Informações

Princípio Ativo: Metergolina.
Classe terapêutica: Antigalactogênico.

Dose

Cães: Pseudo-gravidez: metergolina 0,5 mg / kg (500 microgramas / kg) VO a cada 12 horas. A administração por 4 - 5 dias é eficaz no tratamento de sinais de pseudo-gravidez e na redução da produção de leite na maioria das cadelas. Falhas ocasionais podem ser tratadas repetindo o protocolo de tratamento e estendendo-o para 8 a 10 dias, ou usando protocolos conjuntos de cabergolina mais metergolina ou cabergolina mais bromocriptina. Interrupção da gravidez : 400 - 500 mcg / kg VO a cada 24 horas por 5 dias. Induzir estro: A cabergolina e a bromocriptina deram consistentemente resultados positivos, enquanto os resultados da metergolina foram mais variáveis, dependendo da dose. Utilizando baixa dose de metergolina 0,1 mg / kg VO a cada 12 horas, a formulação oral comercial administrada 100 dias após a ovulação até o pró estro seguinte fez com que o intervalo interestro fosse significativamente reduzido.
Gatos: Pseudo-gravidez ou para interromper a lactação pós-parto: 0,125 mg / kg VO a cada 12 horas, durante 4 - 8 dias.
Outras espécies: Informação indisponível

Sobre

Aviso

Este medicamento pode ser encontrado em apresentações de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Metergolina

Classificaçāo

Antigalactogênico

Receita

Receita Simples

Espécies

Cães e Gatos

Apresentações e concentrações

Opções veterinárias

Apresentações e concentrações

  • Metergolina 2 mg, comprimido
  • Metergolina 0,5 mg, comprimido

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

A metergolina é um medicamento derivado do ergot usado para pseudo-prenhes em cães. Está disponível como produto veterinário em vários países da Europa e da América do Sul. A metergolina foi investigada como um abortivo em cães em altas doses (0,4 - 0,6 mg/kg), assim como outros inibidores da prolactina do ergot, ela só pode ser usada com segurança para esse efeito durante as últimas 3 semanas de gestação.

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

A metergolina é contraindicada em cães e gatos que estão prenhes, a menos que o aborto seja desejado. Não deve ser utilizado em pacientes hipersensíveis aos derivados do ergot. Pacientes que não toleram cabergolina ou bromocriptina podem ou não tolerar a metergolina. Pacientes com insuficiência hepática significativa devem receber o medicamento com cautela e, se necessário, possivelmente com uma dose mais baixa.

EFEITOS ADVERSOS

Os efeitos adversos relatados para a metergolina em cães incluem efeitos relacionados ao comportamento (por exemplo, ansiedade, agressividade, depressão, hiperexcitação, choramingar e escapar) e efeitos gastrointestinais (por exemplo, anorexia, vômito, náusea). Uma fonte afirma que “… mesmo doses muito altas de metergolina não induzem vômito em cadelas”.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

Não deve ser usada em fêmeas gestantes ou lactantes quando o objetivo não for o aborto ou a interrupção da lactação.

SUPERDOSAGEM

Altas doses podem intensificar os efeitos adversos.

Interações medicamentosas

Bromocriptina, cabergolina

Pode causar efeitos aditivos se usada com metergolina.

Ciproheptadina

Pode causar efeitos aditivos se usado com metergolina.

Metoclopramida

O uso com metergolina pode reduzir a eficácia de ambos os medicamentos e deve ser evitado.

Inibidor seletivo de recaptação de serotonina

Potencialmente podem reduzir a eficácia de cada medicamento.

Farmacologia

FARMACODINÂMICA

A metergolina é um derivado sintético do Ergot, com ação antagonista serotoninérgica a nível de receptores do sistema nervoso autônomo. Ela atua inibindo competitivamente os receptores de serotonina no hipotálamo, o que leva a uma inibição da secreção de prolactina pela hipófise e, conseqüentemente, a interrupção da produção do leite pelas glândulas mamárias.

FARMACOCINÉTICA

A metergolina é rapidamente absorvida após administração oral, alcançando concentrações plasmáticas terapêuticas duas horas após administração. Sua metabolização ocorre à nível hepático, e a eliminação - relativamente lenta, em torno de doze horas - ocorre 90% através das fezes (excreção biliar) e 10% através da urina.

MONITORAMENTO

Monitore eficácia e efeitos adversos. Se usado a longo prazo, monitore as enzimas hepáticas.

Referências Bibliográficas

MARTINS, L. R.; LOPES, M. D. Pseudociese canina. Rev Bras Reprod Anim, Belo Horizonte, v.29, n.3/4, p.137-141, jul./dez. 2005. SILVA, T. C. et al. Avaliação do efeito inibitório da metergolina na lactação de cadelas com pseudociese - relato de caso. Anais - JEPEX, UFRPE, 2009 <https://www.plumbsveterinarydrugs.com/#!/monograph/rhTa3cV2jY/>. Acesso em 23 de maio de 2020.
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