Informações

Princípio Ativo: Vitamina B6.
Classe terapêutica: Vitamina.

Dose

Cães: Toxicidade por isoniazida em cães: se for conhecida a quantidade de INH ingerida, administre piridoxina em mg para mg (1: 1). Se não for conhecido, administre piridoxina inicialmente a 71 mg / kg como uma infusão intravenosa de 5-10% por 30-60 minutos. Substituir a piridoxina antagonizada pela ingestão de crimidina: 20 mg / kg IV. Tratamento adjuvante (convulsões agudas) do envenenamento por cogumelos hidrazina ( Gyromitra spp.): 75 - 150 mg / kg IV. Suplementação com penicilamina: 25 mg VO por cão a cada 24 horas. Atrasar o desenvolvimento de toxicidade cutânea associada à doxorrubicina contendo lipossomas peguilados em cães: 50 mg VO a cada 8 horas durante o período do protocolo de quimioterapia.
Gatos: Substituir a piridoxina antagonizada pela ingestão de crimidina: 20 mg / kg IV. Tratamento adjuvante (convulsões agudas) do envenenamento por cogumelos hidrazina ( Gyromitra spp.): 75 - 150 mg / kg IV
Outras espécies: Informação indisponível

Sobre

Aviso

Este medicamento pode ser encontrado em apresentações de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Vitamina B6

Classificaçāo

Vitamina

Receita

Receita Simples

Espécies

Cães e Gatos

ARMAZENAMENTO

Armazenar ao abrigo de luz e calor.

Apresentações e concentrações

Opções veterinárias

Apresentações e concentrações

  • Vitamina B6

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

O uso de piridoxina na medicina veterinária é relativamente pouco frequente. Pode ser benéfico no tratamento da toxicidade por isoniazida ou crimidina. A deficiência de piridoxina é, aparentemente, extremamente rara em cães ou gatos capazes de ingerir alimentos. Gatos com doença intestinal grave podem ter uma necessidade maior de piridoxina em sua dieta.

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

Considere os potenciais riscos potenciais e benefícios em pacientes com sensibilidade documentada à piridoxina.

EFEITOS ADVERSOS

A piridoxina é geralmente bem tolerada, a menos que as doses sejam altas.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

Embora a piridoxina seja um agente nutricional e muito seguro nas doses recomendadas durante a prenhez, grandes doses durante esse período podem causar uma síndrome de dependência da piridoxina em neonatos. As necessidades de piridoxina aumentam durante a gestação. A administração de piridoxina em doses baixas deve ser segura durante a amamentação. As necessidades de piridoxina da lactantes podem aumentar durante a amamentação. A piridoxina é excretada no leite materno.

SUPERDOSAGEM

Lesões neuronais foram observadas nas raízes dos gânglios sensoriais, dorsais e trigêmeos. Sinais geralmente se resolvem ao longo de um período de 2 meses sem fármacos.

Interações medicamentosas

CLORANFENICOL

Pode causar aumento da necessidade de piridoxina.

ESTROGÊNIO

Pode causar aumento da necessidade de piridoxina.

HIDRALAZINA

Pode causar aumento da necessidade de piridoxina.

IMUNOSSUPRESSORES

Podem causar aumento das necessidades de piridoxina.

ISONIAZIDA

Pode causar aumento da necessidade de piridoxina.

LEVODOPA

A piridoxina pode reduzir a eficácia da levodopa.

PENICILAMINA

Pode causar aumento da necessidade de piridoxina.

FENOBARBITAL

A dose elevada de piridoxina pode diminuir a concentração sérica de fenobarbital.

FENITOÍNA

A dose elevada de piridoxina pode diminuir a concentração sérica de fenitoína.

Farmacologia

FARMACODINÂMICA

Nos eritrócitos, a piridoxina é convertida em fosfato de piridoxal e, em menor grau, piridoxamina, que serve como coenzima para o metabolismo de aminoácidos, bem como a utilização de lipídios e carboidratos. A piridoxina é necessária para a conversão do triptofano em serotonina ou niacina, quebra de glicogênio, síntese de heme, síntese de GABA no SNC e conversão de oxalato em glicina. A piridoxina pode atuar como um antídoto, aumentando a excreção de cicloserina ou isoniazida. As necessidades de piridoxina aumentam à medida que a ingestão de proteínas aumenta, de modo que os carnívoros tem maiores exigências de piridoxina do que os onívoros.

FARMACOCINÉTICA

A piridoxina é absorvida pelo trato gastrointestinal principalmente no jejuno. As síndromes de má absorção podem prejudicar significativamente a absorção de piridoxina. A piridoxina não está ligada às proteínas plasmáticas, mas o fosfato piridoxal está completamente ligado à elas. Esta vitamina é armazenada principalmente no fígado, com quantidades menores armazenadas no cérebro e nos músculos. É biotransformada no fígado e em vários tecidos e excretada quase inteiramente como metabólitos na urina.

MONITORAMENTO

Além de avaliar a eficácia para o uso pretendido, nenhum monitoramento significativo é necessário.

Referências Bibliográficas

GHIORZI, V. et al. [Acute idiophatic poliradiculoneuritis in dog - Case report.]. Polirradiculoneurite idiopática aguda em cão - Relato de caso. Revista Brasileira de Medicina Veterinária, 2000. MEDEIROS, R. M. T. e PAULINO, C. A. Vitaminas. In: In: SPINOSA H. S. et al. Farmacologia Aplicada à Medicina Veterinária. 5. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011. <https://www.plumbsveterinarydrugs.com/#!/monograph/wzAeX2BPuG/>. Acesso em 2 de junho de 2020.
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