Informações

Princípio Ativo: Sulfacetamida.
Classe terapêutica: Antibiótico (grupo Sulfas).

Dose

Cães: 1 gota ou 1 cm no olho afetado a cada 2 - 3 horas durante 7 a 10 dias.
Gatos: 1 gota ou 1 cm no olho afetado a cada 2 - 3 horas durante 7 a 10 dias.
Outras espécies: Informação indisponível

Sobre

Aviso

Este medicamento pode ser encontrado em apresentações de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Sulfacetamida

Classificaçāo

Antibiótico (grupo Sulfas)

Espécies

Cães e Gatos

INFORMAÇÕES AO CLIENTE

Informe ao Médico Veterinário a ocorrência de gestação ou lactação durante ou logo após o tratamento. A interrupção do tratamento e a modificação de dose não devem ser feitas sem a orientação do Médico Veterinário. Os microrganismos são capazes de desenvolver resistência nos casos de subdosagem. O medicamento só deve ser prescrito por um Médico Veterinário. O uso indiscriminado de antimicrobianos pode ser perigoso para a saúde dos animais. As embalagens vazias podem ser recicladas ou descartadas no lixo comum após serem inutilizadas. Continue o tratamento pelo tempo determinado pelo médico veterinário, mesmo se o animal apresentar melhora.

ARMAZENAMENTO

Deve ser armazenado em sua embalagem original, em temperatura ambiente (15°C a 30°C), protegido da luz e umidade e fora do alcance de crianças e animais domésticos.

Apresentações e concentrações

Apresentações e concentrações

  • Sulfacetamida

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

Em pacientes veterinários, a sulfacetamida é usada para tratar a conjuntivite e outras infecções oculares superficiais devido a microrganismos suscetíveis. A sulfacetamida é considerada ativa contra Escherichia coli, Staphylococcus aureus, Streptococcus pneumoniae e Streptococcus viridans, Haemophilus spp, Klebsiella spp e Enterobacter spp. A sulfacetamida não tem atividade quando aplicada topicamente para Neisseria spp, Serratia marcescens ou Pseudomonas aeruginosa. Uma porcentagem significativa de isolados estafilocócicos é completamente resistente aos medicamentos com sulfa. A sulfacetamida também é encontrada em produtos combinados com prednisolona.

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

A sulfacetamida é contra-indicada em pacientes com histórico de hipersensibilidade a ela ou a qualquer componente da formulação. Use com cautela em pacientes com discrasias sanguíneas. Pacientes com infecções da córnea devido a organismos bacterianos, virais ou fúngicos não devem receber produtos de sulfacetamida contendo corticosteroides.

EFEITOS ADVERSOS

Em cães, sabe-se que as sulfonamidas causam ceratoconjuntivite seca devido a uma toxicidade direta nas células acinares lacrimais. Esse efeito é causado pelos anéis piridina e pirimidina contendo sulfonamidas nas sulfonamidas e está relacionado à dose. A incidência estimada é de 15 a 25% em cães tratados com sulfonamidas e pode ser latente no início. Cães com estrabismo ou secreção excessiva de muco ocular devem ser avaliados quanto ao ceratoconjuntivite seca. Esta condição pode ser reversível se o uso de sulfonamida for interrompido a tempo.

Farmacologia

FARMACODINÂMICA

Todas as sulfonamidas são agentes bacteriostáticos com um espectro de atividade semelhante. As sulfonamidas inibem a síntese bacteriana do ácido di-hidrofólico através da inibição competitiva da di-hidropteroato sintetase. As cepas resistentes apresentam di-hidropteroato sintetase alterada com afinidade reduzida pelas sulfonamidas ou produzem quantidades maiores de ácido aminobenzóico.

MONITORAMENTO

Deve ser monitorada a eficácia do tratamento, caso não haja melhora do paciente, nova terapia deve ser estabelecida.

Referências Bibliográficas

ANDRADE, S.F. et al. Quimioterápicos, antimicrobianos e quimioterápicos. In: ANDRADE, S. F. Manual de terapêutica Veterinária, 3 ed. São Paulo: Editora Roca, 2008, 912 p.. CALVERT, C. A. Valvular bacterial endocarditis in the dog. Journal of the American Veterinary Medical Association, v. 180, n. 9, p. 1080-1084, 1982. GÓRNIAK, S. L. Quimioterápicos. In: SPINOSA H. S. et al. Farmacologia Aplicada à Medicina Veterinária. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006. NEVES, I. V. et al. Fármacos utilizados no tratamento das afecções neurológicas de cães e gatos. Semina: Ciências Agrárias, Londrina, v. 31, n. 3, p. 745-766, jul./set. 2010 VIEIRA, F. C.; PINHEIRO, V. A. Monografias farmacêuticas. In: VIEIRA, F. C.; PINHEIRO, V. A. Formulário veterinário farmacêutico. 1. ed. São Paulo: Pharmabooks, 2004 p. <https://www.plumbsveterinarydrugs.com/#!/monograph/Ewtcb8tSkb/>. Acesso em 7 de junho de 2020.
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