Hipertrofia Mamária Felina, HFMF

Dra Claudia Brito

Ultima atualização: 05 MAR DE 2020

Nomes (Sinônimos)

Hipertrofia fibroepitelial mamária felina, Fibroadenomatose mamária, hipertrofia mamária felina, HFMF.

Nome em Inglês

Feline Mammary Hypertrophy/Fibroadenoma complex; Fibroadenomatous Hyperplasia in cats.

Definição

Proliferação fibro-glandular benigna de umas ou mais glândulas mamárias em gatas jovens.

Fisiopatologia

Proliferação rápida do estroma e epitélio ductal das glândulas mamárias, sem produção de leite, observada em fêmeas jovens logo após o CIO, ou em machos e fêmeas tratados com progestágenos.

Normalmente se desenvolve na presença de secreção de progesterona, seja na gestação,  um corpo lúteo funcional após uma cópula não fértil, ou na aplicação exógena de progestágenos.

 

Etiologia

Não está bem definida, mas acredita-se que seja decorrente de uma resposta acentuada a progesterona natural ou sintética, uma vez que pesquisas identificaram receptores de progesterona nas células epiteliais e estromais em todos os casos de HFMF. 

Maior ocorrência

Acomete fêmeas jovens, normalmente entre 5 meses a 2 anos de idade, sem predisposição racial.

Machos acometidos somente com histórico de aplicação de anticoncepcional. 

Achados de anamnese

Aumento agudo das glândulas mamárias com histórico de ter CIO há mais de uma semana ou administração de progestágenos.

Manifestações clínicas

Aumento característico da glândula mamária, podendo acometer toda a cadeia, bilateralmente, ou algumas mamas isoladas.

Alguns animais dependendo do tempo de evolução e crescimento das mamas pode apresentar dificuldade e relutância ao andar, presença de ulcerações na pele, fístulas ou lesões.

Se não tratado, pode acarretar em necrose do tecido, contaminação e sepse.

Procedimentos diagnósticos

A avaliação histopatológica é confirmatória, porém como os sinais clínicos são muito característicos, muitas vezes a decisão da terapia é feita mesmo sem a análise histopatológica.

Diagnósticos diferenciais

  • Neoplasias mamárias
  • Mastite

Terapia inicial

O tratamento varia de acordo com a causa principal.

Se o animal estiver sob a ação de progesterona endógena (gestação ou pseudociese), a ovariectomia é indicada.

Quando decorrente da administração exógena, mesmo com a interrupção do tratamento, a mama não regride, sendo necessária a realização da mastectomia parcial ou total.

Atualmente pode-se fazer o uso do Aglepristone (Alizim), que é um fármaco que bloqueia a ação da progesterona (antiprogestágenos).

A dose é de 10 a 15 mg/kg/dia SC nos dias 1, 2 e 7.

A diminuição da intumescência será notada na primeira semana pós tratamento, mas a remissão mais completa, só é conseguida depois de 4 semanas, muitas vezes sendo necessária a repetição da medicação.

A OSH deve ser indicada, para que não haja recidiva da afecção.

Terapia de suporte e manutenção

Não se aplica.

Prognóstico

Bom, se tratado inicialmente, sem a presença de sinais clínicos mais graves como fístulas e sepse.

 

Literatura recomendada

APPARICIO, M.; VICENTE, W.R.R. Reprodução e Obstetrícia em cães e gatos. 1. ed. São Paulo: MEDVET, 2015. 458p.

 

JOHNSTON, S.D.; KUSTRITZ, M.V.R.; OLSON, P.N.S. Canine and Feline Theriogenology. 1ed. Philadelphia: Saunders, 2001. 592p.

 

GORLINGER,S.; KOOISTRA,H.S.; VAN DER BROEK,A.; OKKENS,A.C. Treatment of Fibroadenomatous Hyperplasia in Cats with aglepristone. J Vet Intern Med, v.16, p.710-713, 2002.

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