Informações

Princípio Ativo: Midazolam.
Classe terapêutica: Benzodiazepínico.

Dose

Cães: Pré-operatório: 0,1 - 0,3 mg/kg SC, IM ou IV. Epilepsia: 0,07 - 0,5 mg/kg IM ou IV; 0,2 mg/kg intranasal; 0,05 - 0,5 mg/kg/h infusão contínua.
Gatos: 0,1 – 0,3 mg/kg SC, IM, IV.
Outras espécies: Informação indisponível

Sobre

Aviso

Este medicamento pode ser encontrado em apresentações de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Midazolam

Classificaçāo

Benzodiazepínico

Receita

Receita Azul ou B

Espécies

Cães e Gatos

INFORMAÇÕES AO CLIENTE

Informe ao Médico Veterinário a ocorrência de gestação ou lactação durante ou logo após o tratamento. A interrupção do tratamento e a modificação de dose não devem ser feitas sem a orientação do Médico Veterinário. O medicamento só deve ser prescrito por um Médico Veterinário. O uso indiscriminado de benzodiazepínicos pode ser perigoso para a saúde dos animais. Continue o tratamento pelo tempo determinado pelo médico veterinário, mesmo se o animal apresentar melhora. Não faça uso deste medicamento sem orientação Médica. O abuso de benzodiazepínicos pode ser perigoso para saúde humana e causar depência química.

ARMAZENAMENTO

Conservar em local seco, entre 15°C e 30°C, ao abrigo da luz solar direta e fora do alcance de crianças e animais domésticos.

Apresentações e concentrações

Apresentações e concentrações

  • Midazolam 1 mg/mL, solução injetável
  • Midazolam 5 mg/mL, solução injetável
  • Dormonid 1 mg/mL, solução injetável
  • Dormonid 5 mg/mL, solução injetável

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

Os benzodiazepínicos são indicados para reduzir a agressividade, promover miorrelaxamento de ação central, atuar como anticonvulsivante, e, associados ou não a tranquilizantes maiores (fenotiazínicos) ou agentes anestésicos (cetamina, propofol, etomidato), são usados na pré-anestesia e na indução anestésica (SPINOSA & GÓRNIAK, 2006). Essas associações permitem redução de até 50% das doses dos fármacos anestésicos, diminuindo as possibilidades de efeitos adversos (FANTONI & CORTOPASSI, 2008). Gatos podem ser mais propensos a desenvolver um efeito de excitação se comparação com os cães.

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

Animais com insuficiência cardíaca congestiva ou disfunção hepática podem eliminar o medicamento mais lentamente e podem ocorrer efeitos prolongados. Este medicamento deve ser administrado com cautela em animais em coma ou em choque e em animais com depressão respiratória significativa ou glaucoma de ângulo aberto (contraindicado se não for tratado). Quando usado sozinho, o midazolam não possui efeitos significativos na função cardiorrespiratória; no entanto, efeitos cardiorrespiratórios podem ser observados quando usados em combinação com outros agentes.

EFEITOS ADVERSOS

Possuem baixa incidência de efeitos colaterais, no entanto podem ocorrer: ataxia, agitação e excitação quando administrados em animais com estado de alerta normal. Alguns outros sinais são: sonolência, irritabilidade, incoordenação motora.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

Os agentes anestésicos administrados aos animais durante o terceiro trimestre da gestação (e durante outros períodos de rápido crescimento cerebral) podem afetar adversamente o cérebro em desenvolvimento.

SUPERDOSAGEM

A superdose de pode levar à arreflexia, apneia, hipotensão arterial, depressão cardiorrespiratória e coma.

Interações medicamentosas

AGENTES ANTI-HIPERTENSOS

O uso simultâneo pode aumentar o risco de hipotensão e ortostase. A pressão sanguínea deve ser monitorada.

ANTIFÚNGICOS DE AZÓIS

Pode aumentar a concentração de midazolam; sedação excessiva pode ocorrer. Em cães saudáveis ​​que receberam fluconazol por via oral, a depuração de midazolam e cetamina por via intravenosa foi 50% mais lenta e a duração do efeito sedativo foi aumentada.

INIBIDORES DA ANIDRASE CARBÔNICA

Os benzodiazepínicos podem interferir nos efeitos benéficos dos inibidores da anidrase carbônica, inibindo as respostas respiratórias à hipóxia; essa combinação deve ser evitada.

