Informações

Princípio Ativo: Nitenpiram.
Classe terapêutica: Ectoparasiticida.

Dose

Cães: 0,9 - 11,36 kg: um comprimido de 11,4 mg PO; 11,36 - 56,8 kg: um comprimido de 57 mg VO. Miíase: duas doses entre 1,43 - 4,42 mg/kg VO com 6 horas de intervalo. Esta dosagem é aproximadamente equivalente à dosagem marcada para pulgas.
Gatos: 0,9 - 11,36 kg: um comprimido de 11,4 mg VO.
Outras espécies: Informação indisponível

Sobre

Aviso

Este medicamento pode ser encontrado em apresentações de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Nitenpiram

Classificaçāo

Ectoparasiticida

Receita

Receita Simples

Espécies

Cães e Gatos

Apresentações e concentrações

Opções veterinárias

Apresentações e concentrações

  • Nitenpiram 11,4 mg, comprimido
  • Nitenpiram 57 mg, comprimido

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

O nitenpiram é indicado como adulticida de pulgas (Ctenocephalides felis) em cães e gatos que pesam pelo menos 900 g e tenham no mínimo 4 semanas de vida. Ele não repele pulgas ou carrapatos e não mata de maneira confiável carrapatos, ovos de pulgas, larvas ou pulgas imaturas. O nitenpiram pode ser eficaz no tratamento de larvas de moscas de várias espécies. As pulgas começam a cair dos animais tratados cerca de 30 minutos após a administração e uma dose única pode proteger os animais por 1 a 2 dias.

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

Não é recomendado para pacientes que apresentem hipersensibilidade conhecida ao princípio ativo. Não usar em animais com menos de 1 kg de peso e 4 semanas de idade.

EFEITOS ADVERSOS

Geralmente o nitenpiram é bem tolerado. Os efeitos adversos a seguir (listados em ordem decrescente informando a frequência) foram relatados: Gatos: hiperatividade, ofegação, letargia, coceira, vocalização, vômitos, febre, hiporexia, nervosismo, diarreia, dificuldade respiratória, salivação, ataxia , convulsões, pupilas dilatadas, aumento da FC e tremores. Cães: letargia/depressão, vômitos, coceira, hiporexia, diarreia, hiperatividade, ataxia, tremores, convulsões, ofegação, reações alérgicas, vocalização, salivação, febre e nervosismo.  Os sinais geralmente são autolimitantes e desaparecem sem nenhum tratamento. A frequência de sinais graves, incluindo sinais neurológicos e mortais, são maiores em animais com menos de 900 g, menos de 8 semanas de vida e/ou em má condição corporal.

SUPERDOSAGEM

Foi seguro em estudos com cães e com gatos, nos quais foi administrada uma dose de até 10 vezes a preconizada.

Interações medicamentosas

Observações da interação

Não se aplica

Farmacologia

FARMACODINÂMICA

O nitenpyram está na classe dos inseticidas neonicotinoides. Ele entra na circulação sistêmica da pulga adulta após consumir sangue de um animal tratado. O fármaco se liga aos receptores nicotínicos de acetilcolina nas membranas pós-sinápticas e bloqueia a transmissão neuronal mediada por acetilcolina, causando paralisia e morte da pulga. O nitenpyram é 3500 vezes mais seletivo para os receptores alfa-4 beta-2 nicotínicos do inseto do que os receptores de vertebrados. Não inibe a acetilcolinesterase. A eficácia parece ser superior a 99% em cães ou gatos dentro de 3 a 6 horas após o tratamento. Quando combinados com um regulador de crescimento de insetos (por exemplo, lufenuron), estágios imaturos de pulgas também podem ser controlados.

FARMACOCINÉTICA

O nitenpiram é rapidamente e praticamente absorvido por completo após administração oral. O pico ocorre aproximadamente 80 minutos após a administração em cães e aproximadamente 40 minutos em gatos. A meia-vida de eliminação é de cerca de 3 horas para cães e 8 horas para gatos. O nitenpiram é excretado principalmente como metabólito conjugado na urina e a excreção é completa dentro de 48 horas. Em cães, aproximadamente 3% da dose é excretada nas fezes, e nos gatos é aproximadamente 5%. 

MONITORAMENTO

Não é necessário monitoramento específico.

Referências Bibliográficas

CARDOZO, S. V.; RAMADINHA, R. R. Avaliação do tratamento de miíases em cães através da utilização do nitenpyram. R. bras. Ci. Vet., v. 14, n. 3, p. 139-142, set./dez. 2007 PAPICH, M. G. Manual Saunders de terapia veterinária. 3ª ed. Elsevier, Rio de Janeiro, 2012. <https://www.plumbsveterinarydrugs.com/#!/monograph/nYcY10PpJj/>. Acesso em 24 de maio de 2020.
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