Informações

Princípio Ativo: Paroxetina.
Classe terapêutica: Antidepressivo, inibidor seletivo da recaptação de serotonina

Dose

Cães: 0,5 - 2 mg/kg VO a cada 24 horas.
Gatos: Problemas de comportamento responsivo aos inibidores seletivos da recaptação da serotonina, como síndrome de hiperestesia felina, agressão e eliminação inadequada: Usando comprimidos regulares (liberação não prolongada): 0,25-1 mg / kg, a cada 12 - 24 horas; praticamente 1,25 - 5 mg (⅛ - ½ de um comprimido regular de 10 mg) por gato, a cada 12 - 24 horas. Geralmente comece no nível mais baixo da faixa de dosagem e trate por ≈2 meses; avalie e ajuste a dose, se necessário.
Outras espécies: Informação indisponível

Sobre

Aviso

Este medicamento pode ser encontrado em apresentações de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Paroxetina

Classificaçāo

Antidepressivo, inibidor seletivo da recaptação de serotonina

Receita

Controle Especial - Humano

Espécies

Cães e Gatos

INFORMAÇÕES AO CLIENTE

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do médico veterinário. Para evitar efeitos adversos indesejados, o tratamento deve ser descontinuado aos poucos.

Apresentações e concentrações

Apresentações e concentrações

  • Paroxetina 20 mg, comprimido
  • Paroxetina 25 mg, comprimido
  • Paroxetina 30 mg, comprimido
  • Aropax 20 mg, comprimido
  • Aropax 20 mg, comprimido
  • Cebrilin 30 mg, comprimido
  • Paxil CR 25 mg, comprimido

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

A paroxetina pode ser benéfica para o tratamento de agressão, ansiedade e comportamentos estereotipados ou outros comportamentos obsessivo-compulsivos. Tem sido utilizado ocasionalmente em gatos, bem como para marcação de urina, agressão e síndrome de hiperestesia felina.

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

A paroxetina é contraindicada em pacientes com hipersensibilidade conhecida a ela ou naqueles que recebem inibidores da monoamina oxidase. Use com cautela em pacientes com distúrbios convulsivos, doença cardíaca, hepática ou renal grave. Pode ser necessário reduzir as doses em pacientes com insuficiência hepática ou renal grave. Se a paroxetina for rapidamente descontinuada, podem ocorrer reações de abstinência. Se o paciente estiver recebendo o medicamento por um período prolongado, recomenda-se uma retirada gradual por várias semanas.

EFEITOS ADVERSOS

Em cães, a paroxetina pode causar letargia, salivação, efeitos gastrointestinais, ansiedade, irritabilidade, insônia, hiperatividade ou arquejo. A anorexia é um efeito colateral comum em cães (geralmente transitório e pode ser negado pelo aumento temporário da palatabilidade dos alimentos e/ou alimentação manual). Alguns cães têm anorexia persistente que impede o tratamento adicional. Parece haver menos incidência de anorexia na paroxetina do que na fluoxetina. Foi relatado comportamento agressivo em cães anteriormente não agressivos. Os inibidores seletivos da recaptação de serotonina também podem causar alterações nos níveis de glicose no sangue e, potencialmente, reduzir o limiar convulsivo. A paroxetina em gatos pode causar alterações de comportamento (por exemplo, ansiedade, irritabilidade, distúrbios do sono), anorexia, constipação e alterações nos padrões de eliminação. A paroxetina tem efeitos anticolinérgicos leves; efeitos colaterais anticolinérgicos são possíveis, incluindo prisão de ventre, retenção urinária e arritmias.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

A segurança da paroxetina durante a prenhez em medicina veterinária não foi estabelecida. O fármaco é excretado no leite, mas em níveis baixos; recomenda-se cautela em pacientes lactantes.

SUPERDOSAGEM

Quando as quantidades de ingestão estiverem associadas a uma morbidade significativa ou quando a quantidade ingerida for desconhecida, considere a descontaminação gastrointestinal (se não for contraindicado). O carvão ativado pode ser muito eficaz na ligação da paroxetina. Faça tratamento de suporte. As fenotiazinas e a ciproheptadina podem ser eficazes no controle da síndrome da serotonina.

