Informações

Princípio Ativo: Furoato de Mometasona.
Classe terapêutica: Anti-inflamatório Esteroidal.

Dose

Cães: Uso tópico.
Gatos: Uso tópico.
Outras espécies: Informação indisponível

Sobre

Aviso

Este medicamento pode ser encontrado em apresentações de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Furoato de Mometasona

Classificaçāo

Anti-inflamatório Esteroidal

Receita

Receita Simples

Espécies

Cães e Gatos

INFORMAÇÕES AO CLIENTE

Não interrompa o tratamento sem orientação do médico veterinário. Evite o contato direto com o produto. Gestantes que tenham contato direto com o produto devem informar ao médico responsável.

ARMAZENAMENTO

Conservar em local seco, à temperatura ambiente (15°C a 30°C), ao abrigo da luz solar direta e fora do alcance de crianças e animais domésticos.

Apresentações e concentrações

Opções veterinárias

Apresentações e concentrações

  • Furoato de Mometasona, bisnaga (20 g)
  • Dermotil 1 mg/g, bisnaga (20g)
  • Topison 1 mg/g, bisnaga (20g)
  • Topliv 1 mg/g, bisnaga (20g)
  • Posatex, frasco (17,5 mL/15 g)

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

Corticóide sintético indicado para alívio da inflamação e coceira, em doenças cutâneas responsivas a corticóides tópicos.

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

Não deve ser usado em pacientes com hipersensibilidade conhecida ao princípio ativo ou a outros corticoides.

EFEITOS ADVERSOS

A retirada abrupta do tratamento com glicocorticoides pode ocasionar efeitos como febre, mialgia e artralgia, podendo ser confundidos com a exacerbação dos sintomas prévios da doença tratada (MACEDO e OLIVEIRA, 2010). Os glicocorticoides causam diversos efeitos adversos, que podem porém, ser controlados com o ajuste adequado da dose durante o tratamento. Dentre eles estão: Distúrbios eletrolíticos como retenção de sódio e edema (poliúria), excreção aumentada de potássio (polidipsia), excreção aumentada de cálcio (polifagia), náuseas, vômitos, úlcera péptica, esofagite, pancreatite, hipercortisolismo, insuficiência suprarrenal secundária, diabete melito, hipertensão arterial, tromboembolismo, glaucoma, fraqueza muscular, fraturas ósseas, necrose asséptica da cabeça do fêmur, neutrofilia, eosinopenia, linfopenia, monocitopenia e púrpuras (ROCHA e JOAQUIM, 2012). Como os glicocorticoides dificultam a deposição de fibrina e a proliferação de fibroblastos acabam por retardar o processo de cicatrização (MACEDO e OLIVEIRA, 2010). Altas doses de metilprednisolona podem causar hemorragias gástricas em cães.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

A segurança do uso de corticosteroides tópicos durante a gestação ainda não foi estabelecida. Deve ser utilizados em fêmeas gestantes unicamente se os benefícios potenciais justificarem os riscos potenciais para o feto. Por não se saber se a administração tópica de corticosteroides pode resultar em absorção sistêmica suficiente para produzir quantidades detectáveis dessas substâncias no leite materno, não é recomendado seu uso para lactantes.

SUPERDOSAGEM

A sobredosagem ou o uso prolongado de glicocorticóides pode conduzir a uma série de complicações sistêmicas para o paciente, como por exemplo a insuficiência adrenal iatrogênica e o hiperadrenocorticismo iatrogênico.

