Informações

Princípio Ativo: Marbofloxacina.
Classe terapêutica: Antibiótico (grupo Fluoroquinolonas).

Dose

Cães: Infecções suscetíveis: 2,75 - 5,5 mg/kg VO a cada 24 horas. Leishmaniose: 2 mg/kg VO a cada 24 horas por 28 dias.
Gatos: Infecções suscetíveis: 2,75 - 5,5 mg/kg VO a cada 24 horas. Tuberculose felina: 2 mg/kg VO a cada 24 horas. Infecções hemotrópicas por micoplasma: 2,75 mg / kg VO a cada 24 horas por 14 - 28 dias.
Outras espécies: Informação indisponível

Sobre

Aviso

Este medicamento pode ser encontrado em apresentações de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Marbofloxacina

Classificaçāo

Antibiótico (grupo Fluoroquinolonas)

Receita

Controle Especial - Humano

Espécies

Cães e Gatos

ARMAZENAMENTO

Conservar em local seco, entre 5°C e 30°C, ao abrigo da luz solar direta e fora do alcance de crianças e animais domésticos.

Apresentações e concentrações

Opções veterinárias

Apresentações e concentrações

  • Marbofloxacina 82,5 mg, comprimido (10 un)
  • Marbofloxacina 100 mg, comprimido
  • Marbofloxacina 50 mg, comprimido
  • Marbofloxacina 25 mg, comprimido
  • Marbofloxacina 200 mg, comprimido
  • Marbofloxacina 27,5 mg, comprimido (10 un)

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

Marbofloxacina é um antibiótico com ação contra bactérias gram-negativas e algumas gram-positivas. E. coli, Klebsiella pneumoniae, Staphylococcus aureus e epidermidis, Pasteurella multocida, Proteus mirabilis, Mycoplasma spp. e Rickettsia ricketsii. As fluoroquinolonas são indicadas para o tratamento de infecções no trato gênito-urinário, incluindo prostatite, infecções dérmicas e infecções respiratórias em cães. Além de gastroenterite bacteriana grave, otite, osteomielite, meningoencefalites e endocardites causadas por estes microrganismos. Em cães, a marbofloxacina parece ter alguma eficácia no tratamento dos sinais clínicos associados à leishmaniose canina.

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

Deve-se evitar o uso desta substância em animais jovens, porque pode causar lesão na cartilagem. Evitar o uso em animais de pequeno e médio porte nos primeiros oito meses de vida, e em cães de raças grandes e gigantes durante os primeiros 18 meses. É contraindicado a pacientes com conhecida hipersensibilidade a quinolonas. A marbofloxacina pode (raramente) causar estimulação do SNC e deve ser usada com cautela em pacientes com distúrbios convulsivos.

EFEITOS ADVERSOS

Com exceção das possíveis anormalidades da cartilagem em animais jovens, o perfil de efeitos adversos da marbofloxacina é geralmente limitado ao desconforto gastrointestinal (por exemplo, vômitos, anorexia, diarreia) e diminuição da atividade. Outras fluoroquinolonas causaram, em raras incidências, enzimas hepáticas elevadas, ataxia, convulsões, depressão, letargia e nervosismo em cães. Podem ocorrer reações de hipersensibilidade ou cristalúria.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

A segurança do uso em animais de reprodução, gestantes e lactantes não foi estabelecida, sendo assim sua utilização é contra-indicada nessa situação.

SUPERDOSAGEM

Cães que recebem 55 mg/kg VO por 12 dias desenvolveram anorexia, vômito, desidratação, tremores, pele vermelha, inchaço facial, letargia e perda de peso. Todos os filhotes de raças grandes, com 3 a 4 meses de idade, recebendo 11 mg/kg/dia desenvolveram claudicação acentuada devido a lesões na cartilagem articular. Ocorreu aumento da salivação, vômito e vermelhidão do pavilhão auricular em gatos que receberam 27,5 - 55 mg/kg/dia.

Interações medicamentosas

Antiácidos/produtos lácteos

Os produtos que contêm cátions (Mg ++, Al +++, Ca ++) podem se ligar à marbofloxacina e impedir sua absorção; a administração desses produtos deve ocorrer pelo menos 2 horas após a marbofloxacina.

Outros antibióticos

Pode ocorrer sinergismo, mas não é previsível contra algumas bactérias (particularmente Pseudomonas aeruginosa) com esses compostos. Embora a marbofloxacina tenha ação mínima contra anaeróbios, foi relatada sinergia in vitro quando foi usada com clindamicina contra cepas de Peptostreptococcus spp, Lactobacillus spp e Bacteroides fragilis.