Interações medicamentosas

BLOQUEADORES BETA-ADRENÉRGICOS

Os inibidores seletivos da recaptação de serotonina podem aumentar as concentrações séricas de beta-bloqueadores e a combinação pode aumentar o risco de arritmias devido ao prolongamento do intervalo QT. O atenolol pode ser mais seguro de usar se a paroxetina for necessária.

BUSPIRONA

Aumento do risco de síndrome da serotonina.

CIPROHEPTADINA

Pode diminuir ou reverter os efeitos dos inibidores seletivos da recaptação de serotonina.

DIAZEPAM, ALPRAZOLAM

A paroxetina pode aumentar os níveis de diazepam.

DIURÉTICOS

Aumento do risco de hiponatremia.

INSULINA

Pode alterar os requisitos de insulina.

ISONIAZIDA

Aumento do risco de síndrome da serotonina.

LINEZOLIDA

Aumento do risco de síndrome da serotonina; evite o uso concomitante.

INIBIDORES DA MAO

Alto risco para síndrome da serotonina; o uso é contraindicado.

AZUL DE METILENO

Aumento do risco de síndrome da serotonina; evite o uso concomitante.

METOCLOPRAMIDA

Pode aumentar os efeitos adversos/tóxicos dos inibidores seletivos da recaptação de serotonina e aumentar o risco de síndrome de serotonina.

MEXILETINA

Os inibidores seletivos da recaptação de serotonina podem diminuir o metabolismo da mexiletina.

MOXIFLOXACINA

Pode aumentar o risco de arritmias devido ao prolongamento do intervalo QT.

AINEs

Os inibidores seletivos da recaptação de serotonina podem aumentar o risco de ulceração gastrointestinal.

PENTAZOCINA

Possíveis efeitos adversos semelhantes à síndrome da serotonina.

FENITOÍNA

É possível aumentar os níveis plasmáticos de fenitoína.

ERVA-DE-SÃO-JOÃO

Maior risco de síndrome da serotonina. Evite usar juntos.

TRAMADOL

Os inibidores seletivos da recaptação de serotonina podem inibir o metabolismo do tramadol nos metabólitos ativos, diminuindo sua eficácia e aumentando o risco de toxicidade (síndrome da serotonina, convulsões).

TRAZODONA

É possível aumentar os níveis plasmáticos de trazodona.

ANTIDEPRESSIVOS TRICÍCLICOS

A paroxetina pode aumentar os níveis sanguíneos de antidepressivos e o risco de síndrome da serotonina.

VARFARINA

A paroxetina pode aumentar o risco de sangramento.

Farmacologia

FARMACODINÂMICA

A paroxetina é um potente e seletivo inibidor de recaptação de serotonina (5-hidroxitriptamina, ou 5-HT) e apresenta baixa afinidade pelos os receptores colinérgicos muscarínicos, demonstrando fraca atividade anticolinérgica.

FARMACOCINÉTICA

É bem absorvida após administração oral e apresenta metabolismo de primeira passagem, portanto sua disponibilidade na circulação é menor do que a quantidade absorvida. A paroxetina se distribui amplamente pelos tecidos e é excretada quase totalmente na forma de metabólitos. Não foram localizados dados para cães ou gatos.

MONITORAMENTO

Monitore efeitos adversos e eficácia do tratamento.

Referências Bibliográficas

PAPICH, M. G. Manual Saunders de terapia veterinária: pequenos e grandes animais. [tradução Silvia m. Spada et al.]. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012. TEIXEIRA, Elsa Palma. Desvios comportamentais nas espécies canina e felina. Panorama actual e discussão de casos clínicos. 2009. Trabalho de Conclusão de Curso. Universidade Técnica de Lisboa. Faculdade de Medicina Veterinária. <https://www.plumbsveterinarydrugs.com/#!/monograph/BO81QVJsw2>. Acesso em 29 de maio de 2020.
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