Informações

Princípio Ativo: Topiramato.
Classe terapêutica: Anticonvulsivante.

Dose

Cães: Medicamento complementar (ao fenobarbital ou brometos): 2 a 10 mg / kg VO a cada 8 a 12 horas.
Gatos: Dermatite ulcerativa idiopática felina: 5 mg / kg VO a cada 12 horas. Do relato de um caso: a remissão ocorreu em 4 semanas e o controle foi mantido por 30 meses. Duas tentativas de retirada do topiramato levaram à recaída em 24 horas.
Outras espécies: Informação indisponível

Sobre

Aviso

Este medicamento pode ser encontrado em apresentações de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Topiramato

Classificaçāo

Anticonvulsivante

Receita

Controle Especial - Humano

Espécies

Cães e Gatos

ARMAZENAMENTO

Conservar em local seco, entre 15°C e 30°C, ao abrigo da luz solar direta e fora do alcance de crianças e animais domésticos.

Apresentações e concentrações

Apresentações e concentrações

  • Topiramato 25 mg, comprimido
  • Topiramato 50 mg, comprimido

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

O topiramato pode ser útil no tratamento de convulsões em cães, principalmente em atividades parciais. Também pode ser benéfico no tratamento de gatos, mas pouca informação está disponível.

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

O topiramato é contraindicado em pacientes hipersensíveis a ele.

EFEITOS ADVERSOS

Como esse medicamento não costuma ser utilizado em pacientes veterinários, um perfil exato de efeitos adversos não está bem descrito. Em cães, os efeitos adversos mais prevalentes relatados incluem angústia gastrointestinal, sedação, ataxia, inapetência e irritabilidade. Nos gatos, foram observadas sedação e inapetência.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

O topiramato é excretado no leite materno; use com cautela em pacientes de lactantes.

SUPERDOSAGEM

Sinais de superdosagem em humanos incluem: convulsão, sonolência, letargia, incoordenação motora, hipotensão. O tratamento consiste em protocolos de esvaziamento intestinal, se a ingestão foi recente, e terapia de suporte. A hemodiálise é eficaz para melhorar a eliminação do topiramato do organismo.

Interações medicamentosas

AMITRIPTILINA

O topiramato pode aumentar os níveis.

CARBAMAZEPINA

O uso simultâneo pode diminuir as concentrações de topiramato.

INIBIDORES DE ANIDRASE CARBÔNICA

Uso concomitantemente com topiramato pode aumentar o risco de formação de cálculos renais.

OUTROS DEPRESSORES NO SNC

Outros medicamentos depressores do SNC podem exacerbar os efeitos adversos do topiramato no SNC.

HIDROCLOROTIAZIDA

O uso simultâneo pode resultar em aumento da exposição ao topiramato.

LAMOTRIGINA

Pode aumentar os níveis de topiramato.

FENOBARBITAL

O uso simultâneo pode diminuir as concentrações séricas de topiramato.

FENITOÍNA

Pode diminuir os níveis de topiramato; os níveis de fenitoína podem aumentar.

POSACONAZOL

O uso simultâneo pode resultar em aumento das concentrações plasmáticas de topiramato e toxicidade do topiramato.

VALPROATO

Pode diminuir os níveis de topiramato e valproato.

Farmacologia

FARMACODINÂMICA

Embora o mecanismo exato para sua ação antisséptica não seja conhecido, o topiramato possui três propriedades que provavelmente desempenham um papel em sua atividade: o topiramato bloqueia potenciais de ação repetidamente por uma despolarização sustentada dos neurônios; aumenta a frequência em que o GABA ativa os receptores GABAA; e antagoniza os receptores cainita/AMPA sem afetar o subtipo de receptor NMDA. As ações do topiramato dependem da concentração; os efeitos podem ser vistos primeiro em 1 micromole e maximizado em 200 micromoles. O topiramato é um inibidor fraco das isoenzimas da anidrase carbônica CA-II e CA-IV, mas acredita-se que esse efeito não contribua significativamente para suas ações antiepilépticas.

FARMACOCINÉTICA

Em cães, o topiramato é rapidamente absorvido após administração oral, mas a biodisponibilidade absoluta varia entre 30% a 60%. A meia-vida varia de 2 a 4 horas após doses múltiplas.

MONITORAMENTO

Os pacientes devem ser monitorados cuidadosamente, para verificar possíveis efeitos adversos, a eficácia do tratamento e o ajuste de doses.

Referências Bibliográficas

AVISO: algumas informações foram retiradas da bula do medicamento referência, que consta na base de dados da ANVISA. Disponível em: <http://www.anvisa.gov.br/datavisa/fila_bula/index.asp> ADEODATO, A. G. Epilepsia canina: avaliação do brotameto de fibras musgosas hipocampais e do uso de topiramato como droga antiepiléptica adjuntiva. 2005. Tese (doutorado) - Ciências, Universidade Federal de São Paulo, Escola Paulista de Medicina, São Paulo. NEVES, I. V. et al. Fármacos utilizados no tratamento das afecções neurológicas de cães e gatos. Semina: Ciências Agrárias, Londrina, v. 31, n. 3, p. 745-766, jul./set. 2010 TEIXEIRA, A. S. M. B. Epilepsia, maneio terapêutico em cães e gatos. Dissertação (mestrado) - Medicina Veterinária, Escola Universitária Vasco da Gama, Coimbra, 2014. <https://www.plumbsveterinarydrugs.com/#!/monograph/J0HxDWtm9u/>. Acesso em 8 de junho de 2020.
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