AGENTES DEPRESSORES DO SNC

A combinação pode aumentar o risco de depressão do SNC e/ou respiratória; é necessário monitoramento e ajuste de doses.

DIGOXINA

Os níveis séricos podem estar aumentados; é necessário monitorar os níveis séricos de digoxina e os sinais clínicos de toxicidade.

FLUOXETINA, FLUVOXAMINA

São possíveis níveis aumentados de midazolam.

INDUTORES DE ENZIMA HEPÁTICO

O uso simultâneo pode diminuir os níveis de benzodiazepínicos; a resposta clínica deve ser monitorada e as doses ajustadas em conformidade.

INIBIDORES DE ENZIMAS HEPÁTICAS

O metabolismo do midazolam pode estar diminuído e pode ocorrer sedação excessiva.

IFOSFAMIDA

O uso simultâneo pode aumentar o risco de efeitos neurotóxicos induzidos por ifosfamida. É necessária uma monitorização cuidadosa e a descontinuação de ambos os medicamentos pode ser necessária se ocorrerem sinais de encefalopatia.

BLOQUEADORES NEUROMUSCULARES NÃO DEPOLARIZANTES

O uso simultâneo pode potencializar, atenuar ou não ter efeito; o estado respiratório deve ser monitorado.

RIFAMPINA

Pode induzir enzimas microssomais hepáticas e diminuir os efeitos farmacológicos das benzodiazepinas.

TEOFILINA/AMINOFILINA

O uso simultâneo pode diminuir os níveis e a eficácia dos benzodiazepínicos. A retirada da teofilina de um paciente estável pode aumentar o risco de toxicidade da benzodiazepina.

ANTIDEPRESSANTES TRICÍCLICOS

O midazolam pode aumentar os níveis desses medicamentos; o significado clínico não é conhecido. O uso simultâneo pode aumentar o risco de depressão do SNC e/ou respiratória. Os efeitos anticolinérgicos podem ser aditivos.

IOIMBINA

Pode diminuir os efeitos terapêuticos dos medicamentos ansiolíticos.

Farmacologia

FARMACODINÂMICA

O midazolam exibe ações farmacológicas semelhantes às de outros benzodiazepínicos; os níveis subcorticais (principalmente límbicos, talâmicos e hipotalâmicos) do SNC são deprimidos, o que produz efeitos ansiolíticos, sedativos, relaxantes musculares esqueléticos e anticonvulsivantes. O mecanismo exato de ação é desconhecido, mas os mecanismos postulados incluem antagonismo da serotonina, aumento da liberação e/ou facilitação da atividade do ácido γ-aminobutírico (GABA) e diminuição da liberação ou renovação da acetilcolina no SNC.

FARMACOCINÉTICA

São rapidamente absorvidos pelo trato gastrointestinal. A injeção IM provoca absorção irregular e o risco de formação de precipitados, já a administração IV é bastante difundida na pré-anestesia e controle de convulsões. A distribuição é ampla no organismo e ligam-se fortemente às proteínas plasmáticas. A biotransformação é hepática e a eliminação é renal dos metabólitos inativos (SPINOSA & GÓRNIAK, 2006).

MONITORAMENTO

Monitore o nível de sedação e os parâmetros cardiorrespiratórios.

Referências Bibliográficas

FANTONI, D. T.; CORTOPASSI, S. R. G. Tranquilizantes e sedativos.In: Andrade SF. Manual de terapêutica veterinária. 3. ed. São Paulo: Roca, 2008. SPINOSA, H. S.; GÓRNIAK, S. L. Tranquilizantes, relaxantes musculares de ação central e antidepressivos. In: SPINOSA H. S. et al. Farmacologia Aplicada à Medicina Veterinária. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006. TEIXEIRA, Elsa Palma. Desvios Comportamentais nas Espécies Canina e Felina: Panorama Actual e Discussão de Casos Clínicos. 2009. 100 p. Dissertação (Mestrado em Clínica e Cirurgia de Pequenos Animais), UNIVERSIDADE TÉCNICA DE LISBOA, Lisboa, 2009. <https://www.plumbsveterinarydrugs.com/#!/monograph/4yqiVGLueS/>. Acesso em 26 de maio de 2020.
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