Interações medicamentosas

Observações da interação

Desconhecida

Farmacologia

FARMACODINÂMICA

Os hormônios esteroides se difundem facilmente através da membrana celular por serem lipossolúveis e seus efeitos podem ser observados em quase todo o organismo (MACEDO e OLIVEIRA, 2010; ROCHA e JOAQUIM, 2012). Se ligam aos receptores dentro da célula, formando um complexo no citoplasma e modificando a conformação da molécula no receptor. Após penetração no núcleo da célula a regulação da transcrição do RNA passa a ser mediada por alterações na atividade do gene promotor (MACEDO e OLIVEIRA, 2010; FERGUSON e HOENIG, 2013). Tem cerca de 1/5 da potência da prednisolona e 1/25 da potência da dexametasona (PAPICH, 2012). O uso de glicocorticoides interfere bloqueando ou diminuindo as etapas do processo inflamatório. A supressão da formação de edema se dá pela redução da permeabilidade do endotélio capilar que ocasiona a diminuição do extravasamento de líquidos e proteínas dos capilares. A migração de células fica diminuída, reduzindo a quantidade leucócitos (por até 12 horas após dose única) e neutrófilos no local da inflamação (DAMIANI, 2001; MACEDO e OLIVEIRA, 2010). Também ocorre a redução da proliferação e sobrevivência dos eosinófilos, linfócitos T e bloqueio da oferta de diversas citoquinas (DAMIANI, 2001; ROCHA e JOAQUIM, 2012) e principalmente do ácido araquidônico (MACEDO e OLIVEIRA, 2010).

FARMACOCINÉTICA

Os corticosteroides tópicos podem ser absorvidos através da pele saudável e intacta. A extensão da absorção percutânea de corticosteroides tópicos é determinada por vários fatores, incluindo o veículo da formulação e a integridade da barreira epidérmica. Curativos oclusivos, inflamações e/ou outros processos patológicos da pele também podem aumentar a absorção percutânea. Uma vez absorvidos através da pele, os corticosteroides tópicos têm farmacocinética similar aos corticosteroides administrados sistemicamente. Os efeitos dos glicocorticoides no organismo ocorrem em média em 2 horas, porém alguns efeitos já podem ser observados em 10 a 30 minutos e duram horas ou dias após o desaparecimento do composto do sangue (MACEDO e OLIVEIRA, 2010). Aproximadamente 90% do glicocorticoide encontra-se na circulação sanguínea ligado às proteínas plasmáticas, de modo reversível após a absorção e sua metabolização geralmente ocorre no fígado.

CONSIDERAÇÕES LABORATORIAIS

Pode interferir em exames de colesterol sérico, glicosúria, hormônios tireoidianos, potássio sérico e testes alérgicos, dependendo da quantidade absorvida.

MONITORAMENTO

Infecções secundárias podem ocorrer durante o tratamento, o médico veterinário deve estar atento e constantemente monitorando o paciente pois os sinais de infecção podem ser ocultados pelo uso do medicamento.

Referências Bibliográficas

DAMIANI, D. et al. Corticoterapia e suas repercussões: a relação custo-benefício. Pediatria (São Paulo), v. 23, p. 71-82, 2001. FERGUSON D. C. Hormônios tireóideos e fármacos antitireóideos. In: ADAMS, H. R. Farmacologia e terapêutica em veterinária / editoria de H. Richard Adams; [tradução Cid Figueiredo]. - Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. FERGUSON D. C. e HOENIG M. Glicocorticóides, Mineralocorticóides e Inibidores da síntese de esteróides. In: ADAMS, H. R. Farmacologia e terapêutica em veterinária / editoria de H. Richard Adams; [tradução Cid Figueiredo]. - Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. MACEDO J. M. S. e OLIVEIRA I. R. Corticosteroides. In: SILVA, P., 1921. Farmacologia/Penildon Silva – 8 ed. [Reimpr.]. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010. MACÊDO, Luã Barbalho et al. Síndrome hipereosinofílica idiopática em cão: uma insólita descrição no nordeste do Brasil. Veterinária e Zootecnia, v. 23, n. 4, p. 618-625, 2016. LIMA, M. C.; NASCIMENTO, T. V. C. Síndrome de Cushing iatrogênica em um cão–Relato de caso. PAPICH, M. G. Manual Saunders de terapia veterinária. 3ª ed. Elsevier, Rio de Janeiro, 2012 OLIVEIRA, K. M. Distrofia muscular canina ligada ao cromossomo X. Medicina Veterinária (UFRPE), v. 7, n. 1, p. 1-10, 2013. ROCHA N. P. e JOAQUIM J. G. F. Glicocorticoides: atividades metabólicas, anti-inflamatórias e imunossupressoras. In: BARROS, C. M. e DI STASI, L. C. Farmacologia veterinária. Manole. Barueri-SP, 2012. <https://consultaremedios.com.br/furoato-de-mometasona/pa>. Acesso em 18 de maio de 2020. <https://www.plumbsveterinarydrugs.com/#!/monograph/1LKonoslrg/>. Acesso em 18 de maio de 2020.
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