Informações

Princípio Ativo: Hidrocortisona.
Classe terapêutica: Anti-inflamatório Esteroidal.

Dose

Cães: Insuficiência adrenocortical aguda: após o teste de estimulação por ACTH, succinato sódico de hidrocortisona 0,3 - 0,5 mg/kg/hora IV em infusão contínua ou 2 - 4 mg/kg IV a cada 6 - 8 horas. Após o retorno a normodipsia e normorexia o tratamento pode passar a ser VO. Tratamento a longo prazo do hipoadrenocorticismo: dose inicial de 0,4 - 0,8 mg/kg VO a cada 12 - 24 horas. Após estabilização 0,4 mg/kg VO a cada 12 - 24 horas. Conjuntivite inflamatória: linha de 0,5 - 1 cm de fármaco no olho afetado a cada 6 horas. Prurido/Inflamação: uso tópico a cada 6 - 24 horas.
Gatos: Insuficiência adrenocortical aguda: após o teste de estimulação por ACTH, succinato sódico de hidrocortisona 0,3 - 0,5 mg/kg/hora IV em infusão contínua ou 2 - 4 mg/kg IV a cada 6 - 8 horas. Após o retorno a normodipsia e normorexia o tratamento pode passar a ser VO. Tratamento a longo prazo do hipoadrenocorticismo: dose inicial de 0,4 - 0,8 mg/kg VO a cada 12 - 24 horas. Após estabilização 0,4 mg/kg VO a cada 12 - 24 horas. Conjuntivite inflamatória: linha de 0,5 - 1 cm de fármaco no olho afetado a cada 6 horas. Prurido/Inflamação: uso tópico a cada 6 - 24 horas.
Outras espécies: Informação indisponível

Sobre

Aviso

Este medicamento pode ser encontrado em apresentações de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Hidrocortisona

Classificaçāo

Anti-inflamatório Esteroidal

Receita

Receita Simples

Espécies

Cães e Gatos

INFORMAÇÕES AO CLIENTE

Não interrompa o tratamento sem orientação do médico veterinário. Evite o contato direto com o produto. Gestantes que tenham contato direto com o produto devem informar ao médico responsável.

ARMAZENAMENTO

Conservar em local seco, à temperatura ambiente (15°C a 30°C), ao abrigo da luz solar direta e fora do alcance de crianças e animais domésticos.

Apresentações e concentrações

Opções veterinárias

Apresentações e concentrações

  • Ariscorten 100 mg, solução injetável
  • Ariscorten 500 mg, solução injetável
  • Cortisonal Injetável 100 mg, solução injetável
  • Cortisonal Injetável 500 mg, solução injetável
  • Gliocort 100 mg, solução injetável
  • Gliocort 500 mg, solução injetável
  • Hidrocortisona 500 mg, frasco
  • Hidrocortisona 100 mg, frasco
  • Solu-Cortef 100 mg, frasco
  • Solu-Cortef 500 mg, frasco

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

Considerado um corticosteroide tópico de baixa potência a hidrocortisona pode ser útil para o tratamento de prurido localizado e/ou condições inflamatórias. Devido ao seu rápido efeito e relativo alto efeito mineralocorticoide o succinato sódico de hidrocortisona IV é a forma mais utilizada dessa medicação quando o efeito glicocorticoide e/mineralocorticoide agudo é desejado. Em pacientes veterinários a hidrocortisona é utilizada só ou em combinação com antibióticos tópicos para conjuntivites inflamatórias. A hidrocortisona é um esteroide de base fraca  com baixa penetração intra ocular, devido a isso ela não é efetiva para o tratamento de condições inflamatórias intra oculares.

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

Agentes glicocorticoides usados de forma sistêmica são geralmente contraindicados no tratamento de infecções fúngicas sistêmicas, quando administrados IM em pacientes com trombocitopenia idiopática e em pacientes hipersensíveis a esse fármaco em particular. Pacientes que receberam o fármaco por longos períodos devem ser desmamados lentamente, pois o ACTH  endógeno e a função corticosteroide podem retornar devagar. Caso o animal passe por algum evento estressante durante o processo de desmame ou até a função adrenal e pituitária retornem, glicocorticoides adicionais devem ser administrados. Hidrocortisona não deve ser utilizada caso haja abrasão corneal ou suspeita de ulceração e não deve ser utilizada para tratar ceratites bacterianas, fúngicas ou virais, pois pode diminuir a migração de células epiteliais e defesas contra infecções secundárias.

