Informações

Princípio Ativo: Dopamina.
Classe terapêutica: Vasopressor.

Dose

Cães: 2 - 2,5 µg/kg/min IV.
Gatos: 2 - 2,5 µg/kg/min IV.
Outras espécies: Informação indisponível

Sobre

Aviso

Este medicamento pode ser encontrado em apresentações de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Dopamina

Classificaçāo

Vasopressor

Receita

Receita Simples

Espécies

Cães e Gatos

ARMAZENAMENTO

Estabilidade após reconstituição: 24 horas em temperatura ambiente após diluída em outra solução. Não refrigerar ou congelar.

Apresentações e concentrações

Apresentações e concentrações

  • Cloridrato de Dopamina Solução Injetável 5 mg/mL, ampola (10 mL)
  • Dopabane 5 mg/mL, ampola (10 mL)

  • Dopacris 5 mg/mL, ampola (1o mL)

  • Inotropisa 5 mg/mL, ampola (10 mL)

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

Indicado para hipotensão severa e choque. Agonista adrenérgico indicado no tratamento de choque hipovolêmico, insuficiência renal aguda oligúrica e insuficiência cardíaca aguda.

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

A dopamina é contraindicada em pacientes com feocromocitoma, fibrilação ventricular e taquiarritmias não corrigidas. Ela não substitui fluidoterapia adequada, eletrólitos ou terapia de reposição de componentes sanguíneos. A dopamina deve ser utilizada com cautela em pacientes com doença cardíaca isquêmica ou arterial oclusiva. Diminua a dose ou interrompa o uso do medicamento se observar sinais clínicos que impliquem a dopamina como causa de circulação reduzida nas extremidades ou no coração, bem como se ocorrer arritmias. É improvável que os gatos se beneficiem (e pode ser prejudicial) da terapia com dopamina em baixa dose para lesão renal aguda oligúrica.

EFEITOS ADVERSOS

Os efeitos adversos mais frequentes incluem náusea e vômito, extra sístole, taquicardia, palpitações, hipotensão, hipertensão, dispneia, cefaleia e vasoconstrição. Lesões de extravasamento com dopamina podem ser graves devido necrose e descamação do tecido ao redor. O local de aplicação do paciente deve ser monitorado. Se ocorrer extravasamento, administre 5 - 10 mg de solução de fentolamina em 10 - 15 mL de solução salina no local afetado.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

Não se sabe se a dopamina atravessa a barreira placentária.

SUPERDOSAGEM

A superdosagem acidental se manifesta através da elevação excessiva da pressão sanguínea. O tratamento consiste apenas em descontinuar a terapia temporariamente já que a duração da ação da dopamina é muito breve. Se a condição do paciente não estabilizar, a fentolamina tem sido sugerida para ser utilizada.

Interações medicamentosas

Bloqueadores alfa-adrenérgicos

Podem antagonizar as propriedades vasoconstritoras da dopamina.

Anestésicos gerais da classe dos hidrocarbonetos halogenados

O uso do halotano com dopamina pode resultar no aumento da incidência de arritmias ventriculares.

Antidepressivos tricíclicos

Podem potencializar efeitos adversos cardiovasculares.

Betabloqueadores

Podem antagonizar os efeitos cardíacos da dopamina.

Bupropiona

Pode diminuir o clearance renal da dopamina.

Digoxina

O uso concomitante pode aumentar o risco de cardiotoxicidade.

Diuréticos

Podem potencializar os efeitos de baixa dose de dopamina na produção de urina.

Inibidores da monoamina oxidase

Os inibidores da monoamina oxidase podem prolongar e aumentar significativamente os efeitos da dopamina.

Medicamentos oxitócicos

Podem causar severa hipertensão quando usados com dopamina.

Fenotiazínicos

Em animais, os efeitos da dilatação renal e mesentérica da dopamina tem sido antagonizado pelos fenotiazínicos.

Fenitoína

O uso concomitante pode resultar em hipotensão e/ou parada cardíaca.

Vasopressores/vasoconstritores

O uso com dopamina pode causar grave hipertensão.

Farmacologia

FARMACODINÂMICA

A dopamina é um agente adrenérgico precursor da norepinefrina que estimula receptores dopaminérgicos, beta-1-adrenérgicos e alfa-adrenérgicos, dependendo da dose utilizada. Não atravessa a barreira hematencefálica, portanto não apresenta efeitos centrais. Atua na zona quimiorreceptora deflagradora, ocasionando náusea e vômito. Concentrações de 1 a 1,5 mcg/kg/min de dopamina estimulam os receptores dopaminérgicos a provocar vasodilatação renal, mesentérica e coronariana e aumento do fluxo sanguíneo. Em doses maiores a dopamina estimula os receptores beta-1 e alfa-adrenérgicos. Concentrações entre 5 e 10 mcg/kg/min de dopamina aumentam o débito cardíaco pelo efeito inotrópico positivo cardíaco e provoca aumento da resistência vascular sistêmica.

FARMACOCINÉTICA

A dopamina não é administrada oralmente pois é rapidamente metabolizada no trato gastrointestinal. Após a administração IV, a ação do medicamento inicia geralmente dentro de 5 minutos e persiste por menos de 10 minutos após a interrupção da infusão. A dopamina é amplamente distribuída no organismo, mas não atravessa a barreira hematoencefálica em quantidades significativas. Não se sabe se a dopamina atravessa a placenta. A meia-vida da dopamina é de aproximadamente 2 minutos. Ela é metabolizada nos rins, fígado e plasma pela monoamina oxidase e catecol-o-metiltransferase a metabólito inativo. Até 25% da dose da dopamina é metabolizada a norepinefrina nos receptores adrenérgicos.

MONITORAMENTO

Monitorar sinais adversos para ajuste de dose e velocidade de infusão. Monitorar pressão arterial, frequência e ritmo cardíaco e respiratório, fluxo urinário. Acompanhar os animais durante infusão para que não haja extravasamento de medicamento no local de infusão.

Referências Bibliográficas

TÁRRAGA, K. M. Medicamentos que Atuam no Sistema Cardiovascular: Inotrópicos Positivos e Vasodilatadores. In: SPINOSA H. S. et al. Farmacologia Aplicada à Medicina Veterinária 5. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011. <https://www.plumbsveterinarydrugs.com/#!/monograph/qeuRpielfJ/>. Acesso em 13 de maio de 2020. <https://consultaremedios.com.br/dopamina/pa> Acesso em 13 de maio de 2020.
Desenvolvido por logo-crowd