Informações

Princípio Ativo: Furosemida.
Classe terapêutica: Diurético de Alça.

Dose

Cães: Tratamento de edema associado à insuficiência cardíaca e edema agudo de tecido não inflamatório: 2,75 - 5,5 mg/kg IV ou IM uma ou duas vezes ao dia após um intervalo entre doses de 6 a 8 horas; 2,2 - 5,5 mg/kg VO uma ou duas vezes ao dia após um intervalo entre doses de 6 a 8 horas. Tratamento adjuvante da insuficiência cardíaca congestiva: 1 mg/kg VO a cada 48 horas para cães com insuficiência cardíaca leve; 6 mg/kg VO a cada 8 horas para cães com insuficiência cardíaca grave. Tratamento adjuvante de cães com doença glomerular e edema pulmonar ou hipercalemia: 1 mg/kg IV ou IM a cada 6 - 12 horas aumentando 0,5 - 1 mg/kg a cada 6 - 12 horas ou converta em 2 -15 μg/kg/min IV após dose inicial de 2 mg/kg IV em animais com resposta insuficiente. Tratamento adjuvante da hipercalcemia moderada a grave: 2 - 4 mg/kg IV, SC ou VO a cada 8 - 12 horas. Terapia adjuvante para hipertensão sistêmica: 1 - 4 mg/kg VO a cada 8 - 24 horas.
Gatos: Tratamento de edema associado à insuficiência cardíaca e edema agudo de tecido não inflamatório: 2,75 - 5,5 mg/kg IV ou IM uma ou duas vezes ao dia após um intervalo entre doses de 6 a 8 horas; 2,2 - 5,5 mg/kg VO uma ou duas vezes ao dia após um intervalo entre doses de 6 a 8 horas. Edema cardiogênico ou pulmonar agudo grave: 2 - 4 mg/kg IV, IM ou SC. Tratamento adjuvante da insuficiência cardíaca congestiva: 1 mg/kg VO a cada 2 a 3 dias ou 2 mg/kg VO a cada 8 - 12 horas.
Outras espécies: Informação indisponível

Sobre

Aviso

Este medicamento pode ser encontrado em apresentações de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Furosemida

Classificaçāo

Diurético de Alça

Receita

Receita Simples

Espécies

Cães e Gatos

INFORMAÇÕES AO CLIENTE

Deixe água de qualidade à disposição do animal. Informe ao médico veterinário sobre o aparecimentos de sinais adversos.

Apresentações e concentrações

Opções veterinárias

Apresentações e concentrações

  • Furosemida 40 mg, comprimido
  • Furosemida 10 mg/mL, solução injetável
  • Furosemida 530 mg / 10 mL, frasco-ampola
  • Lasix 10 mg/mL, solução injetável
  • Lasix 40 mg, comprimido
  • Furosetron 10 mg/mL, solução injetável
  • Furozix 40 mg, comprimido
  • Diuremida 40 mg, 20 comprimido

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

A furosemida é usada em pequenos animais para o tratamento de cardiomiopatia congestiva, edema pulmonar, hipercalcemia, insuficiência renal aguda e como agente anti hipertensivo.  

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

A furosemida é contraindicada em pacientes com anúria ou coma hepático, e àqueles que são hipersensíveis ao medicamento. O fabricante afirma que o medicamento seja descontinuado em pacientes com doença renal progressiva se ocorrer aumento da azotemia e oligúria durante o tratamento. A furosemida deve ser usada com cuidado em pacientes com anormalidades eletrolíticas ou de equilíbrio hídrico pré-existentes. Este medicamento deve ser usado com precaução junto de outros fármacos que podem causar toxicidade renal ou ototoxicidade, pois a furosemida pode potencializar esses efeitos tóxicos.

EFEITOS ADVERSOS

Desidratação, hipocalemia, azotemia pré-renal, hipocloremia, hiponatremia, hipomagnésia, ototoxicidade, queda do débito cardíaco, colapso circulatório e insuficiência renal. Gatos estão mais propensos a apresentação de sinais adversos.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

O fabricante afirma que a furosemida pode causar anormalidade fetal e que o medicamento é contraindicado em animais prenhes. Este medicamento é excretado no leite e a significância clínica para os lactentes é desconhecida. 

SUPERDOSAGEM

Em doses altas além de causar ototoxicidade pode causar a redução da função renal. A superdosagem aguda pode causar problemas eletrolíticos e de equilíbrio hídrico, efeitos no SNC e colapso cardiovascular. O tratamento consiste em protocolos padrão para esvaziar o intestino após ingestão oral aguda. Não deve-se usar catárticos porque eles podem exacerbar os desequilíbrios hídricos e eletrolíticos. Monitore com muita atenção e faça tratamento de suporte para desequilíbrio eletrolítico e líquido, sistema respiratório, SNC e sistema cardiovascular.

Interações medicamentosas

Inibidores da ECA

Aumentam o risco de hipotensão, particularmente em pacientes hipovolêmicos ou com hiponatremia secundária a diuréticos.

