Informações

Princípio Ativo: Vincristina.
Classe terapêutica: Antineoplásico.

Dose

Cães: Doenças neoplásicas: A vincristina é geralmente administrada de 0,5 a 0,75 mg / m2 ( NÃO mg / kg) IV e administrada a cada 1-2 semanas. Quando usada para tumor venéreo transmissível, a vincristina é usada como terapia única, geralmente a 0,5 mg / m2 (dose máxima de 1 mg) IV uma vez por semana, durante 4-6 semanas de terapia.
Gatos: 0,5 – 0,75 mg/m² IV a cada 1 - semanas.
Outras espécies: Informação indisponível

Sobre

Aviso

Este medicamento pode ser encontrado em apresentações de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Vincristina

Classificaçāo

Antineoplásico

Receita

Receita Simples

Espécies

Cães e Gatos

INFORMAÇÕES AO CLIENTE

Não faça a administração sem equipamentos de proteção ou sem conhecimento prévio sobre reconstituições, manuseio e aplicações de antineoplásicos.

ARMAZENAMENTO

Deve ser conservado sob refrigeração (entre 2°C e 8°C), protegido da luz.

Apresentações e concentrações

Apresentações e concentrações

  • Vincristina 1 mg/mL, frasco-ampola
  • Vincristina 1 mg/mL, frasco-ampola
  • Vincristina 0,1 mg/mL, frasco-ampola
  • Fauldvincri 1 mg/mL, frasco-ampola
  • Oncovin 0,1 mg/mL, frasco-ampola
  • Vincizina CS 1 mg/mL, frasco-ampola
  • Tecnocris 1 mg/mL, frasco-ampola

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

A vincristina é usada como antineoplásico principalmente em protocolos de medicamentos combinados em cães e gatos no tratamento de neoplasias hematopoiéticas linfoides e hemangiossarcoma. Em cães, pode ser usado como um agente único na terapia de neoplasias venéreas transmissíveis (TVT).

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

Não deve ser usada por paciente com hipersensibilidade conhecida ao medicamento. Use com cautela em cães da raça Collie. A vincristina é contraindicada em pacientes com leucopenia ou granulocitopenia pré-existentes (a menos que seja resultado da doença em tratamento) ou infecção bacteriana ativa e deve ser usada com cautela em pacientes com doença hepática, leucopenia, infecção ou doença neuromuscular preexistente.

EFEITOS ADVERSOS

A vincristina é muito menos mielossupressora em doses usuais, mas pode causar efeitos neurotóxicos periféricos. Os sinais clínicos neuropáticos podem incluir déficits proprioceptivos, hiporreflexia da coluna vertebral ou íleo paralítico resultando em constipação. Além disso, em pequenos animais, a vincristina pode causar vômitos, diarreia, anorexia, agregação plaquetária comprometida, aumento das enzimas hepáticas, secreção inadequada de ADH, dor na mandíbula, alopecia, estomatite ou convulsões. Comparado a outros tratamentos quimioterápicos, os efeitos gastrointestinais são considerados frequentes, mas leves.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

Não deve ser utilizada por fêmeas gestantes, lactantes ou destinadas à reprodução. Pouco se sabe sobre os efeitos da vincristina no desenvolvimento de fetos, mas acredita-se que o fármaco possua algumas propriedades teratogênicas e embriotóxicas. Não se sabe se este medicamento é excretado no leite. Devido ao potencial de reações adversas graves na prole lactente, recomenda-se substituir o leite se a lactante receber doses de vincristina.

SUPERDOSAGEM

Em cães, é relatado que a dose máxima tolerada de vincristina é de 0,06 mg/kg a cada 7 dias por 6 semanas. Os animais que receberam esta dose apresentaram sinais de anemia leve, leucopenia, aumento das enzimas hepáticas e retração neuronal nos sistemas nervoso periférico e central. Se a sobredosagem for aguda (± 6 horas), a plasmaferese pode ser considerada. Outras considerações incluem carvão ativado e colestiramina. Para sinais gastrointestinais subsequentes, infusão contínua de metoclopramida e o uso de outros agentes pro-cinéticos podem ser úteis. Para mielossupressão severa, o filgrastim pode ser iniciado profilaticamente, juntamente com agentes anti-infecciosos (antibióticos de amplo espectro). Em gatos, a dose letal de vincristina é de 0,1 mg/kg. Gatos recebendo doses tóxicas mostraram sinais clínicos de perda de peso, convulsões, leucopenia e debilitação geral. Um gato que recebeu 5 mg/m² (10 vezes a dose recomendada) morreu 72 horas após a overdose, apesar do tratamento intensivo com folinato de cálcio.

