Informações

Princípio Ativo: Espironolactona.
Classe terapêutica: Diurético Poupador de Potássio.

Dose

Cães: 0,5 – 4 mg/kg VO a cada 12 - 24 horas.
Gatos: 1 – 2 mg/kg VO a cada 12 horas.
Outras espécies: Informação indisponível

Sobre

Aviso

Este medicamento pode ser encontrado em apresentações de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Espironolactona

Classificaçāo

Diurético Poupador de Potássio

Receita

Receita Simples

Espécies

Cães e Gatos

ARMAZENAMENTO

Deve ser armazenado em temperatura ambiente (15°C a 30°C).

Apresentações e concentrações

Opções veterinárias

Apresentações e concentrações

  • Espironolactona 25 mg, comprimido
  • Espironolactona 100 mg, comprimido
  • Espironolactona 50 mg, comprimido
  • Aldactone 25 mg, comprimido
  • Aldactone 50 mg, comprimido
  • Aldactone 100 mg, comprimido
  • Diacqua 50mg, comprimido
  • Spiroctan 25mg, comprimido

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

É indicada na hipertensão essencial, distúrbios edematosos, tais como: edema e ascite da insuficiência cardíaca congestiva; cirrose hepática; síndrome nefrótica; edema idiopático; hipocalemia.

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

Deve ser usada com cautela em pacientes que recebem inibidores da ECA ou suplementação desse elemento. Contraindicada para pacientes hipercalêmicos ou com insuficiência renal aguda.

EFEITOS ADVERSOS

Os efeitos adversos estão relacionados a retenção excessiva de potássio e distúrbios gastrointestinais.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

Não deve ser usada em fêmeas gestantes ou lactantes

SUPERDOSAGEM

A administração imprópria pode acarretar alterações sistêmicas, hemodinâmicas, eletrolíticas ou ácido-básicas que podem piorar o estado clínico do animal.

Interações medicamentosas

Digoxina

A espironolactona pode aumentar a meia-vida da digoxina; quando usar espironolactona com esses agentes, melhore o monitoramento dos níveis séricos e efeitos da digoxina.

Mitotano

A espironolactona pode silenciar os efeitos do mitotano se forem administrados simultaneamente, porém há poucas informações disponíveis a respeito dessa possível interação. Monitore cuidadosamente.

Bloqueadores neuromusculares não-despolarizantes

Há possível aumento dos efeitos do bloqueio neuromuscular.

Outros diuréticos poupadores de potássio

Há possível hipercalemia.

Suplementos a base de potássio

Há possível hipercalemia.

Salicilatos

Os efeitos diuréticos da espironolactona pode diminuir se a aspirina ou outros salicilatos forem administrados concomitantemente.

Farmacologia

FARMACODINÂMICA

A espironolactona inibe competitivamente a ligação da aldosterona ao seu receptor citoplasmático no final do túbulo distal e sistema renal coletor. Consequentemente, a aldosterona ligada a este receptor é incapaz de penetrar no núcleo da célula, assim prevenindo a síntese da chamada aldosterona induzida por proteínas que abrem os canais de sódio na membrana celular luminal. Isto resulta na redução de reabsorção de sódio e redução da excreção de potássio.

FARMACOCINÉTICA

O efeito diurético da espironolactona é geralmente de início tardio. O pico de ação é registrado cerca de 2 a 3 dias depois do início do tratamento, e a ação diminui novamente aproximadamente no mesmo período após o medicamento ter sido descontinuado. A espironolactona é rapidamente eliminada (meia-vida plasmática aproximadamente de 1,5 horas); seus metabólitos são eliminados mais lentamente. A eliminação ocorre predominantemente na urina e em menor quantidade na bile.

MONITORAMENTO

O tratamento requer monitorização de potássio, sódio, creatinina e glicose sanguíneos. Particularmente é recomendada restrita monitorização em pacientes com alto risco de desenvolver desequilíbrio eletrolítico ou nos casos de significativa perda de fluído adicional.

Referências Bibliográficas

FRANCO, R. P. et al. Utilização do maleato de enalapril, furosemida, espironolactona e suas associações em cães com doença degenerativa mixomatosa da válvula mitral. ARS VETERINARIA, Jaboticabal, SP, v.27, n.2, 085-093, 2011. KOGIKA, M. M.; YAMATO, R. J. Diuréticos. In: SPINOSA H. S. et al. Farmacologia Aplicada à Medicina Veterinária. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006. WARE, W. A. Doenças do sistema cardiovascular. In: Medicina Interna de Pequenos Animais. 4ª edição, 2010. <https://consultaremedios.com.br/espironolactona/pa>. Acesso em 14 de maio de 2020. <https://www.plumbsveterinarydrugs.com/#!/monograph/3TyfZRCbI1/>. Acesso em 14 de maio de 2020.  
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