Informações

Princípio Ativo: Quinidina.
Classe terapêutica: Antiarrítmico.

Dose

Cães: Ventilação cardiopulmonar ou taquicardia ventricular: 6 - 16 mg/kg VO ou IM a cada 6 horas. Conversão da fibrilação atrial em ritmo sinusal em cães sem doença cardíaca subjacente: 6 - 11 mg/kg IM a cada 6 horas.
Gatos: Informação indisponível
Outras espécies: Informação indisponível

Sobre

Aviso

Este medicamento pode ser encontrado em apresentações de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Quinidina

Classificaçāo

Antiarrítmico

Receita

Receita Simples

Espécies

Cães

ARMAZENAMENTO

Armazenar ao abrigo de luz e calor. Os sais de quinidina quando se apresentarem escurecidos (degradação por exposição à luz) não devem ser usados.

Apresentações e concentrações

Apresentações e concentrações

  • Quinicardine, comprimidos (20 un)

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

A quinidina é usada em medicina de pequenos animais para o tratamento de arritmias ventriculares, taquicardias supraventriculares refratárias e arritmias supraventriculares associadas à condução anômala na síndrome de Wolff-Parkinson-White (WPW). O uso crônico de quinidina para controlar arritmias ventriculares e taquicardia supraventricular em cães diminuiu ao longo dos anos, à medida que outros fármacos parecem ser mais eficazes. Ainda é usado em cães para converter fibrilação atrial em ritmo sinusal. A terapia oral geralmente não é usada em gatos.

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

Alguns autores não recomendam seu uso em gatos. A quinidina é geralmente contraindicada em pacientes que demonstraram reações de hipersensibilidade anteriores, miastenia grave, bloqueio AV completo com bloqueio AV juncional ou marcapasso idioventricular, defeitos de condução intraventricular (especialmente com aumento acentuado do QRS), intoxicação digital com arritmias ou distúrbios da condução AV, impulsos ectópicos aberrantes ou ritmos anormais secundários aos mecanismos de escape. Deve ser usado com extrema cautela, se usado, em qualquer forma de bloqueio AV ou se houver sinais clínicos de toxicidade por digital. A quinidina deve ser usada com cautela em pacientes com hipocalemia não corrigida, hipóxia e distúrbios do equilíbrio ácido-base. Use com cautela em pacientes com insuficiência hepática ou renal, pois pode resultar em acúmulo do medicamento.

EFEITOS ADVERSOS

Cães podem apresentar distúrbios gastrintestinais como náuseas, vômito, anorexia e diarreia. Pode provocar também fraqueza, hipotensão, inotropismo negativo, aumento do complexo QRS e intervalo QT, taquiarritmias, bloqueio atrioventricular taquicardias ventriculares multiformes.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

Em um sistema que avalia a segurança dos medicamentos na prenhez de cães e gatos, esse medicamento é classificado como classe (seguro para uso se usado com cautela.) A quinidina é excretada no leite materno com uma proporção de leite para soro de ± 0,71. Tenha cuidado quando a quinidina for administrada a pacientes lactantes.

SUPERDOSAGEM

Os sinais clínicos de sobredosagem podem incluir depressão, hipotensão, letargia, confusão, convulsões, vômitos, diarreia e oligúria. Os sinais cardíacos podem incluir automação e condução deprimidas ou taquiarritmias. Os efeitos do SNC são frequentemente retardados após o início dos efeitos cardiovasculares, mas podem persistir após o início dos efeitos cardiovasculares. Se for ingestão oral recente, o esvaziamento intestinal e carvão ativado podem ser benéficos para remover qualquer medicamento não absorvido. Fluidos intravenosos, mais metaraminol ou noradrenalina, podem ser considerados para tratar efeitos hipotensores. Uma infusão IV de 1/6 molar de lactato de sódio pode ser usada na tentativa de reduzir os efeitos cardiotóxicos da quinidina. A diurese forçada usando fluidos e diuréticos, juntamente com a redução do pH urinário, pode aumentar a excreção renal do medicamento. A estimulação cardíaca temporária pode ser necessária caso ocorra um bloqueio AV grave. A hemodiálise removerá efetivamente a quinidina, mas a diálise peritoneal não.

Interações medicamentosas

ACETAZOLAMIDA

Pode reduzir a depuração da quinidina.

AMIODARONA

Pode aumentar os níveis de quinidina (significativamente).

ANTIÁCIDOS

Pode atrasar a absorção oral; faça dosagens separadamente.

AGENTES ANTIARRÍTMICOS

Use com cuidado com outros agentes antidisrítmicos, pois podem resultar em efeitos cardiotóxicos ou outros efeitos tóxicos aditivos.

ANTICOLINESTERASES

A quinidina pode antagonizar os efeitos das anticolinesterásicas em pacientes com miastenia gravis.

AUROTIOGLICOSE

Aumento do risco de discrasias sanguíneas.

ANTIFÚNGICOS AZÓIS

Aumento do risco de cardiotoxicidade. A combinação é contraindicada em pessoas.

CIMETIDINA

A cimetidina pode aumentar os níveis de quinidina inibindo as enzimas microssômicas hepáticas.

CISAPRIDA

Aumento do risco de prolongamento do intervalo QT.

CITALOPRAM

O uso simultâneo pode aumentar o risco de prolongamento do intervalo QT.

COLCHICINA

A quinidina pode aumentar os níveis de colchicina.

CLARITROMICINA

Aumento do risco de torsade de pointes.

CICLOBENZAPRINA

O uso simultâneo pode aumentar o risco de prolongamento do intervalo QT.

