Informações

Princípio Ativo: Epinefrina.
Classe terapêutica: Simpaticomimético.

Dose

Cães: Ressuscitação cardíaca: 0,01 mg/kg IV. Anafilaxia: 0,01 mg/kg IM usando 1 mg/mL (solução 1:1.000); dose máxima para pacientes com menos de 40 kg: 0,3 mg/kg; dose máxima para pacientes com mais de 40 kg: 0,5 mg/kg. Choque: 0,05 µg/kg/min IV infusão lenta.
Gatos: Ressuscitação cardíaca: 0,01 mg/kg IV. Anafilaxia: 0,01 mg/kg IM usando 1 mg/mL (solução 1:1.000); dose máxima para pacientes com menos de 40 kg: 0,3 mg/kg; dose máxima para pacientes com mais de 40 kg: 0,5 mg/kg. Choque: 0,05 µg/kg/min IV infusão lenta.
Outras espécies: Informação indisponível

Sobre

Aviso

Este medicamento pode ser encontrado em apresentações de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Adrenalina

Classificaçāo

Simpaticomimético

Receita

Receita Simples

Espécies

Cães e Gatos

Apresentações e concentrações

Opções veterinárias

Apresentações e concentrações

  • Epinefrina 1 mg/mL, frasco-ampola
  • Epinefrina 1 mg/mL, solução injetável

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

Arritmias e paradas cardiorrespiratórias, pela alteração da frequência e o ritmo de contrações cardíacas de acordo com a situação do paciente. Hipotensão e choque, pela vasoconstrição generalizada de vasos sanguíneos, aumenta a pressão arterial, pulso e hemostasia. Reações de hipersensibilidade agudas e graves, pois causa broncodilatação e inibição da histamina.

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

A epinefrina é contraindicada em pacientes com glaucoma de ângulo estreito, hipersensibilidade a epinefrina, choque por causas não anafiláticas, durante anestesia geral com hidrocarbonetos halogenados, durante o parto (pode atrasar a segunda fase), dilatação cardíaca ou insuficiência coronariana. A epinefrina não deve ser usada em casos onde é contraindicado o uso de medicamentos vasopressores. Ela não deve ser injetada com anestésico local em pequenas partes do corpo (como dedos, orelhas) por causa da possibilidade de causar necrose e descamação tecidual. Use epinefrina com cuidado em casos de hipovolemia, principalmente em pacientes com ritmo cardíaco pré-fibrilatório ou em fibrilação ventricular por causa de seus efeitos excitatórios no coração.

EFEITOS ADVERSOS

Tremor, ansiedade, tensão, agitação, fraqueza, vertigem, palidez, dificuldade respiratória, taquicardia, hipertensão, arritmia, hiperuricemia e acidose lática.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

Mesmo que pequenas quantidades de epinefrina possam ser excretadas no leite, é improvável que afete o lactente já que ela é rapidamente destruída no intestino e difícil de ser absorvida. A epinefrina não deve ser usada durante o parto.

SUPERDOSAGEM

Os sinais clínicos observados na superdosagem ou na aplicação IV de doses SC ou IM incluem aumentos acentuadas em pressões sistólicas, diastólicas e sanguíneas, arritmias cardíacas, dispneia e edema pulmonar, vômitos, cefaleia e dor torácica. Pode acontecer hemorragia cerebral por causa do aumento da pressão sanguínea, bem como falência renal, acidose metabólica e pele fria. Por a epinefrina tem curta duração de ação, o tratamento é de suporte. Se necessário, pode usar bloqueador alfa-adrenérgico ou beta-bloqueador adrenérgico para trata hipertensão e arritmias cardíacas graves. Pode haver longos períodos de hipotensão, que talvez necessite de tratamento com norepinefrina.

Interações medicamentosas

Alfa-bloqueadores

Podem anular os efeitos terapêuticos da epinefrina.

Agonistas alfa-2

Como a epinefrina possui efeitos alfa agonistas, não a use para tratar efeitos cardíacos causados por agonistas alfa-2.