Interações medicamentosas

ASPARAGINASE

Pode ocorrer neurotoxicidade aditiva e mielossupressão; aparentemente é menos comum quando a asparaginase é administrada após a vincristina ou quando administradas separadamente por 24 horas.

MITOMICINA

Em humanos que receberam mitomicina-C com alcaloides da vinca, prévia ou simultaneamente, ocorreu broncoespasmo grave.

MEDICAMENTOS IMUNOSSUPRESSORES

O uso com outros medicamentos imunossupressores pode aumentar o risco de infecção.

ANTIBIÓTICOS DO MACROLÍDEOS (exceto azitromicina)

Os antibióticos do macrolídeos podem aumentar a concentração sérica de vincristina; considere a modificação da terapia. AGENTES MIELOSSUPRESSORES O uso simultâneo de outros medicamentos depressores da medula óssea pode resultar em mielossupressão aditiva; evite a combinação quando possível.

VACINAS (vivas e inativadas)

A vincristina pode diminuir a eficácia da vacina e aumentar os efeitos adversos das vacinas. Recomenda-se cautela se fizer uso de outros medicamentos que possam inibir a glicoproteína P, principalmente nos cães em risco de mutação genética MDR1 (collies, pastores australianos, whippet de pelos longos), a menos que testados. Drogas e classes de drogas envolvidas incluem: AMIODARONA, ANTIFÚNGICOS AZÓIS, CARVEDILOL, CICLOSPORINA, DILTIAZEM, ERITROMICINA, CLARITROMICINA, QUINIDINA, ESPIRONOLACTONA, TAMOXIFEN, VERAPAMIL.

Farmacologia

FARMACODINÂMICA

Aparentemente, a vincristina se liga a proteínas microtubulares no fusão mitótica, impedindo a divisão celular durante a metáfase. Também interfere no metabolismo de aminoácidos, inibindo a utilização de ácido glutâmico e impedindo a síntese de purinas, o ciclo do ácido cítrico e a formação de ureia. A resistência do tumor a um alcaloide da vinca não implica resistência a outro. A vincristina pode induzir trombocitose (mecanismo desconhecido) e possui alguma atividade imunossupressora.

FARMACOCINÉTICA

Após administração IV, a vincristina é rapidamente distribuída nos tecidos. A vincristina é extensivamente metabolizada pelo fígado e principalmente excretada na bile/fezes; quantidades menores são eliminadas na urina. A farmacocinética em cães é declaradamente bifásica, com um volume de distribuição de 0,66 L/kg e meia-vida de eliminação de aproximadamente 48 minutos. Nos gatos, a vincristina e a ciclofosfamida administrada por via intraperitoneal (IP) foram consideradas seguras e eficazes.

MONITORAMENTO

Os pacientes devem ser monitorados com exames clínicos e hematológicos semanalmente. Monitore a toxicidade.

Referências Bibliográficas

ANDRADE, S. F. Terapêutica antineoplásica. In: ANDRADE, S. F. Manual de terapêutica Veterinária, 3 ed. São Paulo: Editora Roca, 2008, 912 p. ANDRIÃO, N. A. Quimioterapia com sulfato de vincristina no tratamento do Tumor Venéreo Transmissível (TVT) de cadela: Relato de Caso. PUBVET, Londrina, V. 3, N. 16, 2009. DAGLI, M. L. Z., LUCAS, S. R. R. Agentes antineoplásicos. In: Farmacologia Aplicada à Medicina Veterinária, 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006. SIMERMANN, N. F. S. Sulfato de vincristina no tratamento do tumor venéreo transmissível frente à caracterização citomorfológica. Dissertação (mestrado) - Ciência Animal. Goiânia - Universidade Federal de Goiás, 2009. <https://www.plumbsveterinarydrugs.com/#!/monograph/047sW1xAHG>. Acesso em 2 de junho de 2020. <https://consultaremedios.com.br/sulfato-de-vincristina/pa>. Acesso em 2 de junho de 2020.
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