EFEITOS ADVERSOS

Distúrbios eletrolíticos como retenção de sódio e edema (poliúria), excreção aumentada de potássio (polidipsia), excreção aumentada de cálcio (polifagia), náuseas, vômitos, úlcera péptica, esofagite, pancreatite, hipercortisolismo, insuficiência suprarrenal secundária, diabete melito, hipertensão arterial, tromboembolismo, glaucoma, fraqueza muscular, fraturas ósseas, necrose asséptica da cabeça do fêmur, neutrofilia, eosinopenia, linfopenia, monocitopenia e púrpuras (ROCHA e JOAQUIM, 2012). A retirada abrupta do tratamento com glicocorticoides pode ocasionar efeitos como febre, mialgia e artralgia, podendo ser confundidos com a exacerbação dos sintomas prévios da doença tratada (MACEDO e OLIVEIRA, 2010). Efeitos adversos relatados em humanos e animais incluem ardência, formigamento e irritação ao aplicar nos olhos. A absorção sistêmica pode resultar na supressão do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal. O uso de corticosteróides pode produzir cataratas subcapsulares, glaucoma com possível dano a nervos ópticos e pode aumentar o risco de infecções secundárias por bactérias, fungos ou vírus. A pressão intraocular pode aumentar em alguns animais com o uso crônico.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

Os corticosteróides podem induzir o aparecimento de sinais de parto ou o parto, principalmente se aplicados nas últimas fases de gestação. Os glicocorticóides ainda podem apresentar efeitos teratogênicos quando utilizados durante o início da prenhez, devendo ser evitados em animais de reprodução (FERGUSON e HOENIG, 2013). Quando usado de maneira crônica pode resultar em infertilidade temporária, modificação do ciclo estral das fêmeas e distúrbios de libido e capacidade de fecundação nos machos. Esses efeitos podem ser revertidos suspendendo o uso do glicocorticoide (ROCHA e JOAQUIM, 2012). Glicocorticóides ligados a proteínas plasmáticas irão entrar no leite. Doses altas ou administração prolongada em gestantes podem inibir o crescimento filhotes lactentes.

SUPERDOSAGEM

Os principais efeitos de doses altas de glicocorticoides são infecções secundárias quando utilizados com finalidade de imunossupressão, porém todos os efeitos adversos listados podem ser exacerbados.

Interações medicamentosas

Anfotericina B

Administrada concomitantemente com glicocorticoides pode causar hipocalemia. 

Agentes anticolinesterásicos

Em pacientes com miastenia grave, a administração concomitante de glicocorticoide e anticolinesterásico pode levar à fraqueza muscular profunda. Se possível, descontinue a medicação anticolinesterásica pelo menos 24 horas antes da administração da hidrocortisona.

Aspirina

Os glicocorticoides podem reduzir os níveis de salicilato no sangue e aumentar o risco de ulceração/sangramento gastrointestinal.

Barbitúricos

Podem aumentar o metabolismo dos glicocorticoides e diminuir os níveis de hidrocortisona no sangue.

Ciclofosfamida

Os glicocorticoides podem inibir o metabolismo hepático da ciclofosfamida; o ajuste de dose pode ser necessário.

Ciclosporina

A administração concomitante de glicocorticoide e ciclosporina pode aumentar os níveis sanguíneos de cada um por inibição mútua do metabolismo hepático; não está clara a significância clínica desta interação.

Diuréticos poupadores de potássio

Podem causar hipocalemia quando administrados com glicocorticoides.

Epinefrina

Pode reduzir os níveis de hidrocortisona no sangue.

Estrogênios

Os efeitos da hidrocortisona e, possivelmente, de outros glicocorticoides, podem ser potencializados pela administração concomitante com estrogênios.

Insulina

As exigências de insulina podem aumentar em pacientes recebendo glicocorticoides.

Cetoconazol e outros antifúngicos azóis

Podem diminuir o metabolismo do glicocorticoides e aumentar os níveis sanguíneos de hidrocortisona; o cetoconazol pode induzir à insuficiência adrenal por inibição da síntese de corticosteroides adrenais quando os glicocorticoides são retirados .

Antibióticos macrolídeos

Podem diminuir o mecanismo e glicocorticoides e aumentar os níveis de hidrocortisona no sangue.

Mitotano

Pode alterar o metabolismo de esteroides; doses de esteróides  mais altas que o comum podem ser necessárias no tratamento da insuficiência adrenal por mitotano.

AINEs

A administração de fármacos ulcerogênicos com glicocorticoides podem aumentar o risco de ulceração gastrointestinal.

Fenobarbital

Pode aumentar o metabolismo de glicocorticoides e diminuir os níveis de hidrocortisona no sangue.

Rifampicina

Pode aumentar o metabolismo de glicocorticoides e diminuir os níveis de hidrocortisona no sangue.

Vacinas

Pacientes recebendo corticosteroides em doses imunossupressoras geralmente não devem receber vacinas vivas de vírus atenuado, pois a replicação viral pode estar aumentada; pode ocorrer diminuição da resposta imune após administração de vacina, toxoide ou bacterina em pacientes recebendo glicocorticoides.

Varfarina

A hidrocortisona pode afetar o estágio da coagulação. Monitore.

