Informações

Princípio Ativo: Manitol.
Classe terapêutica: Diurético.

Dose

Cães: Falência renal oligúrica: use apenas após a correção volumétrica, de eletrólitos, equilíbrio ácido/base e determinar se o paciente não está anúrico. 0,25 - 0,5 mg/kg em bólus IV lento em 10 - 20 minutos. Tratamento de glaucoma agudo: 0,5 - 1 mg/kg em bólus IV lento em 10 - 20 minutos. Tratamento de aumento da pressão intracerebral/edema: 0,5 g/kg IV, IO (intraocular) em 15 - 20 minutos.
Gatos: Falência renal oligúrica: use apenas após a correção volumétrica, de eletrólitos, equilíbrio ácido/base e determinar se o paciente não está anúrico. 0,25 - 0,5 mg/kg em bólus IV lento em 10 - 20 minutos. Tratamento de glaucoma agudo: 0,5 - 1 mg/kg em bólus IV lento em 10 - 20 minutos. Tratamento de aumento da pressão intracerebral/edema: 0,5 g/kg IV, IO (intraocular) em 15 - 20 minutos.
Outras espécies: Informação indisponível

Sobre

Aviso

Este medicamento pode ser encontrado em apresentações de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Manitol

Classificaçāo

Diurético

Receita

Receita Simples

Espécies

Cães e Gatos

Apresentações e concentrações

Apresentações e concentrações

  • Manitol 200 mg/mL, solução
  • Manitol 3% 30 mg/mL, solução

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

O manitol é utilizado para promover diurese em falência renal aguda oligúrica, redução da pressão intraocular e intracerebral, aumento da excreção de algumas toxinas e em conjunto com outros diuréticos, redução rápida de edema ou ascite.

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

O manitol é contraindicado em pacientes com anúria secundária a doença renal, severa desidratação, congestão pulmonar severa ou edema pulmonar. Utilize com extrema cautela em pacientes hipovolêmicos, pois o manitol pode aumentar a hipotensão. Use o manitol com cuidado quando tratar intoxicação por etilenoglicol ou outros estados de hiperosmolaridade, pois ele aumenta a osmolaridade intravascular. O tratamento com manitol deve ser interrompido caso haja falência cardíaca, congestão pulmonar, falência renal progressiva ou dano causado após a instituição da terapia com manitol. Use o manitol com cautela para tratar glaucomas secundários, pois ele pode cruzar a barreira hemato-aquosa e aumentar a pressão intraocular.

EFEITOS ADVERSOS

Desequilíbrios de fluídos (depleção volumétrica, sobrecarga de volume em pacientes oligúricos), eletrólitos (hipernatremia, hipocalemia, pseudo hiponatremia) e ácido-base (acidose metabólica) são os efeitos adversos mais severos associados com o uso de manitol. Quando utilizado para falência renal oligúrica, há potencial para sobrecarga de volume caso a oligúria persista. Outros efeitos adversos podem ser encontrados incluindo náusea, vômito, edema pulmonar, insuficiência cardíaca congestiva, taquicardia, lesão renal aguda e efeitos no SNC (tontura e cefaleia).

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

Não existem estudos que comprovem a segurança durante a gestação. Deve ser utilizado em gestantes e lactantes apenas quando o médico veterinário julgar necessário.

SUPERDOSAGEM

Superdosagens por negligência podem causar excreção excessiva de sódio, potássio e cloreto. Caso o débito urinário seja inadequado, intoxicação por água ou edema pulmonar pode acontecer. O tratamento consiste na interrupção da administração de manitol, monitoramento e correção de desequilíbrios de eletrólitos e fluído. Hemodiálise é efetiva para a retirada do manitol.

Interações medicamentosas

INTERAÇÕES

Aminoglicosídeos

O manitol pode aumentar o efeito nefrotóxico de aminoglicosídeos, evite o uso concomitante

Sotalol

Os efeitos do manitol no potássio e magnésio pode aumentar o risco de prolongamento QT.

Farmacologia

COMPATIBILIDADE

Não misturar com soluções muito ácidas ou alcalinas e sangue total.

FARMACODINÂMICA

O manitol eleva a osmolaridade do filtrado glomerular, impedindo a absorção tubular da água e otimizando a excreção de sódio e cloreto. O aumento de osmolaridade extracelular que ocorre na administração intravenosa do manitol acarreta no movimento de água intracelular para um espaço extracelular e vascular. Ocorre a diminuição da resistência vascular renal e aumento do fluxo sanguíneo renal, além da remoção de radicais livres.

FARMACOCINÉTICA

Após administração IV o manitol é distribuído para o compartimento extracelular e não penetra no olho. A não ser que o paciente tenha recebido altas doses, está em acidose ou tenha perdido a integridade da barreira hemato-encefálica, ele não atravessa para o SNC. Apenas 7 - 10% do manitol é metabolizado, o restante é excretado ainda ativo na urina. A meia-vida de eliminação do manitol é aproximadamente 100 minutos em humanos adultos.

MONITORAMENTO

Eletrólitos séricos (especialmente sódio), osmolaridade, nitrogênio ureico no sangue, creatinina sérica, volume de urina excretada, pressão venosa central (se possível) e auscultação pulmonar.

Referências Bibliográficas

BARROS, Glenda Maris de. Utilização de solução de manitol à 20% no tratamento de cães com insuficiência renal induzida por sulfato de gentamicina. 2003. KOGIKA, M. M. e YAMATO, R. J. Diuréticos. In: SPINOSA H. S. et al. Farmacologia Aplicada à Medicina Veterinária 5. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011. <https://www.plumbsveterinarydrugs.com/#!/monograph/kJbZqNUFKO/>. Acesso em 22 de maio de 2020. <https://consultaremedios.com.br/manitol/pa>. Acesso em 22 de maio de 2020.
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