Informações

Princípio Ativo: Hidralazina.
Classe terapêutica: Anti-hipertensivo.

Dose

Cães: Insuficiência cardíaca secundária a doença valvar: 0.5 - 3 mg/kg VO a cada 12 horas. Hipertensão sistêmica: 0,5 - 3 mg/kg IV a cada 12 horas ou 0,1 mg/kg IV como dose de ataque seguido de 1,5 - 5 mcg/kg/minuto IV. Dose oral de 0,5 - 3 mg/kg VO a cada 12 horas. Para uso crônico utilize as doses recomendadas para insuficiência cardíaca.
Gatos: Tratamento para insuficiência cardíaca: 0.5 - 3 mg/kg VO a cada 12 horas, comece os ajustes de dose com 2,5 (dose total) e se necessário aumente até 10 mg. Hipertensão sistêmica: 2,5 mg por gato SC, pode ser repetia em 15 - 30 minutos se a pressão sanguínea sistólica não diminuir ou 0,1 mg/kg IV como dose de ataque seguido de 1,5 - 5 mcg/kg/minuto IV. Dose oral de 2,5 mg por gato VO a cada 12 horas também é recomendada. Como tratamento crônico para hipertensão em gatos a hidralazina é considerada como terceiro ou quarto fármaco a ser considerado após anlodipino, inibidores da ECA e possivelmente espironolactona. A hidralazina é geralmente dosada a 2,5 mg por gato VO a cada 12 horas.
Outras espécies: Informação indisponível

Sobre

Aviso

Este medicamento pode ser encontrado em apresentações de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Hidralazina

Classificaçāo

Anti-hipertensivo

Receita

Receita Simples

Espécies

Cães e Gatos

INFORMAÇÕES AO CLIENTE

Informe o médico veterinário sobre efeitos adversos observados para o ajuste da dose. Usualmente são administradas doses mais baixas no início do tratamento com aumento gradual para minimizar efeitos adversos.

Apresentações e concentrações

Apresentações e concentrações

  • Hidralazina 50 mg, comprimido
  • Hidralazina 20 mg/mL, solução injetável
  • Hidralazina 25 mg, comprimido
  • Nepresol 25 mg, comprimido
  • Nepresol 50 mg, comprimido
  • Nepresol 20 mg/mL, solução injetável
  • Apresolina 25 mg, comprimido
  • Apresolina 50 mg, comprimido
  • Apresolina 20 mg/mL, solução injetável

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

Os usos primários da hidralazina na medicina veterinária tem sido como redutor de pós-carga no tratamento de insuficiência cardíaca congestiva e como agente anti hipertensivo em cães e gatos. A hidralazina não é particularmente útil no tratamento de insuficiência cardíaca quando doença do miocárdio está presente, mas pode ser benéfica se insuficiência da válvula mitral for a causa primária da insuficiência cardíaca quando inibidores da ECA não são efetivos na melhora de sinais clínicos. De forma adicional pode ser útil em cães e gatos com grandes defeitos septais ou regurgitação aórtica severa. Quando utilizada para tratar hipertensão sistêmica a hidralazina  é geralmente usada em combinação  com outros fármacos para deslocar a tendência da hidralazina de causar taquicardia reflexa e retenção de fluidos.

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

A hidralazina deve ser utilizada com cautela em pacientes com doenças renais. Secundário a diminuição do fluxo sanguíneo renal a hidralazina pode ativar o sistema renina angiotensina aldosterona e exacerbar a injúria renal, anteriormente ao tratamento um inibidor da ECA e espironolactona são recomendados para redução desse risco. A hidralazina deve ser utilizada com cautela em pacientes com hemorragias intracerebrais.