Farmacologia

FARMACODINÂMICA

Os hormônios esteroides se difundem facilmente através da membrana celular por serem lipossolúveis e seus efeitos podem ser observados em quase todo o organismo (MACEDO e OLIVEIRA, 2010; ROCHA e JOAQUIM, 2012). Se ligam aos receptores dentro da célula, formando um complexo no citoplasma e modificando a conformação da molécula no receptor. Após penetração no núcleo da célula a regulação da transcrição do RNA passa a ser mediada por alterações na atividade do gene promotor (MACEDO e OLIVEIRA, 2010; FERGUSON e HOENIG, 2013). Tem cerca de 1/5 da potência da prednisolona e 1/25 da potência da dexametasona (PAPICH, 2012). O uso de glicocorticoides interfere bloqueando ou diminuindo as etapas do processo inflamatório. A supressão da formação de edema se dá pela redução da permeabilidade do endotélio capilar que ocasiona a diminuição do extravasamento de líquidos e proteínas dos capilares. A migração de células fica diminuída, reduzindo a quantidade leucócitos (por até 12 horas após dose única) e neutrófilos no local da inflamação (DAMIANI, 2001; MACEDO e OLIVEIRA, 2010). Também ocorre a redução da proliferação e sobrevivência dos eosinófilos, linfócitos T e bloqueio da oferta de diversas citoquinas (DAMIANI, 2001; ROCHA e JOAQUIM, 2012) e principalmente do ácido araquidônico (MACEDO e OLIVEIRA, 2010).

FARMACOCINÉTICA

A biotransformação se dá principalmente no fígado, onde eles sofrem processos de oxidação, redução, hidroxilação e conjugação, sendo inativados em sua maioria. Uma vez transformados, são excretados por via renal. Parte dos corticosteróides metabolizados é adicionada a bile e excretava pelo intestino (ANDRADE & MARCO, 2006)

CONSIDERAÇÕES LABORATORIAIS

Pode interferir em exames de colesterol sérico, glicosúria, hormônios tireoidianos, potássio sérico e testes alérgicos, dependendo da quantidade absorvida.

MONITORAMENTO

Infecções secundárias podem ocorrer durante o tratamento, o médico veterinário deve estar atento e constantemente monitorando o paciente pois os sinais de infecção podem ser ocultados pelo uso do medicamento. Monitore também o peso corporal, apetite, sinais de edema, eletrólitos séricos e urinários, proteínas plasmáticas totais, glicose sanguínea. Se necessário, faça teste de estimulação de ACTH.

Referências Bibliográficas

DAMIANI, D. et al. Corticoterapia e suas repercussões: a relação custo-benefício. Pediatria (São Paulo), v. 23, p. 71-82, 2001. FERGUSON D. C. Hormônios tireóideos e fármacos antitireóideos. In: ADAMS, H. R. Farmacologia e terapêutica em veterinária / editoria de H. Richard Adams; [tradução Cid Figueiredo]. - Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. FERGUSON D. C. e HOENIG M. Glicocorticóides, Mineralocorticóides e Inibidores da síntese de esteróides. In: ADAMS, H. R. Farmacologia e terapêutica em veterinária / editoria de H. Richard Adams; [tradução Cid Figueiredo]. - Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. MACEDO J. M. S. e OLIVEIRA I. R. Corticosteroides. In: SILVA, P., 1921. Farmacologia/Penildon Silva – 8 ed. [Reimpr.]. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010. MACÊDO, Luã Barbalho et al. Síndrome hipereosinofílica idiopática em cão: uma insólita descrição no nordeste do Brasil. Veterinária e Zootecnia, v. 23, n. 4, p. 618-625, 2016. LIMA, M. C.; NASCIMENTO, T. V. C. Síndrome de Cushing iatrogênica em um cão–Relato de caso. PAPICH, M. G. Manual Saunders de terapia veterinária. 3ª ed. Elsevier, Rio de Janeiro, 2012 OLIVEIRA, K. M. Distrofia muscular canina ligada ao cromossomo X. Medicina Veterinária (UFRPE), v. 7, n. 1, p. 1-10, 2013. ROCHA N. P. e JOAQUIM J. G. F. Glicocorticoides: atividades metabólicas, anti-inflamatórias e imunossupressoras. In: BARROS, C. M. e DI STASI, L. C. Farmacologia veterinária. Manole. Barueri-SP, 2012. <https://consultaremedios.com.br/succinato-sodico-de-hidrocortisona/pa>. Acesso em 20 de maio de 2020. <https://www.plumbsveterinarydrugs.com/#!/monograph/IytpQen5d4/>. Acesso em 20 de maio de 2020. <https://www.plumbsveterinarydrugs.com/#!/monograph/oCZOZOJXy3/>. Acesso em 20 de maio de 2020. <https://www.plumbsveterinarydrugs.com/#!/monograph/RJyIgbsYtg/>. Acesso em 20 de maio de 2020.
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