Informações

Princípio Ativo: Sulfadimetoxina.
Classe terapêutica: Antibiótico (grupo Sulfas).

Dose

Cães: Infecções respiratórias, do trato geniturinário, entéricas e dos tecidos moles causadas por bactérias suscetíveis à sulfadimetoxina ou Coccidia spp: 55 mg / kg vO uma vez no primeiro dia, com doses diárias subsequentes de 27,5 mg / kg vO a cada 24 horas. A duração do tratamento depende da resposta clínica. O tratamento deve continuar até que o animal não mostre sinais clínicos por 48 horas. Na maioria dos casos, o tratamento por 3 a 5 dias é adequado. Coccidiose: 50 - 60 mg / kg VO a cada 24 horas por 5 a 20 dias. Coccidiose em cães: 25 mg / kg VO com amprolium 150 mg / kg VO a cada 24 horas por 14 dias.
Gatos: Infecções respiratórias, do trato geniturinário, entéricas e dos tecidos moles causadas por bactérias suscetíveis à sulfadimetoxina ou Coccidia spp: 55 mg / kg vO uma vez no primeiro dia, com doses diárias subsequentes de 27,5 mg / kg vO a cada 24 horas. A duração do tratamento depende da resposta clínica. O tratamento deve continuar até que o animal não mostre sinais clínicos por 48 horas. Na maioria dos casos, o tratamento por 3 a 5 dias é adequado. Coccidiose: 50 - 60 mg / kg VO a cada 24 horas por 5 a 20 dias.
Outras espécies: Informação indisponível

Sobre

Aviso

Este medicamento pode ser encontrado em apresentações de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Sulfadimetoxina

Classificaçāo

Antibiótico (grupo Sulfas)

Espécies

Cães e Gatos

INFORMAÇÕES AO CLIENTE

Informe ao Médico Veterinário a ocorrência de gestação ou lactação durante ou logo após o tratamento. A interrupção do tratamento e a modificação de dose não devem ser feitas sem a orientação do Médico Veterinário. Os microrganismos são capazes de desenvolver resistência nos casos de subdosagem. O medicamento só deve ser prescrito por um Médico Veterinário. O uso indiscriminado de antimicrobianos pode ser perigoso para a saúde dos animais. As embalagens vazias podem ser recicladas ou descartadas no lixo comum após serem inutilizadas. Continue o tratamento pelo tempo determinado pelo médico veterinário, mesmo se o animal apresentar melhora.

ARMAZENAMENTO

Deve ser armazenado em sua embalagem original, em temperatura ambiente (15°C a 30°C), protegido da luz e umidade e fora do alcance de crianças e animais domésticos.

Apresentações e concentrações

Opções veterinárias

Apresentações e concentrações

  • - Sulfadimetoxina

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

A injeção e os comprimidos de sulfadimetoxina são aprovados pela FDA para uso em cães e gatos para infecções respiratórias, geniturinárias, entéricas e de tecidos moles causadas por organismos suscetíveis. A eficácia é maior quando o tratamento é iniciado precocemente no curso da doença. A sulfadimetoxina também é usada para tratar infecções de coccídios em pequenos animais.

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

Eles também são considerados contraindicados naqueles com comprometimento renal ou hepático grave e devem ser usados ​​com cautela em animais com função renal ou hepática diminuída ou obstrução urinária. As sulfonamidas não são consideradas contraindicadas em pacientes alérgicos aos diuréticos tiazídicos ou aos agentes sulfonilureias.

EFEITOS ADVERSOS

As sulfonamidas (ou seus metabólitos) podem precipitar na urina, principalmente quando administradas em altas doses por períodos prolongados. Urina ácida ou urina altamente concentrada também pode contribuir para aumentar o risco de cristalúria, hematúria e obstrução do túbulo renal. Diferentes sulfonamidas têm diferentes solubilidades em vários níveis de pH. A alcalinização da urina usando bicarbonato de sódio pode prevenir a cristalúria, mas a quantidade disponível para reabsorção tubular diminui. Geralmente, a cristalúria pode ser evitada com a maioria das sulfonamidas disponíveis no mercado, mantendo um fluxo urinário adequado. As sulfonamidas também podem causar várias reações de hipersensibilidade ou diarreia, alterando a flora intestinal normal. Em cães, a ceratoconjuntivite seca, reações de hipersensibilidade, retinite focal e vômito foram relatadas com sulfonamidas.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

As sulfonamidas atravessam a placenta e podem atingir níveis fetais iguais ou superiores a 50% dos encontrados no soro materno. Este medicamento deve ser usado em animais prenhes apenas quando os benefícios superam claramente os riscos. As sulfonamidas são distribuídas no leite materno.

