Informações

Princípio Ativo: Minociclina.
Classe terapêutica: Antibiótico (grupo Tetraciclinas).

Dose

Cães: Infecções suscetíveis: 5 – 10 mg/kg VO a cada 12 horas. E canis: 5 – 10 mg/kg VO a cada 12 horas durante 28 dias.
Gatos: Infecções suscetíveis: 8,8 mg/kg VO a cada 12 horas. Infecções do trato respiratório: 8,8 mg/kg ou 50 mg/gato VO a cada 24 horas.
Outras espécies: Informação indisponível

Sobre

Aviso

Este medicamento pode ser encontrado em apresentações de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Minociclina

Classificaçāo

Antibiótico (grupo Tetraciclinas)

Receita

Controle Especial - Humano

Espécies

Cães e Gatos

INFORMAÇÕES AO CLIENTE

Informe ao Médico Veterinário a ocorrência de gestação ou lactação durante ou logo após o tratamento. A interrupção do tratamento e a modificação de dose não devem ser feitas sem a orientação do Médico Veterinário. Os microrganismos são capazes de desenvolver resistência nos casos de subdosagem. O medicamento só deve ser prescrito por um Médico Veterinário. O uso indiscriminado de antimicrobianos pode ser perigoso para a saúde dos animais. As embalagens vazias podem ser recicladas ou descartadas no lixo comum após serem inutilizadas. Continue o tratamento pelo tempo determinado pelo médico veterinário, mesmo se o animal apresentar melhora.

ARMAZENAMENTO

Deve ser armazenado em sua embalagem original, em temperatura ambiente (15°C a 30°C), protegido da luz e umidade e fora do alcance de crianças e animais domésticos.

Apresentações e concentrações

Apresentações e concentrações

  • Minociclina, comprimido
  • Minomax 100 mg, comprimido (9 un)
  • Minomax 100 mg, comprimido (30 un)

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

Antibiótico, do grupo das tetraciclinas, de amplo espectro, bacteriostático, obtido semi-sinteticamente, de ação longa, efetivo contra bactérias gram-positivas, gram-negativas aeróbicas e anaeróbicas, clamídias, riquétsias (Ehrlichia spp.), espiroquetas, micoplasma, e alguns protozoários como Anaplasma sp. e Haemobartonella sp. São utilizadas em tratamento de doenças do trato respiratório, urinário, gastroentérico, e doenças oftálmicas bacterianas dos animais domésticos. Doenças específicas incluem anaplasmose (Anaplasma sp.), actinobacilose (Actinobacillus lignieresii), acti-nomicose (Actinomyces bovis), borreliose (Borrelia burgdorferi - doença de Lyme), brucelose (Brucella sp.), hemobartonelose (Haemobartonella sp.), doenças por Chlamydia e Mycoplama, e erliquiose (Ehrlichia sp.)(ANDRADE et al., 2008).

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

Não deve ser utilizada em animais jovens, pois pode afetar a formação dos ossos e alterar a coloração dos dentes. Nos pacientes com problemas hepáticos, deve ser usada com cautela. Diferentemente da oxitetraciclina ou da tetraciclina, a minociclina pode ser usada em pacientes com insuficiência renal moderada sem ajuste da dose; no entanto, pacientes com insuficiência renal oligúrica podem precisar de ajuste da dose.

EFEITOS ADVERSOS

São potencialmente nefrotóxicas (com exceção da doxiciclina), por isso devem ser evitadas em pacientes com função renal alterada. Devem ser evitadas em associação com anestesia inalatória com metoxiflurano, devido à possibilidade de indução de insuficiência renal aguda. Pode haver hepatotoxicidade por degeneração parenquimatosa. Os efeitos adversos mais comumente relatados da minociclina oral em cães e gatos são náuseas e vômitos. Para aliviar esses efeitos, o medicamento pode ser administrado com alimentos. Podem ocorrer manchas dentárias ou ósseas quando a exposição à minociclina ocorre no útero ou no início da vida. Mais raramente, são possíveis aumentos das enzimas hepáticas e/ou ototoxicidade. Semelhante à doxiciclina, a minociclina oral pode causar esofagite e estenoses esofágicas em gatos. As injeções intravenosas de minociclina em cães causaram urticária, tremores, hipotensão, dispneia, arritmias cardíacas e choque quando administradas rapidamente; a administração IV deve ser feita lentamente. A terapia com tetraciclina - especialmente a longo prazo - pode resultar em crescimento excessivo (ou seja, superinfecções) de bactérias ou fungos não suscetíveis.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

Não deve ser utilizada durante a gestação e lactação, pois promove descoloração e displasia dentária, bem como retardo do crescimento ósseo (ANDRADE et al., 2008).