DEXAMETASONA

Em cães, a dexametasona aumentou o volume de distribuição de quinidina (49-78%) e a meia-vida de eliminação (1,5-2,3 vezes).

DIGOXINA

Os níveis de digoxina podem aumentar consideravelmente em pacientes estabilizados com digoxina que recebem quinidina. Alguns cardiologistas recomendam diminuir a dose de digoxina em ½ ao adicionar quinidina. O monitoramento terapêutico de drogas tanto da quinidina quanto da digoxina pode ser necessário nesses casos. 

DILTIAZEM

Possível diminuição do clearance; a meia-vida de eliminação da quinidina aumenta.

DOXORRUBICINA

O uso simultâneo pode aumentar a exposição à doxorrubicina.

ANTIBIÓTICOS DA FLUOROQUINOLONA

Aumento do risco de cardiotoxicidade.

HIDROXIZINA

O uso simultâneo pode aumentar o risco de prolongamento do intervalo QT.

AGENTES HIPOTENSIVOS

A quinidina pode potencializar os efeitos de outros medicamentos com efeitos hipotensores.

LIDOCAÍNA

O uso simultâneo pode aumentar o risco de cardiotoxicidade.

ANTIBIÓTICOS MACROLÍDEOS

O uso simultâneo pode aumentar o risco de cardiotoxicidade.

METADADONA

O uso simultâneo pode aumentar o risco de prolongamento do intervalo QT.

METRONIDAZOL

O uso simultâneo pode aumentar o risco de prolongamento do intervalo QT.

MORFINA

O uso simultâneo pode aumentar a exposição à morfina.

BLOQUEADORES NEUROMUSCULARES

A quinidina pode aumentar os efeitos neuromuscular desses fármacos de bloqueio.

ONDANSETRONA

O uso simultâneo pode aumentar o risco de prolongamento do intervalo QT.

PAROXETINA

O uso simultâneo pode aumentar as concentrações plasmáticas de paroxetina e o risco de toxicidade da paroxetina.

FENOBARBITAL, FENITOÍNA

Pode induzir enzimas hepáticas que metabolizam a quinidina, reduzindo assim a meia-vida sérica da quinidina em 50%.

FENOTIAZÍDICOS

Podem ser observados efeitos depressivos cardíacos aditivos.

RIFAMPINA

Pode induzir enzimas hepáticas que metabolizam a quinidina, reduzindo assim a meia-vida sérica da quinidina em 50%.

SOTALOL

O uso simultâneo pode aumentar o risco de prolongamento do intervalo QT.

TRAZODONA

O uso simultâneo pode aumentar o risco de prolongamento do intervalo QT.

ANTIDEPRESSIVOS TRICÍCLICOS

Aumento do risco de prolongamento do intervalo QT e efeitos adversos tricíclicos.

ACIDIFICADORES URINÁRIOS

Fármacos que acidificam a urina podem aumentar a excreção de quinidina e diminuir o nível sérico.

ALCALINIZADORES URINÁRIOS

Os medicamentos que alcalinizam a urina podem diminuir a excreção da quinidina, prolongando sua meia-vida.

VERAPAMIL

Possível diminuição do clearance; meia-vida de eliminação da quinidina aumentada; aumento do risco de hipotensão.

VINCRISTINA

O uso simultâneo pode aumentar as concentrações plasmáticas de vincristina.

VARFARINA

Os anticoagulantes de cumarina com quinidina podem aumentar a probabilidade de problemas de sangramento.

Farmacologia

FARMACODINÂMICA

A quinidina é um antiarrítmico de classe IA, que tem efeitos semelhantes aos da procainamida. Bloqueia os canais rápidos de sódio durante a despolarização do potencial de ação (fase 0). Ele deprime a excitabilidade do miocárdio, a velocidade de condução e a contratilidade. A quinidina prolonga a duração do potencial de ação e o período refratário, o que evita o fenômeno de reentrada e aumenta o tempo de condução. A quinidina também possui ação anticolinérgica, que diminui o tônus ​​vagal e pode facilitar a condução AV.

FARMACOCINÉTICA

Após administração oral, os sais de quinidina são quase completamente absorvidos pelo trato gastrointestinal; no entanto, a quantidade real que atinge a circulação sistêmica será reduzida devido ao efeito hepático de primeira passagem. As formulações de liberação prolongada de sulfato de quinidina e gluconato, bem como os comprimidos de poligalacturonato, são absorvidas mais lentamente do que os comprimidos ou cápsulas convencionais. A quinidina é distribuída rapidamente a todos os tecidos do corpo, exceto o cérebro. A ligação às proteínas varia de 82 a 92%. A quinidina é metabolizada no fígado, principalmente por hidroxilação. Aproximadamente 20% de uma dose pode ser excretada inalterada na urina dentro de 24 horas após a administração. A urina ácida (pH <6) pode aumentar a excreção renal de quinidina e diminuir sua meia-vida sérica.

MONITORAMENTO

Monitorar concentrações plasmáticas e pressão sanguínea e sinais clínicos de toxicidade. O paciente deve ser acompanhado através de ECG durante o tratamento.

Referências Bibliográficas

SARAIVA, J. C. R. Arritmias cardíacas: Estudo epidemiológico em cães e análise laboratorial do Alfa. Journal of Veterinary Internal Medicine, v. 10, p. 88-93, 1996. TÁRRAGA, K. M. Medicamentos Antiarrítmicos. In: SPINOSA H. S. et al. Farmacologia Aplicada à Medicina Veterinária 5. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011. <https://www.plumbsveterinarydrugs.com/#!/monograph/6DituzcBu2/>. Acesso em 31 de maio de 2020.
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