Informações

Princípio Ativo: Vimblastina.
Classe terapêutica: Antineoplásico.

Dose

Cães: 1,5 – 3 mg/m² (não mg/kg) IV a cada 1 - 2 semanas.
Gatos: 1,5 – 3 mg/m² (não mg/kg) IV a cada 1 - 2 semanas.
Outras espécies: Informação indisponível

Sobre

Aviso

Este medicamento pode ser encontrado em apresentações de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Vimblastina

Classificaçāo

Antineoplásico

Receita

Receita Simples

Espécies

Cães e Gatos

INFORMAÇÕES AO CLIENTE

Não faça a administração sem equipamentos de proteção ou sem conhecimento prévio sobre reconstituições, manuseio e aplicações de antineoplásicos.

ARMAZENAMENTO

Deve ser conservado sob refrigeração (entre 2°C e 8°C), protegido da luz.

Apresentações e concentrações

Apresentações e concentrações

  • Vimblastina 1 mg/mL, frasco
  • Velban 1 mg/mL, frasco
  • Vinatin 1 mg/mL, frasco-ampola
  • Faulblastina 1 mg/mL, frascos-ampola

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

A vimblastina pode ser usada no tratamento de linfomas, carcinomas, mastocitomas e tumores esplênicos em pequenos animais. Pode ser mais eficaz que a vincristina no tratamento de tumores de mastócitos caninos.

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

A vimblastina é contraindicada em pacientes com leucopenia ou granulocitopenia pré-existentes (a menos que seja resultado da doença em tratamento) ou infecção bacteriana ativa. As doses de vimblastina devem ser reduzidas em pacientes com doença hepática. Como a vimblastina é potencialmente um substrato neurotóxico da glicoproteína P, deve ser usada com cautela nas raças de pastoreio (por exemplo, collies) que podem ter a mutação genética MDR1 causando proteínas não funcionais.

EFEITOS ADVERSOS

A vimblastina pode causar gastroenterocolite (náusea/vômito), que geralmente dura menos de 24 horas. Pode ser mielossupressora em dosagens usuais (níveis mais baixos de mielossupressão em 4-9 dias após o tratamento; recuperação em 7-14 dias). A vimblastina é considerada mais mielossupressora do que a vincristina. Em doses altas, a vimblastina pode causar efeitos neurotóxicos periféricos semelhantes aos observados com a vincristina. Além disso, a vimblastina pode causar prisão de ventre, alopecia, estomatite, secreção inadequada de ADH, dor na mandíbula e nos músculos e perda de reflexos profundos no tendão. Os gatos podem desenvolver neurotoxicidade que pode estar associada à constipação ou íleo paralítico, agravando a anorexia. Eles podem desenvolver inchaço do axônio reversível e desmielinização paranodal. A vimblastina é considerada vesicante e o extravasamento pode causar irritação e celulite significativas nos tecidos. Se forem observados sinais clínicos de extravasamento, interrompa a infusão imediatamente nesse local e aplique calor moderado na área para ajudar a dispersar o medicamento.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

Não deve ser utilizada por fêmeas gestantes, lactantes ou destinadas à reprodução. Pouco se sabe sobre os efeitos da vimblastina no desenvolvimento de fetos, mas acredita-se que o fármaco possua algumas propriedades teratogênicas e embriotóxicas. Não se sabe se a vimblastina é excretada no leite, mas devido ao potencial de reações adversas graves nos lactentes, o uso de substituto do leite é recomendado se a lactante precisar de vimblastina.

SUPERDOSAGEM

Além das exacerbações dos efeitos colaterais esperados, também podem ser observadas neurotoxicidade semelhantes às associadas à vincristina.

Interações medicamentosas

FÁRMACOS OTOTÓXICAS

Podem causar risco aditivo de ototoxicidade.

FÁRMACOS IMUNOSSUPRESSORES

O uso com outros fármacos imunossupressores pode aumentar o risco de infecção.

ANTIBIÓTICOS MACROLÍDEOS

Os antibióticos macrolídeos podem aumentar a concentração sérica de vimblastina; considere a modificação da terapia.

AGENTES MIELOSSUPRESSORES

O uso simultâneo de outros medicamentos depressores da medula óssea pode resultar em mielossupressão aditiva; evite a combinação quando possível.

VACINAS (vivas e inativadas)

A vimblastina pode diminuir a eficácia da vacina e aumentar os efeitos adversos das vacinas. Recomenda-se cautela se estiver usando outros medicamentos que podem inibir a glicoproteína P, principalmente naqueles cães em risco de mutação genética MDR1, a menos que o homozigoto seja testado em condições normais para o locus genético. Fármacos e classes de fármacos envolvidas incluem: AMIODARONA, ANTIFÚNGICOS AZÓIS, CARVEDILOL, CICLOSPORINA, DILTIAZEM, ERITROMICINA, CLARITROMICINA, QUINIDINA, ESPIRONOLACTONA, TAMOXIFEN e VERAPAMIL.

Farmacologia

FARMACODINÂMICA

Aparentemente, a vimblastina se liga às proteínas microtubulares (tubulina) no fuso mitótico, impedindo a divisão celular durante a metáfase. Também interfere no metabolismo de aminoácidos, inibindo a utilização de ácido glutâmico e impedindo a síntese de purinas, o ciclo do ácido cítrico e a formação de ureia. A resistência do tumor a um alcaloide da vinca não implica resistência a outro.

FARMACOCINÉTICA

Após administração IV, a vimblastina é rapidamente distribuída nos tecidos. A vimblastina é extensivamente metabolizada pelo fígado e é excretada principalmente na bile/fezes; quantidades menores são eliminadas na urina. O CYP3A12 é a principal isoforma do citocromo P450 responsável pelo metabolismo da vimblastina em cães.

MONITORAMENTO

Os pacientes devem ser monitorados com exames clínicos e hematológicos semanalmente. Monitore a eficácia e sinais de toxicidade.

Referências Bibliográficas

ANDRADE, S. F. Terapêutica antineoplásica. In: ANDRADE, S. F. Manual de terapêutica Veterinária, 3 ed. São Paulo: Editora Roca, 2008, 912 p. DAGLI, M. L. Z., LUCAS, S. R. R. Agentes antineoplásicos. In: Farmacologia Aplicada à Medicina Veterinária, 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006. SIMERMANN, N. F. S. Sulfato de vincristina no tratamento do tumor venéreo transmissível frente à caracterização citomorfológica. Dissertação (mestrado) - Ciência Animal. Goiânia - Universidade Federal de Goiás, 2009. <https://www.plumbsveterinarydrugs.com/#!/monograph/FTB0rFujdW>. Acesso em 2 de junho de 2020. <https://consultaremedios.com.br/sulfato-de-vimblastina/pa>. Acesso em 2 de junho de 2020.
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