Ciclosporina

As fluoroquinolonas podem exacerbar a nefrotoxicidade e reduzir o metabolismo da ciclosporina quando usadas sistemicamente.

Flunixina

Em cães, demonstrou-se que a flunixina aumenta a AUC e a meia-vida de eliminação da enrofloxacina, e a enrofloxacina aumenta a AUC e a meia-vida de eliminação da flunixina; não se sabe se a marbofloxacina também causa esse efeito ou se outros AINEs interagem com a marbofloxacina em cães.

Ferro, zinco (oral)

Pode diminuir a absorção de marbofloxacina; as doses devem ser separadas por pelo menos 2 horas após a marbofloxacina.

Metotrexato

Pode aumentar os níveis de MTX possíveis com toxicidade resultante.

Nitrofurantoína

Pode antagonizar a atividade antimicrobiana das fluoroquinolonas; o uso concomitante não é recomendado.

Probenecida

Pode bloquear a secreção tubular de ciprofloxacina; pode aumentar o nível sanguíneo e a meia-vida da marbofloxacina.

Quinidina

Pode aumentar o risco de cardiotoxicidade.

Sucralfato

Pode inibir a absorção de marbofloxacina; a administração desses medicamentos deve ser separada por pelo menos 2 horas após a marbofloxacina.

Teofilina

A marbofloxacina pode aumentar os níveis sanguíneos de teofilina; é mais provável que essa interação ocorra com enrofloxacina do que com marbofloxacina.

Acidificantes de urina

pH baixo na urina pode ter um efeito inibitório na atividade da marbofloxacina.

Varfarina

Potencial para aumentar os efeitos da varfarina; monitorar o tempo de protrombina.

Farmacologia

FARMACODINÂMICA

São substâncias químicas pertencentes ao grupo das quinolonas de 2ª geração - fluorquinolonas. São antimicrobianos bactericidas e sua atividade se relaciona com a inibição das topoisomerases bacterianas do tipo II, também conhecida como DNA girase, impedindo o enrolamento da hélice de DNA numa forma super espiralada (GÓRNIAK, 2006).

FARMACOCINÉTICA

Após administração oral, é rapidamente absorvida, porém o pico máximo de concentração sérica varia conforme a espécie animal (em cães atinge o pico máximo em 0,9 horas). Uma das principais vantagens do uso das fluorquinolonas é seu largo volume de distribuição, além da baixa ligação com as proteínas plasmáticas. O grau de biotransformação é bastante variável, as fluorquinolonas são parcialmente biotransformadas, sendo excretadas na urina e na bile, em altas concentrações, como substância ativa.

CONSIDERAÇÕES LABORATORIAIS

Tem-se relacionado o aparecimento de cristalúria em animais com urina alcalina e tratados com fluorquinolonas; portanto, quando o uso destes antimicrobianos for prolongado, recomenda-se hidratação adequada e acidificação da urina.

MONITORAMENTO

Pacientes com insuficiência renal devem ser monitorados para acompanhar o aparecimento de cristalúria, hematúria ou nefrite intersticial. Monitore também a eficácia clínica e efeitos adversos.

Referências Bibliográficas

ANDRADE, S.F. Drogas que atuam no sistema nervoso periférico. In: Andrade SF. Manual de terapêutica veterinária. 2. ed. São Paulo: Roca, 2002. p.401-429. BOOTHE D.M.; HOSKINS J.D. Terapia com drogas e com componentes sangüineos. In: Hoskins JD. Pediatria veterinária: cães e gatos do nascimento aos seis meses. 2. ed. Rio de Janeiro: Interlivros, 1997. p.33-48. GÓRNIAK, S. L. Quimioterápicos. In: SPINOSA H. S. et al. Farmacologia Aplicada à Medicina Veterinária. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006. LAPPIN, M. R. Quimioterapia antimicrobiana prática. In: NELSON, R. W.; COUTO, C. G. Medicina interna de pequenos animais. Tradução: Aline Santana da Hora. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010 VIEIRA, F. C.; PINHEIRO, V. A. Monografias farmacêuticas. In: VIEIRA, F. C.; PINHEIRO, V. A. Formulário veterinário farmacêutico. 1. ed. São Paulo: Pharmabooks, 2004. <https://www.plumbsveterinarydrugs.com/#!/monograph/G6dqDvtnJi>. Acesso em 22 de maio de 2020.
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