Anestésicos inalatórios

Se a epinefrina for administrada em pacientes que receberam anestesia de hidrocarbonetos halogenados, há aumento no risco desses desenvolverem arritmias. O propranolol pode ser administrado caso isso ocorra. 

Anti histamínicos

Certos anti histamínicos podem potencializar os efeitos da epinefrina.

Beta bloqueadores

O propranolol pode potencializar a hipertensão e antagonizar os efeitos cardíacos e broncodilatadores da epinefrina bloqueando seus efeitos beta.

Digoxina

Se a epinefrina for usada junto com digitálicos, pode haver aumento do risco de arritmias.

Nitratos

Podem reverter os efeitos pressores da epinefrina.

Levotiroxina

Pode potencializar os efeitos da epinefrina.

Agentes ocitócicos

Pode resultar em hipertensão se a epinefrina for utilizada junto com agentes ocitócicos.

Selegilina

O uso concomitante pode resultar em efeitos hipertensivos acentuados.

Outros agentes simpatomiméticos

A epinefrina não deve ser administrada com outro agente simpatomimético pois pode causar aumento da toxicidade.

Fenotiazínicos

Pode reverter os efeitos pressores da epinefrina devido o bloqueio de alfa-1 por fenotiazínicos.

Reserpina

Pode potencializar os efeitos da epinefrina.

Antidepressivos tricíclicos

Podem potencializar os efeitos da epinefrina.

Farmacologia

FARMACODINÂMICA

Atua como agonista em todos os subtipos de receptores α e β - adrenérgicos. A epinefrina relaxa a musculatura lisa dos brônquios e da íris, antagoniza os efeitos da histamina, aumenta a glicogenólise e aumenta o açúcar no sangue. Se administrada em baixas doses, ela estimula diretamente os receptores cardíacos beta-1, aumentando a frequência e contratilidade cardíaca que resulta no aumento do débito cardíaco. Como consequência desses efeitos, há aumento do consumo de oxigênio e esforço do miocárdio.  Na periferia a epinefrina ativa os receptores beta-2, causando diminuição da resistência vascular periférica, que diminuir a pressão sanguínea diastólica. Quando administrada em doses mais altas, a resistência vascular periférica aumento devido os efeitos alfa-1 adrenérgicos.

FARMACOCINÉTICA

Não deve ser administrada via oral, pois é rapidamente degradada no trato gastrointestinal. A injeção deve ser lenta para manter a concentração eficaz. A epinefrina é bem absorvida através das administrações IM ou SC. A absorção pode acelerar se o local de injeção for massageado. Essas vias não são utilizadas durante a ressuscitação cardiovascular devido a pobre perfusão periférica. A epinefrina não atravessa a barreira hematoencefálica, mas atravessa a placenta e pode ser excretada no leite. A epinefrina é metabolizada no fígado e em outros tecidos pela monoamina oxidase e catecol-o-metiltransferase a metabólitos inativos, que são excretados na urina após conjugação com sulfatos ou ácido glicurônico. A meia-vida é de aproximadamente 2 min. 

MONITORAMENTO

Monitore frequência e ritmo cardíaco, frequência respiratória, produção urinária, pressão sanguínea e gases sanguíneos. Durante a anafilaxia deve-se fazer auscultação torácica.

Referências Bibliográficas

OLIVA, V.N.L.S. Anestesia inalatória. In: Anestesia em Cães e Gatos, 1ª edição. Editores: D.T. Fantoni e S.R.G. Cortopassi. Editora Roca (São Paulo), 174-183, 2002. ROSSI, C.N. et al. Ressuscitação cardiopulmonar em cães e gatos. Revista Portuguesa de Ciências Veterinárias, 2007 VITAL, M. A. B. F.; ACCO, A. Agonistas e antagonistas adrenérgicos. In: Farmacologia Aplicada à Medicina Veterinária, 4ª edição, 2006 <https://www.plumbsveterinarydrugs.com/#!/monograph/yTTIqZPq6H/>. Acesso em 14 de maio de 2020.
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