Informações

Princípio Ativo: Isoflurano.
Classe terapêutica: Anestésico geral inalatório.

Dose

Cães: Indução: 2 - 2,5% de isofluorano com oxigênio seguindo algum agente anestésico de indução injetável. Manutenção: níveis apropriados durante cirurgias podem ser alcançados com isofluorano 1,5 - 1,8% em oxigênio.
Gatos: A concentração alveolar média deve em média ser de 1,71 ± 0,07%, entretanto esse valor é afetado por muitas variáveis incluindo tipo e localização do estímulo, tipo de ventilação, tipo de sistema respiratório e idade do animal.
Outras espécies: Informação indisponível

Sobre

Aviso

Este medicamento pode ser encontrado em apresentações de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Isoflurano

Classificaçāo

Anestésico Inalatório

Receita

Controle Especial - Humano

Espécies

Cães e Gatos

INFORMAÇÕES AO CLIENTE

O uso de anestésicos inalatórios deve ser cuidadosamente acompanhado por um médico veterinário.

ARMAZENAMENTO

Conservar em recipiente hermeticamente fechado. Deve ser armazenado em sua embalagem original, em temperatura ambiente (15 a 30° C) e proteger da luz e umidade.

Apresentações e concentrações

Apresentações e concentrações

  • Isoflurano
  • Isoforine 1 mL/mL, frasco (240 mL)
  • Isoran 1 mL/mL, frasco (100 mL)
  • Isothane, frascos (100 mL)
  • Forane 1 mL/mL, frasco (100 mL)
  • Forane 1 mL/mL, frasco (240 mL)

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

Quando comparado com anestésicos mais antigos o isofluorano tem menos ação depressora do miocárdio e efeitos sensibilizantes a catecolaminas e pode ser utilizado com segurança em pacientes com doenças hepáticas ou renais.

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

Não usar em pacientes com histórico de hipertermia maligna. Usar com cautela em portadores de traumatismo craniano e miastenia grave.

EFEITOS ADVERSOS

O isoflurano provoca depressão da função respiratória, alterações cardiovasculares e hipotensão de forma dose-dependente. Pode causar hipertermia maligna, assim como outros anestésicos inalatórios. Enquanto cardiodepressão não costuma ser significante clinicamente na maioria das espécies e indivíduos saudáveis, pode ocorrer em doses utilizadas para planos anestésico cirúrgicos.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

O isoflurano causa o relaxamento uterino. Seu uso deve ser evitado durante gestação.

SUPERDOSAGEM

Concentrações excessivas podem ser fatais. Em caso de superdosagem ou aparecimento de sintomas característicos de superdosagem, deve-se interromper a administração do anestésico, e estabelecer a patência das vias aéreas e iniciar a ventilação controlada ou assistida com oxigênio puro.

Interações medicamentosas

INTERAÇÕES

Inibidores da ECA e outros agentes hipotensivos

O uso concomitante pode aumentar os riscos de hipotensão. O enalapril causa queda significante na pressão sistólica em cães e gatos sob anestesia com isofluorano.

Acepromazina

Pode aumentar os efeitos hipotensivos do isofluorano em cães.

Aminoglicosídeos

Use com cautela em conjunto com agentes anestésicos halogenados, pois pode ocorrer bloqueio neuromuscular aditivo.

Dexmedetomidina

Pode piorar a depressão cardiovascular em gatos. Pode reduzir a concentração alveolar mínima em cães.

Quetamina

 Pode reduzir a concentração alveolar mínima em cães.

Lidocaína

 Pode reduzir a concentração alveolar mínima em cães.

Lincosamidas

Use cautelosamente com anestésicos halogenados, pois pode ocorrer bloqueio neuromuscular adicional.

Bloqueadores neuromusculares não-despolarizantes

Pode ocorrer bloqueio neuromuscular adicional.

Opioides

Opioides intraoperatórios podem reduzir os requerimentos da concentração alveolar mínima.

Succinilcolina

Anestésicos inalatórios podem induzir aumento na incidência de efeitos cardíacos (bradicardia, arritmias, parada sino atrial e apneia) e, em pacientes suscetíveis, hipertermia maligna.

Simpatomiméticos

Enquanto o isoflurano sensibiliza o miocárdio aos efeitos simpatomiméticos menos do que o halotano, arritmias ainda podem acontecer. Caso esses fármacos sejam necessários eles devem ser usados com cautela e em doses significativamente menores com acompanhamento constante.

Farmacologia

FARMACODINÂMICA

O mecanismo de ação dos anestésicos inalatórios ainda não é bem esclarecido. O isoflurano apresenta rápida indução. Os reflexos laríngeos e faríngeos são prontamente deprimidos e a respiração espontânea também torna-se deprimida com o aprofundamento da ação anestésica. Ocorre aumento da frequência cardíaca, que compensa uma redução no volume sistólico. Com assistência respiratória o paciente tende a apresentar menor variação de frequência cardíaca. O fluxo sanguíneo cerebral permanece inalterado durante leve anestesia com isoflurano, mas tende a aumentar com o aprofundamento da ação anestésica. É rapidamente reversível. A indução e recuperação rápidas, facilitam alterações na profundidade da anestesia durante os procedimentos.

FARMACOCINÉTICA

Apenas 0,2% do isoflurano é metabolizado no organismo, formando os íons fluoreto e trifluoracético, que são excretados pela urina (FANTONI e CORTOPASSI, 2008). Como apresenta rápida taxa de eliminação, não apresenta risco do paciente desenvolver hepatopatia ou nefropatia em resultado dos metabólitos formados.

CONSIDERAÇÕES LABORATORIAIS

Em humanos observaram-se aumentos transitórios na retenção de bromossulfaleína, glicose sanguínea e creatinina sérica, com diminuição no nitrogênio uréico sanguíneo, colesterol sérico e fosfatase alcalina.

MONITORAMENTO

O paciente deve ser cuidadosamente acompanhado durante anestesia. Monitorar frequência e ritmo cardíaco e respiratório.

Referências Bibliográficas

BISINOTTO, F. M. B.; BRAZ, J. R. C. Efeitos do halotano, isoflurano e sevoflurano nas respostas cardiovasculares ao pinçamento aórtico infra-renal: estudo experimental em cães. Revista Brasileira de Anestesiologia, p. 467-480, 2003. FANTONI, D. T. e CORTOPASSI, S. R. G. Anestésicos Inalatórios. In: ANDRADE, S. F. Manual de terapêutica veterinária. 3ª ed. – São Paulo: Roca, 2008. <https://www.plumbsveterinarydrugs.com/#!/monograph/Pbm7TPrSuq>. Acesso em 21 de maio de 2020. <https://consultaremedios.com.br/isoflurano/pa>. Acesso em 21 de maio de 2020.  
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