EFEITOS ADVERSOS

Os efeitos adversos mais prevalentes  em pequenos animais são hipotensão, fraqueza, letargia e síncope, particularmente quando as doses são aumentadas de forma muito rápida. Taquicardia reflexa, retenção de sódio e água (caso não haja uso concomitante com um diurético) e irritação gastrointestinal (vômito e diarreia) podem ocorrer. Se necessário taquicardias podem ser tratadas com digoxina ou um beta bloqueador (cuidado: beta bloqueadores podem reduzir a performance cardíaca). A hidralazina pode aumentar os níveis de creatinina.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

Utilizar com cautela em gestantes (principalmente final da gestação) e lactantes (é excretada no leite).

SUPERDOSAGEM

Suporte para o sistema cardiovascular deve ser o tratamento primário. Evacuação do conteúdo gástrico e administração de carvão ativado utilizando as precauções usuais caso a ingestão tenha sido recente e o estado cardiovascular tenha sido estabilizado. Trate o choque utilizando expansores plasmáticos sem o uso de agentes pressores, se possível. Caso seja necessário um agente pressor para manutenção da pressão sanguínea o uso de um agente minimamente arritmogênico é recomendado. Agentes digitálicos podem ser necessários. Monitoramento da pressão sanguínea e da função renal são recomendados.

Interações medicamentosas

INTERAÇÕES

Inibidores da ECA

Pode causar efeito hipotensor aditivo, geralmente utilizado para vantagem terapêutica.

Beta bloqueadores

Pode causar efeito hipotensor aditivo, geralmente utilizado para vantagem terapêutica.

Diazóxido

Pode potencialmente causar hipotensão profunda.

Diuréticos

Podem causar efeito hipotensor aditivo, geralmente utilizado para vantagem terapêutica.

Furosemida

A hidralazina pode aumentar os efeitos renais da furosemida.

Inibidores da MAO

Pode causar efeitos aditivos de hipotensão.

Propranolol

O uso concomitante pode aumentar o risco de efeitos adversos do propranolol como bradicardia, fadiga e broncoespasmo.

Simpatomiméticos

A hidralazina pode causar diminuição do efeito pressor e taquicardia aditiva.

Farmacologia

FARMACODINÂMICA

A hidralazina exerce seu efeito vasodilatador periférico através de uma ação relaxante direta sobre a musculatura lisa vascular, predominantemente nas arteríolas. Não possui efeito vasodilatador. Ocorre um aumento na concentração de prostaciclina no sistema arteriolar, ocasionando o relaxamento da musculatura lisa vascular. Como a hidralazina não apresenta propriedades cardiodepressoras, os mecanismos reflexos de regulação produzem aumento no volume de ejeção e freqüência cardíaca.

FARMACOCINÉTICA

É bem absorvida pela via oral, demonstrando seus efeitos a partir de 1 hora da sua administração com duração de até 13 horas. Alimentos diminuem a biodisponibilidade oral, em cães, em certa de 63%. A hidralazina é extensivamente metabolizada no fígado e aproximadamente 15% é excretada inalterada na urina.

MONITORAMENTO

Radiografia torácicas simples; coloração das membranas mucosas; eletrólitos séricos; se possível pressão sanguínea arterial e PO2 venosa. A média da pressão arterial entre 60-80 mmHg tem sido recomendada  quando usada em cães em tratamento de curta duração para insuficiência cardíaca congestiva secundária a doença valvar. e como discrasias sanguíneas são uma possibilidade um hemograma completo ocasional deve ser considerado.

Referências Bibliográficas

SCHWARTZ, D. S. e MELCHERT, A. Terapêutica do Sistema Cardiovascular em Pequenos Animais. In: ANDRADE, S. F. Manual de terapêutica veterinária. 3ª ed. – São Paulo: Roca, 2008. SOARES, Frederico Aécio Carvalho. Hipertensão arterial sistêmica em cães e gatos: atualização terapêutica. 2010. TÁRRAGA, K. M. Medicamentos que Atuam no Sistema Cardiovascular: Inotrópicos Positivos e Vasodilatadores. In: SPINOSA H. S. et al. Farmacologia Aplicada à Medicina Veterinária 5. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011. <https://www.plumbsveterinarydrugs.com/#!/monograph/9lqHUN3kDj/>. Acesso em 20 de maio de 2020.
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