Informações

Princípio Ativo: Vitamina C.
Classe terapêutica: Vitamina, Suplemento Alimentar.

Dose

Cães: 30 – 33 mg/kg VO a cada 6 horas.
Gatos: 30 – 33 mg/kg VO a cada 6 horas.
Outras espécies: Informação indisponível

Sobre

Aviso

Este medicamento pode ser encontrado em apresentações de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Vitamina C

Classificaçāo

Vitamina, Suplemento Alimentar

Receita

Receita Simples

Espécies

Cães e Gatos

ARMAZENAMENTO

Sensível à luz. Sofre oxidação, escurece e decompõe-se quando exposto ao ar e à luz. Frascos de solução injetável podem sofrer aumento de pressão quando armazenados; tal evento pode ser reduzido pelo armazenamento sob refrigeração. À exceção disso, armazene em temperatura ambiente e protegido da luz.

Apresentações e concentrações

Opções veterinárias

Apresentações e concentrações

  • Vitamina C, (este princípio ativo não tem apresentação, pois usualmente é encontrado em compostos, manipulações farmacológicas ou não existe comercialização industrial no Brasil)
  • Cewin 500 mg, comprimido de liberação prolongada (30 un)
  • Cewin 500 mg, comprimido efervescente (10 un)
  • Cewin 1 g, comprimido efervescente (10 un)
  • Cewin 2 g, comprimido efervescente (10 un)
  • Cewin 200 mg/mL, solução gotas (1 un), 20 mL

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

Às vezes, o ácido ascórbico é recomendado como antioxidante como parte de um protocolo de tratamento para substâncias tóxicas que podem causar metemoglobinemia ou hepatotoxicidade. Em animais pequenos, o ácido ascórbico pode ser um acidificador urinário, mas sua eficácia é questionável e raramente é usada. Anteriormente, a hepatopatia induzida por cobre era tratada com ácido ascórbico em cães, mas caiu em desuso. A suplementação a cães submetidos a estresse (por exemplo, terapia intensiva) não parece justificável.

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

Pacientes com diabetes mellitus devem usar com cautela altas doses de ácido ascórbico devido às interações laboratoriais, enquanto os pacientes suscetíveis à urolitíase devem ser advertidos devido ao estímulo à hiperoxalúria. Na hepatopatia associada ao cobre, o ácido ascórbico pode aumentar o dano oxidativo do cobre no fígado e deve por isso ser evitado. O uso com deferoxamina pode aumentar o risco de problemas cardíacos.

EFEITOS ADVERSOS

Em doses usuais, o ácido ascórbico tem efeitos adversos mínimos. Dosagens mais altas podem aumentar a formação de urato, oxalato ou cistina, principalmente em pacientes suscetíveis.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

A segurança do ácido ascórbico em reprodutoras não foi estudada, mas geralmente é considerada segura em doses moderadas.

SUPERDOSAGEM

Altas doses podem aumentar o risco de urolitíase e diarreia.

Interações medicamentosas

HIDRÓXIDO DE ALUMÍNIO

Pode ocorrer um aumento da absorção do hidróxido de alumínio com a co-administração com ácido ascórbico. Se administrado separadamente pode minimizar os efeitos.

AMINOGLICOSÍDEOS e ERITROMICINA

São mais eficazes em meio alcalino; a acidificação da urina pode diminuir a eficácia desses medicamentos no tratamento de infecções bacterianas do trato urinário.

COBRE

Adicione o ácido ascórbico à nutrição parenteral total por último para minimizar a degradação do fármaco pelo cobre.

CICLOSPORINA

As concentrações de ciclosporina podem diminuir com a administração concomitante de ácido ascórbico.

DEFEROXAMINA

O ácido ascórbico pode ser sinérgico com a deferoxamina na remoção de ferro e causar disfunção muscular cardíaca. Use com cautela, principalmente em pacientes com doença cardíaca pré-existente.

SAIS DE FERRO

A presença de ácido ascórbico pode aumentar a absorção oral de sais de ferro.

QUINIDINA

A acidificação da urina pode aumentar a excreção renal.

HIDRÓXIDO DE ALUMÍNIO

Pode ocorrer um aumento da absorção do hidróxido de alumínio com a co-administração com ácido ascórbico. Se administrado separadamente, pode minimizar os efeitos.

Farmacologia

FARMACODINÂMICA

As espécies domésticas sintetizam ácido ascórbico in vivo para atender às suas necessidades nutricionais. O ácido ascórbico é usado no reparo de tecidos e formação de colágeno. Algumas reações de redução da oxidação e metabolismo do substrato envolvem ácido ascórbico. A absorção e armazenamento de ferro requerem ácido ascórbico. A síntese de proteínas, lipídios e carnitina pode incluir ácido ascórbico, além de manter a integridade dos vasos sanguíneos e a função imunológica. Como um antioxidante para o tratamento adjuvante de intoxicantes que causam metemoglobinemia e/ou hepatotoxicidade, serve como agente redutor que neutraliza os compostos reativos de oxigênio, podendo aumentar a conversão da metahemoglobina em oxihemoglobina e atuando como substrato do enzima antioxidante ascorbato peroxidase.

FARMACOCINÉTICA

A absorção é um processo ativo e saturado em altas doses. Somente a administração IV de vitamina C produz altas concentrações plasmáticas e urinárias. O ácido ascórbico é amplamente distribuído com cerca de 25% de proteínas plasmáticas ligadas. A biotransformação do ácido ascórbico ocorre no fígado. Quando o organismo está saturado com ácido ascórbico e as concentrações sanguíneas excedem o limiar renal, o medicamento é rapidamente excretado inalterado na urina.

MONITORAMENTO

Não há necessidade de monitoramento específico.

Referências Bibliográficas

MANGIA, S. H.; PAES, A. C. Neuropatologia da cinomose. Veterinária e Zootecnia, v. 15, n. 3, p. 416-427, 2008. MONFERDINI, R. P.; DE OLIVEIRA, J. Manejo nutricional para cães e gatos com urolitíase–Revisão bibliográfica. Acta Veterinaria Brasilica, v. 3, n. 1, p. 1-4, 2009. PAPICH, M. G. Manual Saunders de terapia veterinária: pequenos e grandes animais. [tradução Silvia m. Spada et al.]. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012. <https://www.plumbsveterinarydrugs.com/#!/monograph/jnthfJpgc8/>. Acesso em 2 de junho de 2020.
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