa infecção adentra o olho e pode causar vários danos.

A lesão inicial pode estar relacionada com:

  • Fatores externos:  trauma, ferida ou úlcera.
  • Fatores endógenos: infeção,  parasita, catarata ou tumor.

  É bastante frequente que a Toxoplasma gondii, bem como infeções virais (Vírus da Leucemia Felina, Vírus da Imunodeficiência Felina e Vírus da Peritonite Infecciosa Felina) e fúngicas estejam implicadas no surgimento da uveíte.

É importante conhecer a etiologia da uveíte felina, já que 70% dos casos são associados a doenças sistêmicas fatais de alta prevalência, que devem ser adequadamente tratadas para aumentar as probabilidades de sucesso terapêutico.  

Sintomas da uveíte felina

A diminuição da pressão intraocular (PIO) é um indicador precoce de uveíte nos gatos.

No entanto, os sintomas mais perceptíveis da uveíte felina são olho vermelho, a dor ocular, o piscar excessivo, a fotofobia e o lacrimejar excessivo.

Ainda que a constrição da pupila, ou miose, seja um sintoma evidente, não surge em todos os casos.  

Tratamento 

O tratamento da uveíte deverá seguir duas vias:

  • Tratamento específico para a doença subjacente, se existir.
  • Tratamento inespecífico para diminuir a inflamação, a dor e as possíveis sequelas.

No entanto, apenas 33% dos gatos reagem positivamente ao tratamento, em parte devido ao fato do uso dos medicamentos disponíveis causar efeitos colaterais que dificultam a resolução da doença.

A uveíte tem um prognóstico desanimador, e por essa razão o diagnóstico precoce e uma terapia adequada são de suma importância. 

Em casos que se suspeitem de uveíte ou inflamação ocular grave deve-se levar o felino rapidamente a um veterinário especializado, que poderá fazer o diagnóstico precoce aumentando as chances de cura.

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