Informações

Princípio Ativo: Metiltestosterona.
Classe terapêutica: Hormônio.

Dose

Cães: Alopecia responsiva à testosterona em cães machos castrados: Raramente recomendado; não foram localizados estudos documentando segurança e eficácia. As doses anedóticas de metiltestosterona geralmente variam de 1 a 1,1 mg / kg (máximo de 30 mg por cão) VO, uma vez ao dia ou a cada dois dias, até que o crescimento do pelo seja observado (geralmente 1 - 3 meses). A frequência de dosagem é então reduzida ao longo de semanas a meses para dosagem de manutenção (1-2 vezes por semana). O perfil hepático deve ser monitorado. Incontinência urinária responsiva à testosterona em cães machos castrados: Raramente recomendado; não foram localizados estudos documentando segurança e eficácia. Foi observada uma dose anedótica de metiltestosterona 0,5 mg / kg VO a cada 24 horas.
Gatos: Informação indisponível
Outras espécies: Informação indisponível

Sobre

Aviso

Este medicamento pode ser encontrado em apresentações de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Metiltestosterona

Classificaçāo

Hormônio

Receita

Controle Especial - Veterinário

Espécies

Cães e Gatos

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

A metiltestosterona é raramente recomendada para pacientes animais devido à toxicidade (especialmente hepatotoxicidade) e potencial abuso por seres humanos. Em cadelas, a metiltestosterona tem sido usada no tratamento de tumores mamários dependentes de estrogênio, pseudo-prenhes ou certas alopecias hormonais dependentes. Nos cães machos, tem sido utilizado no tratamento da libido deficiente, incontinência responsiva à testosterona e certas alopecias hormonais em cães mais velhos e castrados. O uso de metiltestosterona para suprimir o estro em galgos de corrida é controverso e não recomendado. Nos gatos, a metiltestosterona foi testada para certas alopecias dependentes de hormônios e para aumentar a libido em machos.

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

A metiltestosterona é contraindicada em pacientes com disfunção hepática e durante a gestação. Deve ser usado com extrema cautela em animais com insuficiência cardíaca. O uso prolongado em animais jovens pode causar fechamento epifisário prematuro. Não é recomendado para uso em gatos.

EFEITOS ADVERSOS

Os efeitos adversos em cães incluem: hepatotoxicidade, seborreia oleosa, virilização de fêmeas (hipertrofia do clitóris), corrimento vaginal, hiperplasia prostática e aumento da agressão em machos. A dosagem crônica em cães de 2 a 6 mg/kg/dia por 27 semanas causou hepatotoxicidade caracterizada por hepatócitos periportais aumentados e hemossiderina em macrófagos. Os gatos podem ser mais suscetíveis a lesões hepáticas do que os cães.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

A supressão da espermatogênese em machos pode ocorrer com doses elevadas de metiltestosterona, secundárias a um mecanismo de feedback negativo. A metiltestosterona pode suprimir o estro nas fêmeas. Depois que o medicamento é descontinuado, a função reprodutiva normal geralmente retorna em machos e fêmeas.

SUPERDOSAGEM

As informações sobre a toxicidade aguda da metiltestosterona são limitadas. Náusea e edema são os efeitos mais prováveis de uma única overdose. Considere o monitoramento da função hepática com grandes overdoses.

Interações medicamentosas

CICLOSPORINA

A metiltestosterona pode aumentar os níveis séricos de ciclosporina.

INSULINA E AGENTES ANTIDIABÉTICOS ORAIS

A metiltestosterona pode diminuir os níveis séricos de glicose.

VARFARINA

A metiltestosterona pode aumentar os efeitos anticoagulantes.

Farmacologia

FARMACODINÂMICA

A metiltestosterona é um andrógeno com efeitos anabólicos. Possui um grupo metil na posição 17 do núcleo esteroide da testosterona, resultando em melhor absorção oral e metabolismo hepático mais lento que a testosterona. Os andrógenos são necessários para o desenvolvimento e a manutenção das características e funções sexuais dos machos. Os efeitos anabólicos da metiltestosterona incluem a eritropoiese estimulante, melhorando o balanço de nitrogênio e o anabolismo proteico (na presença de proteínas e calorias suficientes) e a retenção de potássio, sódio e fósforo.

FARMACOCINÉTICA

A metiltestosterona é absorvida pelo trato gastrointestinal e pela mucosa oral. Ele sofre menos metabolismo de primeira passagem do que a testosterona administrada por via oral. Nos cães, a metiltestosterona é metabolizada no fígado. Os principais metabólitos encontrados na urina são formas glucuronidadas (conjugadas e livres) da metiltestosterona. Ao contrário dos seres humanos, as formas sulfatadas não são um componente metabólico importante.

MONITORAMENTO

Monitore a função hepática.

Referências Bibliográficas

VIANA, F. A. B. Guia Terapêutico Veterinário. 3 ed. Minas Gerais: Editora CEM, 2014. 560 p. <https://www.plumbsveterinarydrugs.com/#!/monograph/uV9vn8MnIl/>. Acesso em 23 de maio de 2020.
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