Informações

Princípio Ativo: Domperidona.
Classe terapêutica: Antiemético.

Dose

Cães: 0,05 - 0,1 mg/kg VO a cada 8 - 24 horas. Prevenção de leishmaniose: 0,5 mg/kg VO a cada 24 horas por 30 dias, a cada 4 meses.
Gatos: 0,05 - 0,1 mg/kg VO a cada 8 - 24 horas.
Outras espécies: Informação indisponível

Sobre

Aviso

Este medicamento pode ser encontrado em apresentações de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Domperidona

Classificaçāo

Antiemético

Receita

Receita Simples

Espécies

Cães e Gatos

ARMAZENAMENTO

Deve ser armazenado em temperatura ambiente e protegido da luz e umidade.

Apresentações e concentrações

Apresentações e concentrações

  • Domperidona 10 mg, comprimido (60 un)
  • Domperidona 10 mg, comprimido (30 un)
  • Domperidona 5 mg/5 mL, suspensão oral (100 mL)
  • Motilium 10 mg, comprimido
  • Motilium 1 mg/mL, suspensão oral
  • Peridal 10 mg, comprimido
  • Peridona 1 mg/mL, suspensão oral

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

Este medicamento foi experimentado como agente pro-cinético e antiemético GI em pequenos animais, mas parece fraco. Um estudo em cães mostrou que a domperidona pode ter alguma eficácia em prevenir e tratar a leishmaniose leve à moderada.

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

A domperidona não deve ser utilizada em animais com hipersensibilidade conhecida ou quando houver suspeita ou obstrução gastrointestinal. Como a domperidona é potencialmente um substrato neurotóxico da glicoproteína P, ela deve ser usada com cautela nas raças que podem ter a mutação do gene MDR1 que causa uma proteína não funcional. Use com cautela em pacientes que recebem outros medicamentos que prolongam o intervalo QT ou inibem o metabolismo da domperidona.

EFEITOS ADVERSOS

Como os níveis plasmáticos de prolactina podem estar aumentados, podem ocorrer galactorreia ou ginecomastia. Os produtos injetáveis ​​(agora retirados) foram associados a arritmias em pacientes humanos com doença cardíaca ou hipocalemia. Raramente, sonolência ou reações distônicas ocorreram em pessoas.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

A domperidona demonstrou ter efeitos teratogênicos quando usada em altas doses em camundongos, ratos e coelhos.

SUPERDOSAGEM

Não existe antídoto específico para a sobredosagem com domperidona. Use procedimentos padrões de descontaminação e faça tratamento de suporte.

Interações medicamentosas

Antifúngicos azóis:

Podem aumentar os níveis de domperidona.

Fármacos anticolinérgicos:

Podem reduzir a eficácia da domperidona.

Bromocriptina/Cabergolina:

Domperidona pode antagonizar os efeitos na prolactina.

Cimetidina:

Pode aumentar os níveis de domperidona.

Drogas que prolongam o intervalo QT :

Podem aumentar o risco de prolongamento QT.

Antibióticos macrolídeos:

Podem aumentar os níveis de domperidona.

Opioides

Podem reduzir a eficácia da domperidona.

Medicações orais de liberação lenta ou com cobertura entérica:

A domperidona pode alterar as características absortivas dessa drogas por diminuição do tempo de trânsito do trato gastrintestinal.

Farmacologia

FARMACODINÂMICA

A domperidona é um antagonista da dopamina (receptores D-2) com ações semelhantes às da metoclopramida. Ele não atravessa facilmente o SNC, mas os efeitos adversos do SNC em situações de overdose são comuns e efeitos adversos extrapiramidais foram relatados em alguns pacientes humanos. Em cães e gatos, a metoclopramida parece ter mais efeitos pro-cinéticos no esvaziamento gástrico do que a domperidona. A domperidona não afeta sensivelmente o tempo de trânsito intestinal, mas pode aumentar o tônus ​​do esfíncter esofágico mais baixo. A domperidona antagoniza a dopamina no trato GI e na zona de gatilho quimiorreceptor, que se acredita ser a principal causa de seus efeitos pro-cinéticos e antieméticos. Também é um antagonista dos receptores alfa-2 e beta-2 adrenérgicos no estômago, o que pode contribuir para as ações farmacológicas da droga. A domperidona pode ter efeitos na imunidade mediada por células, possivelmente devido à estimulação da prolactina. A prolactina foi classificada como citocina derivada de linfócitos pró-inflamatórios e um estudo realizado em cães saudáveis ​​descobriu que a domperidona induziu um aumento estatisticamente significativo nas porcentagens de fagócitos ativados no grupo tratado durante e até um mês após o tratamento.

FARMACOCINÉTICA

A domperidona é absorvida pelo trato GI, mas sua biodisponibilidade em cães é de apenas cerca de 20%, provavelmente devido a um alto efeito de primeira passagem. Os níveis séricos máximos ocorrem cerca de 2 horas após a administração oral e o fármaco está altamente ligado (93%) às proteínas séricas. A domperidona é principalmente metabolizada e é um substrato se a família do citocromo P450 3A4. Os metabólitos são excretados nas fezes e na urina.

MONITORAMENTO

Motilidade gástrica e eficácia.

Referências Bibliográficas

GÓMEZ OCHOA, Pablo; GASCÓN PÉREZ, Manuel; CASTILLO HERNÁNDEZ, Juan Antonio. Estudio de un nuevo tratamiento de la leishmaniosis canina. Valoración del efecto inmunomodulador de la domperidona. 2004. KAHN, C. M. et al. Manual Merck de Veterinária. [tradução José Jurandir et al.]. - 10. ed. - São Paulo : Roca, 2013. PAPICH M. G. Manual Saunders de terapia veterinária: pequenos e grandes animais. [tradução Silvia m. Spada et al.]. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012. <https://consultaremedios.com.br/domperidona/pa>. Acesso em 13 de maio de 2020. <https://www.plumbsveterinarydrugs.com/#!/monograph/zlxtob4Nsz/>. Acesso em 13 de maio de 2020.
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