Informações

Princípio Ativo: Medroxiprogesterona.
Classe terapêutica: Hormônio.

Dose

Cães: Insuficiência lútea aparente em cadelas: 0,1 mg / kg VO a cada 24 horas. O tratamento é interrompido vários dias antes da data prevista para evitar uma gravidez prolongada. Controle reprodutivo a longo prazo: 2,5 - 3 mg / kg IM a cada 5 meses.
Gatos: Distúrbios comportamentais: Para reduzir a marcação em gatos machos castrados quando todas as outras drogas não tiveram êxito: 5 - 20 mg / kg SC ou IM três a quatro vezes por ano. Controle reprodutivo a longo prazo: MPA 2 mg / kg IM.
Outras espécies: Informação indisponível

Sobre

Aviso

Este medicamento pode ser encontrado em apresentações de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Medroxiprogesterona

Classificaçāo

Hormônio

Espécies

Cães e Gatos

ARMAZENAMENTO

Deve ser armazenado em sua embalagem original, em temperatura ambiente (15°C a 30°C), protegido da luz e umidade e fora do alcance de crianças e animais domésticos.

Apresentações e concentrações

Opções veterinárias

Apresentações e concentrações

  • Medroxiprogesterona
  • Depo Provera 150mg/mL, frasco
  • Provera 10mg, comprimidos
  • Selecta 0,45mg + 1,5mg, comprimidos

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

Em gatos, o acetato de medroxiprogesterona (MPA) tem sido usado quando a castração é ineficaz ou indesejável para tratar problemas de comportamento sexualmente dimórficos, comportamentos agressivos entre machos, pulverização e monta. O MPA também tem sido usado como um agente tranquilizante no tratamento de síndromes como dermatite psicogênica felina e alopecia, mas pode ser preferível o tratamento com agentes tranquilizantes verdadeiros. Em cães, o MPA pode ser útil no tratamento da dermatite responsiva à progestina, comportamentos agressivos, controle reprodutivo a longo prazo, tratamento de jovens pastores alemães anões, tratamento de curto prazo da hipertrofia prostática benigna e insuficiência lútea.

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

A terapia com progestágeno pode causar efeitos adversos graves (veja abaixo). Tratamentos alternativos mais seguros devem ser considerados quando possível. Caso contrário, avalie os riscos versus benefícios antes de iniciar a terapia. Não use MPA antes da puberdade em gatos, pois pode resultar em hipertrofia mamária crônica e grave. O uso em cães antes da puberdade pode causar condições uterinas ou endócrinas subclínicas (por exemplo, hiperplasia endometrial cística-piometra, diabetes). Não use em fêmeas com hipertermia prolongada, a menos que a doença do ovário cístico seja confirmada e a cirurgia, GnRH ou hCG não sejam opções viáveis. Animais com diabetes não devem receber medroxiprogesterona. Como esse medicamento pode suprimir a função adrenal, pode ser necessário administrar esteroides exógenos se o paciente estiver estressado (por exemplo, cirurgia, trauma).

EFEITOS ADVERSOS

Se o MPA for administrado por via subcutânea, podem ocorrer alopecia local permanente, atrofia e despigmentação. Ao fazer SC, recomenda-se usar a área inguinal para evitar essas manifestações. As reações adversas possíveis em cães e gatos incluem: aumento do apetite com aumento no peso corporal e/ou sede, depressão, letargia, alterações de personalidade, depressão adrenocortical, alterações mamárias (incluindo aumento, produção de leite e neoplasias), diabetes mellitus, hipotireoidismo , piometra e inibição temporária da espermatogênese. Em cães, acromegalia e níveis aumentados de hormônio do crescimento foram observados quando usados em pacientes com diabetes mellitus.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

Este agente não deve ser usado durante a gravidez ou para tratar cadelas com pseudo-gravidez. As fêmeas não devem ser tratadas durante o diestro ou com hemorragia uterina.

SUPERDOSAGEM

Não foram localizados relatórios ou informações sobre overdoses inadvertidas com esse agente. Consulte a seção de efeitos adversos.

Interações medicamentosas

Corticosteroides

Pode resultar em um risco aumentado de efeitos colaterais dos corticosteroides.

Ciclosporina

Pode aumentar o risco de toxicidade da ciclosporina.

Felbamato

Pode aumentar o metabolismo da medroxiprogesterona.

Rifampina

Existe uma interação potencial com a rifampicina, que pode diminuir a atividade da progestina se administrada concomitantemente. Presumivelmente, isso se deve à indução de enzima microssomal com aumento resultante no metabolismo da progestina. O significado clínico dessa interação é desconhecido.

Selegilina

Pode resultar em um aumento na biodisponibilidade oral de selegilina e em um risco aumentado de reações adversas à selegilina.

Teofilina

Pode resultar em toxicidade da teofilina.

Farmacologia

FARMACODINÂMICA

As progestinas são produzidas principalmente endogenamente pelo corpo lúteo. Eles transformam o endométrio proliferativo em endométrio secretório, aumentam a hipertrofia do miométrio e inibem a contração uterina espontânea. As progestinas têm um efeito inibitório dependente da dose na secreção de gonadotrofinas hipofisárias e podem ter um efeito anti-insulina. A medroxiprogesterona exibiu um efeito adrenocorticoide pronunciado em animais (espécies não listadas) e pode suprimir a liberação de ACTH e cortisol. O MPA é anti-estrogênico e também diminui os níveis plasmáticos de testosterona em machos e cães.

FARMACOCINÉTICA

Não foram localizados parâmetros farmacocinéticos específicos em espécies veterinárias para este medicamento. Foi relatado que o MPA injetável tem uma duração aproximada de ação de 30 dias quando usado para tratar distúrbios de comportamento em gatos. Quando administrado por via intramuscular a mulheres, o MPA possui atividade contraceptiva por pelo menos 3 meses.

MONITORAMENTO

Monitore o peso, glicemia, faça exame físico da glândula mamária e monitore a função adrenocortical e eficácia.

Referências Bibliográficas

BENITES, N. R.; BARUSELLI, P. S. Medicamentos empregados para sincronização do crescimento folicular e da ovulação para transferência de embriões. In: SPINOSA H. S. et al. Farmacologia Aplicada à Medicina Veterinária 5. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011. PAPICH, M. G. Manual Saunders de terapia veterinária. 3ª ed. Elsevier, Rio de Janeiro, 2012 SANTOS, L. O. M. et al. Efeito dos Estrógenos Conjugados e da Medroxiprogesterona sobre a Mama: Estudo Experimental. RBGO - v. 23, nº 8, 2001 VICENTE, U. R. R. et al. Avaliação anátomo histopatológica do efeito do acetato de medroxiprogesterona e do acetato de megestrol sobreo útero de cadelas adultas. Braz. J. vet. Res. anim. Sei., São Paulo, v.28, n.2, p.219-29, 1991. <https://consultaremedios.com.br/acetato-de-medroxiprogesterona/pa>. Acesso em 23 de maio de 2020. <https://www.plumbsveterinarydrugs.com/#!/monograph/PIoevvZTc3/>. Acesso em 23 de maio de 2020.
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