Informações

Princípio Ativo: Ivermectina.
Classe terapêutica: Antiparasitário.

Dose

Cães: Prevenção de dirofilariose: dose mínima de 6 mcg/kg VO por mês. A profilaxia é indicada durante o ano todo, mas caso seja escolhido um protocolo sazonal ele deve ter início 1 mês antes do período de transmissão e deve continuar por até 6 meses após o fim desse período.
Gatos: Dose profilática mensal: 24 mcg/kg. Indicado para animais acima de 8 semanas de idade e a administração deve ser feita em todos os gatos de regiões endêmicas para Dirofilaria immitis.
Outras espécies: Informação indisponível

Sobre

Aviso

Este medicamento pode ser encontrado em apresentações de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Ivermectina

Classificaçāo

Antiparasitário

Receita

Receita Simples

Espécies

Cães e Gatos

Apresentações e concentrações

Opções veterinárias

Apresentações e concentrações

  • Ivermectina 1%, solução
  • Ivermectina 3,5%, solução
  • Ivermec 6 mg, comprimido
  • Revectina, comprimido
  • Vermectil 6 mg, comprimido
  • Vermitril, comprimido

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

Em cães a ivermectina é indicada como profilático para dirofilariose. Em gatos o uso é indicado para profilaxia da dirofilariose e controle de ancilostomose.

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

Contraindicado para cães das raças Collie, Sheepdog e Shetland. Também é contraindicado para animais com idade inferior a 6 semanas.

EFEITOS ADVERSOS

Cães podem apresentar vômito e tremores. Efeitos graves são raros nas doses recomendadas. Neurotoxicidade é possível em cães, particularmente em cães com mutação do gene MDR1 como visto em algumas raças do tipo colllie.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

A ivermectina é considerada segura para ser usada durante a gestação. Este medicamento é excretado no leite.

SUPERDOSAGEM

Doses de 10 mg/kg podem causar tremores intensos em cães. Sinais de intoxicação são: salivação intensa, depressão, convulsão, dificuldade de visão e coma. Cães que receberam superdosagens de ivermectina ou desenvolveram sinais de toxicidade aguda deveriam receber tratamento de suporte e sintomático. Esvaziamento gástrico deve ser considerado para ingestão aguda de grandes quantidades em cães e gatos. Para superdosagens de ivermectina tanto por via oral quanto injetada, o uso de carvão ativado é recomendado para interromper a recirculação entero-hepática.

Interações medicamentosas

INTERAÇÕES

Benzodiazepínicos

Os efeitos podem ser potencializados pela ivermectina; seu uso conjunto não é recomendado em humanos.

Farmacologia

FARMACODINÂMICA

As avermectnas são absorvidas pelo parasito tanto por via oral quanto cuticular e atuam potencializando os canais de cloro. Elas se ligam ao glutamato nos canais iônicos, proporcionando a hiperpolarização que resulta na paralisia flácida e morte do parasito. Agem também sobre a neurotransmissão mediado pelo GABA. A ivermectina apresenta propriedades imunoestimulantes e demonstra bons resultados no tratamento de sarna demodécica em cães, porém seu mecanismo de ação não é totalmente esclarecido.

FARMACOCINÉTICA

Foi relatado que a biodisponibilidade da ivermectina é baixa em cães e gatos, tornando necessária uma dose mais alta para a profilaxia de dirofilariose nessas espécies. A ivermectina é bem distribuída na maioria dos tecidos, mas não infiltra facilmente no fluido cerebrospinal, minimizando a toxicidade. Cães com mutação do gene MDR1 apresentam essa facilidade de infiltração no SNC quando comparado a outras espécies de mamíferos. Ela apresenta longa meia-vida terminal na maioria das espécies. É metabolizada pelo fígado por vias oxidativas e é primariamente excretada nas fezes.

MONITORAMENTO

Animais susceptíveis devem ser monitorados quanto ao aparecimento de sinais de intoxicação.

Referências Bibliográficas

LAVADOURO, J. H. B. et al. Intoxicação por ivermectina em cães. Revista de Ciências Agroveterinárias, v. 12, n. ed. esp., p. 55-56, 2014. PIMPÃO, C. T. et al. Avaliação dos efeitos toxicológicos da ivermectina em cães. Revista Acadêmica: Ciência Animal, v. 3, n. 4, 2017. <https://www.plumbsveterinarydrugs.com/#!/monograph/m86CrNSnDp>. Acesso em 21 de maio de 2020. <https://consultaremedios.com.br/ivermectina/pa>. Acesso em 21 de maio de 2020.
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