SUPERDOSAGEM

Sobredosagens orais de minociclina provavelmente estariam associadas a distúrbios gastrointestinais (por exemplo, vômitos, anorexia, diarreia). Embora este fármaco seja menos vulnerável à quelação com cátions do que outras tetraciclinas, a administração oral de antiácidos catiônicos divalentes ou trivalentes pode ligar alguns fármacos e reduzir o estresse gastrointestinal. O tratamento é de suporte com base em sinais clínicos. Se os pacientes desenvolverem êmese grave ou diarreia, a hidratação e os eletrólitos devem ser monitorados e corrigidos, se necessário.

Interações medicamentosas

ANTIÁCIDOS ORAIS

Quando administrados por via oral, as tetraciclinas podem quelar cátions divalentes ou trivalentes e diminuir a absorção da tetraciclina ou de outro medicamento, caso contenha esses cátions. Antiácidos orais, catárticos salinos e outros produtos contendo cátions alumínio, cálcio, magnésio, zinco e/ou bismuto são mais comumente associados a essa interação. A minociclina possui uma afinidade relativamente baixa para cátions divalentes ou trivalentes, mas recomenda-se que todas as tetraciclinas orais sejam administradas pelo menos 1 a 2 horas antes ou depois do produto que contém cátions.

SUBSALICILATO DE BISMUTO, CAULITINA, PECTINA

Pode reduzir a absorção de minociclina.

DIGOXINA

O uso simultâneo com minociclina pode causar toxicidade pela digoxina. Estes efeitos podem persistir durante meses após a descontinuação da tetraciclina.

FERRO ORAL

Os produtos orais de ferro estão associados à menor absorção de tetraciclina, e os sais de ferro devem ser administrados preferencialmente 3 horas antes ou 2 horas após a dose de tetraciclina.

PENICILINAS

Drogas bacteriostáticas (por exemplo, tetraciclinas) podem interferir na atividade bactericida de penicilinas, cefalosporinas e aminoglicosídeos; no entanto, existe uma quantidade razoável de controvérsia em relação ao significado clínico real dessa interação.

SEVOFLURANO

Em um estudo com ratos, a minociclina reduziu a exigência da concentração alveolar mínima de isoflurano em 23% .

SUCRALFATO

Diminui significativamente a biodisponibilidade oral da minociclina em cães saudáveis. A administração 2 horas após a minociclina não teve um impacto significativo na absorção da minociclina.

VITAMINA A

Pode resultar em um risco aumentado de pseudotumor cerebral

VARFARINA

As tetraciclinas podem diminuir a atividade plasmática da protrombina; pacientes em terapia anticoagulante podem precisar de ajuste da dose.

Farmacologia

FARMACODINÂMICA

As tetraciclinas inibem a síntese proteica dos microrganismos sensíveis, ligando-se aos ribossomos. Eles se ligam à subunidade 30 S, impedindo que o RNA-transportador se fixe ao ribossomo, o que impede a síntese proteica (SPINOSA, 2006; ANDRADE et al., 2008).

FARMACOCINÉTICA

As tetraciclinas podem ser administradas tanto por via oral, como por vias parenterais. No entanto a injeção intramuscular provoca dor local. A presença de alimentos no trato digestivo pode prejudicar a absorção das tetraciclinas administradas por via oral, com exceção da minociclina e doxiciclina. As tetraciclinas formam quelatos insolúveis com o cálcio, magnésio, zinco, ferro e alumínio. A presença do leite e derivados, as preparações vitamínicas, os antiácidos, e os catárticos podem reduzir a absorção das tetraciclinas. As concentrações plasmáticas máximas são alcançadas cerca de 1 a 3 horas após administração oral. Todas as tetraciclinas, com exceção da doxiciclina e minociclina, são excretadas na sua forma ativa pela urina, ou em menor proporção pela bile. A filtração glomerular é o processo responsável pelo mecanismo de excreção renal destes antibióticos (SPINOSA, 2006; ANDRADE et al., 2008)

MONITORAMENTO

Deve ser monitorada a eficácia do tratamento, caso não haja melhora do paciente, nova terapia deve ser estabelecida.

Referências Bibliográficas

ANDRADE, S.F. et al. Quimioterápicos, antimicrobianos e quimioterápicos. In: ANDRADE, S. F. Manual de terapêutica Veterinária, 3 ed. São Paulo: Editora Roca, 2008, 912 p. CALVERT, C. A. Valvular bacterial endocarditis in the dog. Journal of the American Veterinary Medical Association, v. 180, n. 9, p. 1080-1084, 1982. SPINOSA, H. S. Antibióticos: tetraciclinas, cloranfenicol e análogos. In: SPINOSA H. S. et al. Farmacologia Aplicada à Medicina Veterinária. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006. VIEIRA, F. C.; PINHEIRO, V. A. Monografias farmacêuticas. In: VIEIRA, F. C.; PINHEIRO, V. A. Formulário veterinário farmacêutico. 1. ed. São Paulo: Pharmabooks, 2004 p. <https://www.plumbsveterinarydrugs.com/#!/monograph/nUq8Rwks31>. Acesso em 26 de maio de 2020.
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