Informações

Princípio Ativo: Tilosina.
Classe terapêutica: Antibiótico.

Dose

Cães: Tratamento adjuvante da doença inflamatória intestinal (diarréia responsiva a antibióticos idiopáticos): Cães: 25 mg / kg VO a cada 24 horas. Uma dose mais baixa de 5 - 15 mg / kg VO a cada 24 horas tem sido eficaz em cães com recidiva. Campilobacteriose: 11 mg / kg VO a cada 8 horas. Diarréia associada ao Clostridium perfringens: 10 a 20 mg / kg de VO a cada 12-24 horas.
Gatos: Tratamento adjuvante da doença inflamatória intestinal (diarréia responsiva a antibióticos idiopáticos): Campilobacteriose: 11 mg / kg VO a cada 8 horas. Diarréia associada ao Clostridium perfringens: 10 a 20 mg / kg de VO a cada 12-24 horas. Diarréia associada ao Cryptosporidium spp em gatos: 10 - 15 mg / kg VO a cada 12 horas às vezes resolverão a diarréia. A tilosina pode ser um irritante gastrointestinal; se o gato estiver respondendo aos primeiros 7 dias de terapia e a toxicidade não tiver sido observada, continue o tratamento por uma semana após a resolução clínica da diarréia.
Outras espécies: Informação indisponível

Sobre

Aviso

Este medicamento pode ser encontrado em apresentações de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Tilosina

Classificaçāo

Antibiótico

Espécies

Cães e Gatos

Apresentações e concentrações

Apresentações e concentrações

  • Tylden, frasco ampola (20 mg)
  • Tylden, frasco ampola (50 mg)
  • Tylden, frasco ampola (100 mg)
  • Tylden, frasco ampola (200 mg)

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

A tilosina oral é comumente recomendada para o tratamento adjuvante da diarreia aguda e crônica em cães e gatos. Em cães, a tilosina tem sido usada oralmente anedoticamente para tratar a mancha lacrimal (epífora), embora as evidências de suporte sejam fracas e tenham sido expressas preocupações sobre o uso de antimicrobianos para propriedades não antimicrobianas.

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

A tilosina é contraindicada em pacientes hipersensíveis a ela ou a outros antibióticos macrolídeos (por exemplo, eritromicina).

EFEITOS ADVERSOS

Os efeitos adversos mais prováveis com a tilosina são dor e reações locais nos locais de injeção intramuscular, e leve distúrbio gastrointestinal (anorexia e diarreia).

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

Em um sistema que avalia a segurança de medicamentos na gestação canina e felina, esse medicamento é classificado como seguro para uso se usado com cautela.

SUPERDOSAGEM

A tilosina é relativamente segura na maioria das situações de superdosagem. Os cães toleram doses orais de 800 mg/kg. A administração oral de longo prazo (2 anos) de até 400 mg/kg não produziu toxicidade em órgãos em cães.

Interações medicamentosas

Digoxina

Foi sugerido que a tilosina pode aumentar os níveis sanguíneos de digoxina resultando em toxicidade.

 

Farmacologia

FARMACODINÂMICA

Supõe-se que a tilosina tenha o mesmo mecanismo de ação que a eritromicina (liga-se ao ribossomo 50S e inibe a síntese de proteínas) e exibe um espectro de ação semelhante. É um antibiótico bacteriostático. A tilosina tem atividade principalmente contra bactérias gram-positivas, incluindo estreptococos e estafilococos. Existe alguma ação contra bactérias gram-negativas, mas isso é limitado. Possui alguma ação contra Campylobacter spp, mas não é um agente de primeira linha recomendado para essa bactéria. Tem boa ação contra Mycoplasma spp. Em um estudo, mais de 50% dos isolados caninos de Enterococcus faecalis de cães saudáveis ​​foram resistentes à tilosina. A tilosina pode aumentar as concentrações de enterococos no jejuno, que podem ter efeitos probióticos. A tilosina também pode ter efeitos anti-inflamatórios diretos e ter efeitos imunomoduladores na imunidade mediada por células.

FARMACOCINÉTICA

O tartarato de tilosina é bem absorvido pelo trato gastrointestinal, principalmente pelo intestino. O sal fosfato é pior absorvido após administração oral. O SC ou IM injetado à base de tilosina é absorvido rapidamente. Como a eritromicina, a tilosina é bem distribuída no corpo após a absorção sistêmica, com exceção da penetração no líquido cefalorraquidiano. O volume de distribuição da tilosina é de 1,7 L/kg em animais pequenos. A tilosina é eliminada na urina e na bile, aparentemente como fármaco inalterado. A meia-vida de eliminação da tilosina é de 54 minutos em animais pequenos.

MONITORAMENTO

Monitore a eficácia clínica e efeitos adversos.

Referências Bibliográficas

VIANA, F. A. B. Guia Terapêutico Veterinário. 3 ed. Minas Gerais: Editora CEM, 2014. 560 p. <https://www.plumbsveterinarydrugs.com/#!/monograph/8fMI0z46tG>. Acesso em 8 de junho de 2020.
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