Aminoglicosídeos

Aumenta o risco de nefrotoxicidade e ototoxicidade.

Anfotericina B

Diuréticos de alça podem aumentar o risco de desenvolvimento de nefrotoxicidade e hipocalemia.

Cefalosporinas

Aumentam o risco de nefrotoxicidade.

Cisplatina

Aumenta o risco de ototoxicidade.

Corticosteróides

Aumentam o risco de ulceração gastrointestinal e hipocalemia.

Ciclosporina

Aumenta o risco de hiperuricemia.

Desmopressina

Aumenta o risco de hiponatremia.

Digoxina

A hipocalemia induzida pela furosemida pode aumentar o potencial de toxicidade da digoxina.

Insulina

A furosemida pode alterar as exigências de insulina.

Relaxantes musculares não despolarizantes

A furosemida pode prolongar o bloqueio neuromuscular.

Polimixinas

Aumentam o risco de nefrotoxicidade.

Probenecida

A furosemida pode reduzir os efeitos uricosúricos.

Salicilatos

Os diuréticos de alça podem reduzir a excreção dos salicilatos.

Succinilcolina

A furosemida pode potencializar os efeitos.

Teofilina

Os efeitos farmacológicos da teofilina podem aumentar quando este medicamento é usado com furosemida.

Farmacologia

COMPATIBILIDADE

Em meio ácido a solução de furosemida apresenta precipitação, portanto no caso de diluição de soluções injetáveis de furosemida, deve-se ter cautela para que o pH da solução esteja dentro de uma variação de levemente alcalino para neutro. Solução salina normal é adequada como diluente. A furosemida injetável é declarada fisicamente compatível fisicamente com todas as soluções IV comumente usadas e com os medicamentos a seguir: sulfato de amicacina, sulfato de atropina, cefazolina, ciclosporina, fosfato sódico de dexametasona, dexmedetomidina, digoxina, epinefrina, heparina, lidocaína, manitol, pamidronato, penicilina G, cloreto de potássio, ranitidina, bicarbonato de sódio, nitroprussiato de sódio, sulfato de tobramicina, vasopressina, verapamil e ácido zoledrônico.  A furosemida é declarada fisicamente incompatível com os agentes a seguir: soluções de ácido ascórbico, atracúrio, tartarato de butorfanol, ciprofloxacina, diazepam, difenidramina, dobutamina HCl, esmolol, sulfato de gentamicina, glicopirrolato, hidralazina, cetamina, metoclopramida, micofenolato de mofetil, ondansetrona, pantoprazol, fosfatos de potássio, tiamina e tetraciclinas. Geralmente não devem ser misturados com anti-histamínicos, anestésicos locais, alcalóides, hipnóticos ou opióides.

FARMACODINÂMICA

A furosemida atua através da inibição da reabsorção de sódio, potássio e cloreto no segmento espesso do ramo ascendente da alça de Henle. O efeito diurético alcançado leva também ao aumento da concentração urinária destes íons.

FARMACOCINÉTICA

A furosemida é facilmente absorvida quando administrada oralmente. Também pode ser utilizada pelas vias subcutânea e intravenosa. Quando utilizada pela via IV auxilia no tratamento de edema pulmonar por apresentar também efeito venodilatador. Por ser ligar às proteínas plasmáticas logo após a absorção, apenas uma pequena parcela é metabolizada e a maior parte da dose terapêutica é transportada através dos túbulos contornados proximais. Após administração intravenosa de furosemida, o início da ação ocorre entre 5 e 30 minutos (com duração dos efeitos de 2 a 3 horas) e quando administrada por via oral ocorre em 1 ou 2 horas e seus efeitos duram até 6 horas.

CONSIDERAÇÕES LABORATORIAIS

A furosemida pode resultar em aumento da fração de T4 livre; ela inibe a ligação do T4 ao soro canino in vitro.

MONITORAMENTO

Monitorar a hidratação do paciente, se necessário fazer reposição hídrica de maneira lenta para não agravar quados de ICC. Monitore também hipovolemia, eletrólitos séricos, equilíbrio ácido-base, creatinina, glicose, nitrogênio da uréia no sangue, frequência respiratória em repouso, pressão sanguínea, radiografia do tórax (se indicado) e sinais clínicos de edema. Avaliar sinais de ototoxicidade em terapias prolongadas.  

Referências Bibliográficas

AVISO: algumas informações foram retiradas da bula do medicamento referência, que consta na base de dados da ANVISA. Disponível em: <http://www.anvisa.gov.br/datavisa/fila_bula/index.asp> PAPICH, M. G. Manual Saunders de terapia veterinária. 3ª ed. Elsevier, Rio de Janeiro, 2012. <https://consultaremedios.com.br/furosemida/pa?pagina=2>. Acesso em 18 de maio de 2020. <https://www.plumbsveterinarydrugs.com/#!/monograph/mbPAOQoO7D/>. Acesso em 18 de maio de 2020.
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