Informações

Princípio Ativo: Gentamicina.
Classe terapêutica: Antibiótico (grupo Aminoglicosídeos).

Dose

Cães: Infecções suscetíveis: 9 - 12 mg/kg IV, IM ou SC a cada 24 horas. Infecções suscetíveis oftálmicas: 1 gota a cada 4 - 6 horas. Enucleação química: 0,25 mL de injeção de 100 mg/mL de sulfato de gentamicina no humor vítreo. Uso tópico: a cada 12 - 24 horas (ou em intervalos menores) por 7 dias.
Gatos: Infecções suscetíveis: 5 - 8 mg/kg IV, IM ou SC a cada 24 horas. Infecções suscetíveis oftálmicas: 1 gota a cada 4 - 6 horas. Enucleação química: 0,25 mL de injeção de 100 mg/mL de sulfato de gentamicina no humor vítreo. Uso tópico: a cada 12 - 24 horas (ou em intervalos menores) por 7 dias.
Outras espécies: Informação indisponível

Sobre

Aviso

Este medicamento pode ser encontrado em apresentações de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Gentamicina

Classificaçāo

Antibiótico (grupo Aminoglicosídeos)

Receita

Controle Especial - Humano

Espécies

Cães e Gatos

INFORMAÇÕES AO CLIENTE

Informe ao Médico Veterinário a ocorrência de gestação ou lactação durante ou logo após o tratamento.

ARMAZENAMENTO

Conservar em temperatura ambiente, protegido de luz e umidade. Manter fora do alcance de crianças e animais domésticos.

Apresentações e concentrações

Opções veterinárias

Apresentações e concentrações

  • Aurivet, bisnaga (13 g)
  • Garasone, frasco (10mL)
  • Garasone, frasco (20mL)
  • Gentamicina 280 mg, ampola (2 mL)
  • Gentamicina 80 mg, ampola (2 mL)
  • Gentamicina 60 mg, ampola (2 mL)
  • Gentamicina 40 mg, ampola (1 mL)
  • Gentamicina 20 mg, ampola (1 mL)
  • Gentamicina 10 mg, ampola (1 mL)
  • Gentamicina 160 mg, ampola (2 mL)
  • Gentamicina Colírio 10 mg, ampola (1 mL)
  • Gentamicina Colírio 20 mg, ampola (1 mL)
  • Gentamicina Colírio 40 mg, ampola (1 mL)
  • Gentamicina Colírio 60 mg, ampola (2 mL)
  • Gentamicina Colírio 80 mg, ampola (2 mL)
  • Gentamicina Colírio 160 mg, ampola (2 mL)
  • Gentamicina Colírio 280 mg, ampola (2 mL)
  • Keravit, bisnaga (5 g)
  • Otomax, frasco (14 mL)
  • Quadriderm, bisnaga 10 g
  • Quadriderm, bisnaga 20 g
  • Vetaglós, bisnaga (50g)

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

A gentamicina tópica pode ser útil para tratar infecção cutânea primária e secundária por bactérias suscetíveis a ela. O potencial para toxicidade dos aminoglicosídeos limita seu uso sistêmico para o tratamento de infecções graves quando existe uma falta de suscetibilidade a outros antibióticos menos tóxicos documentado ou quando a situação impõe tratamento imediato de uma infecção gram-negativa presumida antes de resultados da cultura e suscetibilidade serem relatados. Em pacientes veterinários, o sulfato de gentamicina oftálmico é usado principalmente em pacientes com infecções oculares causada por gram-negativas aeróbias, como a Pseudomonas aeruginosa. Devido a toxicidade intraocular do sulfato de gentamicina, ela também é injetada no olho para eliminar quimicamente o corpo ciliar, reduzindo assim a produção de humor aquoso e diminuindo a pressão intraocular, no glaucoma em estágio terminal.

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

Os aminoglicosídeos são contraindicados em pacientes com hipersensibilidade a eles. Por esses fármacos serem, frequentemente, os únicos eficazes em infecções graves de gram-negativos e staphylococcus, não há outras contra indicações absolutas sobre seu uso. No entanto, eles devem ser usados com extrema cautela em pacientes com doença renal pré existente, com monitoramento e ajustes de intervalo de doses.  Outros fatores de risco para o desenvolvimento e toxicidade incluem idade, febre, hipocalemia, duração do tratamento, sepse e desidratação. Os aminoglicosídeos devem ser usados com cuidado em pacientes com desordens neuromusculares devido a ação de bloqueio neuromuscular deles. Não devem ser usados em animais com botulismo. Como os aminoglicosídeos são eliminados principalmente através de mecanismos renais, eles devem ser usados cuidadosamente, preferencialmente com monitoramento sérico e ajuste de dose em animais neonatal e geriátricos. O sulfato de gentamicina não deve ser usado em feridas que atingem o interior do olho, pois a gentamicina é extremamente tóxica para o interior ocular. 