SUPERDOSAGEM

Foi observado diarreia, estímulo do SNC e degeneração da mielina após altas doses.

Interações medicamentosas

ANTIÁCIDOS

Pode diminuir a biodisponibilidade oral das sulfonamidas se administrado simultaneamente.

LEUCOVORINA

Pode reduzir o efeito terapêutico da sulfadimetoxina.

METOTREXATO

O uso simultâneo de sulfonamidas pode potencializar toxicidades por metotrexato, interferindo na ligação às proteínas plasmáticas e/ou na depuração renal do metotrexato e seu metabolito tóxico.

PIRIMETAMINA

O uso simultâneo de sulfonamidas com altas doses de pirimetamina pode aumentar o risco de anemia megaloblástica e pancitopenia por meio de efeitos anti-folatos aditivos.

VARFARINA

As sulfonamidas podem prolongar o tempo de protrombina (PT).

Farmacologia

FARMACODINÂMICA

As sulfonamidas são geralmente agentes bacteriostáticos quando utilizados isoladamente. Pensa-se que eles previnam a replicação bacteriana competindo com o ácido para-aminobenzóico (PABA) na biossíntese do ácido tetra-hidrofólico no caminho para formar o ácido fólico. Somente microrganismos que sintetizam seu próprio ácido fólico são afetados pelas sulfonamidas. Os microrganismos geralmente afetados pelas sulfonamidas incluem algumas bactérias gram-positivas, incluindo algumas cepas de estreptococos, estafilococos, Bacillus anthracis, Clostridium tetani, C perfringens e muitas cepas de Nocardia spp. As sulfonamidas também têm ação in vitro contra algumas espécies gram-negativas, incluindo algumas linhagens de Shigella spp, Salmonella spp, Escherichia coli, Klebsiella spp, Enterobacter spp, Pasteurella spp e Proteus spp. As sulfonamidas têm ação contra alguns protozoários (por exemplo, Toxoplasma spp, Coccidia spp). As sulfonamidas são inativas contra infecções bacterianas, virais ou fúngicas atípicas. As sulfonamidas são menos eficazes em pus, tecido necrótico ou em áreas com extensos detritos celulares.

FARMACOCINÉTICA

Em cães e gatos a sulfadimetoxina é prontamente absorvida e bem distribuída. Parâmetros em cães incluem 33% de biodisponibilidade, 75% de ligação às proteínas e meia-vida de eliminação de 13,1 horas. Em cães, o fármaco não é consideravelmente metabolizado pelo fígado; a excreção renal é a principal via de eliminação de medicamentos. As meias-vidas de eliminação prolongadas da sulfadimetoxina resultam de sua reabsorção considerável nos túbulos renais.

MONITORAMENTO

Monitore a eficácia clínica e efeitos adversos. Verificações periódicas de hemograma completo e enzimas hepáticas devem ser consideradas com terapia crônica. O teste de Schirmer é recomendado em cães, se a terapia prolongada (por mais de sete dias) for prevista ou em cães com predisposição para o ceratoconjuntivite ceca (por exemplo, shih tzus, cocker spaniels). Os cães devem ser reavaliados periodicamente (ou seja, dentro de 5 dias após o início da terapia e depois a cada 2-3 semanas durante o tratamento). Os proprietários devem monitorar o cão para olhos vermelhos e corrimento ocular.

Referências Bibliográficas

ANDRADE, S.F. et al. Quimioterápicos, antimicrobianos e quimioterápicos. In: ANDRADE, S. F. Manual de terapêutica Veterinária, 3 ed. São Paulo: Editora Roca, 2008, 912 p.. CALVERT, C. A. Valvular bacterial endocarditis in the dog. Journal of the American Veterinary Medical Association, v. 180, n. 9, p. 1080-1084, 1982. GÓRNIAK, S. L. Quimioterápicos. In: SPINOSA H. S. et al. Farmacologia Aplicada à Medicina Veterinária. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006. NEVES, I. V. et al. Fármacos utilizados no tratamento das afecções neurológicas de cães e gatos. Semina: Ciências Agrárias, Londrina, v. 31, n. 3, p. 745-766, jul./set. 2010 VIEIRA, F. C.; PINHEIRO, V. A. Monografias farmacêuticas. In: VIEIRA, F. C.; PINHEIRO, V. A. Formulário veterinário farmacêutico. 1. ed. São Paulo: Pharmabooks, 2004 p. <https://www.plumbsveterinarydrugs.com/#!/monograph/SmEZcejqP5/>. Acesso em 5 de junho de 2020.
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