EFEITOS ADVERSOS

Poderão ocorrer como efeitos adversos nefrotoxidade, ototoxidade, bloqueio neuromuscular, erupções cutâneas e alterações hematológicas. Em animais com nefropatia, há o aumento dos efeitos tóxicos, uma vez que há grandes níveis do antimicrobiano na circulação.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

​Os aminoglicosídeos podem atravessar a placenta e, embora raro, pode causar toxicidade do oitavo nervo craniano ou nefrotoxicidade em fetos. 

SUPERDOSAGEM

O tratamento prolongado ou em altas doses com aminoglicosídeos pode provocar necrose tubular aguda, bloqueio neuromuscular, apnéia em casos de injeções intravenosas rápidas e síndrome de neurite óptica reversível. Se houver superdosagem, são recomendados 3 tratamentos para reduzir os níveis séricos de gentamicina: 1) hemodiálise, quando viável; 2) diálise peritoneal, mas é menos eficaz; 3) formação de complexo com ticarcilina é quase tão eficaz quanto a hemodiálise.

Interações medicamentosas

Antibióticos betalactâmicos

Pode haver efeitos sinérgicos contra a mesma bactéria; há algum potencial para inativação de aminoglicosídeos in vitro (não misture os medicamentos) ou in vivo (pacientes com falência renal).

Cefalosporinas

O uso concomitante de aminoglicosídeos com cefalosporinas é um pouco controverso. Potencialmente, a cefalosporina pode causar nefrotoxicidade adicional quando usada com aminoglicosídeos.

Diuréticos de alça ou osmóticos

O uso concomitante com esses diuréticos pode aumentar o potencial de nefrotoxicidade ou ototoxicidade dos aminoglicosídeos.

Outros medicamentos nefrotóxicos

Potencial para aumentar o risco de nefrotoxicidade.

Bloqueadores neuromusculares e anestésicos gerais

O uso concomitante com esses fármacos pode potencializar o bloqueio neuromuscular.

Farmacologia

FARMACODINÂMICA

Estes antibióticos interferem na síntese proteica bacteriana, promovendo a formação de proteínas defeituosas. Os aminoglicosídeos ligam-se à subunidade 30 S do ribossoma, provocando a leitura incorreta do códifo genético e, consequentemente, permitem a incorporação de aminoácidos incorretos na cadeia polipeptidica que está sendo formada no ribossoma. a proteína defeituosa é fundamental para o metabolismo da bactéria, levando à morte celular (SPINOSA, 2006).

FARMACOCINÉTICA

A absorção dos aminoglicosídeos no trato digestivo é desprezível, porém são ativos na luz intestinal, quando administrados via oral. Para o tratamento de infecções sistêmicas recomenda-se o uso da via parenteral. Em geral, estes antibióticos ligam-se pouco às proteínas plasmáticas e não são biotransformados de maneira significante no organismo do animal. A eliminação renal do agente na sua forma ativa ocorre por filtração glomerular; a ocorrência de nefropatia pode provocar níveis altos de aminoglicosídeos na circulação, favorecendo o aparecimento de efeitos tóxicos.

MONITORAMENTO

Em tratamentos orais e parenterais com aminoglicosídeos, deve ser avaliada com frequência a função renal (uréia, creatinina) do paciente, bem como a densidade de urina, aumento da excreção de proteína e a presença de cilindros ou células, através da urinálise.

Referências Bibliográficas

LAPPIN, M. R. Doenças infecciosas. In: NELSON, R. W.; COUTO, C. G. Medicina interna de pequenos animais. Tradução: Aline Santana da Hora. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010 SCARTEZZINI, M. et al. Diagnóstico bacteriológico de diversas patologias de cães e gatos e verificação da suscetibilidade a antimicrobianos.Veterinária em Foco, v.8, n.2, jan./jun. 2011 SPINOSA, H. S. Antibióticos: aminoglicosídeos, polimixinas, bacitracina e vancomicina. SPINOSA H. S. et al. Farmacologia Aplicada à Medicina Veterinária. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006. VIEIRA, F. C.; PINHEIRO, V. A. Monografias farmacêuticas. In: VIEIRA, F. C.; PINHEIRO, V. A. Formulário veterinário farmacêutico. 1. ed. São Paulo: Pharmabooks, 2004 WILLARD, M. D. Distúrbios do sistema digestório. In: NELSON, R. W.; COUTO, C. G. Medicina interna de pequenos animais. Tradução: Aline Santana da Hora. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010. <https://www.plumbsveterinarydrugs.com/#!/monograph/YqzIGhh5lC>. Acesso em 19 de maio de 2020. <https://www.plumbsveterinarydrugs.com/#!/monograph/FWuAk8l86N>. Acesso em 19 de maio de 2020. <https://www.plumbsveterinarydrugs.com/#!/monograph/QXltx0kcH7>. Acesso em 19 de maio de 2020. <https://consultaremedios.com.br/b/gentamicina>. Acesso em 19 de maio de 2020.
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