Informações

Princípio Ativo: Dobutamina.
Classe terapêutica: Simpatomimético.

Dose

Cães: Tratamento a curto prazo de baixo débito cardíaco e insuficiência cardíaca aguda: 1 - 5 µg/kg/min IV. Hipotensão durante anestesia geral: 5 µg/kg/min IV..
Gatos: Tratamento a curto prazo de baixo débito cardíaco e insuficiência cardíaca aguda: 1 - 5 µg/kg/min IV. Hipotensão durante anestesia geral com isoflurano: 2,5, 5, 10, 15 ou 20 µg/kg/min IV.
Outras espécies: Informação indisponível

Sobre

Aviso

Este medicamento pode ser encontrado em apresentações de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Dobutamina

Classificaçāo

Simpatomimético

Receita

Restrito a Hospitais

Espécies

Cães e Gatos

ARMAZENAMENTO

É estável por 24 horas após diluição em temperatura ambiente (15°C a 30°C). O medicamento não deve ser congelado devido à possibilidade de cristalização. Medicamentos intravenosos devem ser inspecionados visualmente e não devem ser usados se houver presença de material particulado.

Apresentações e concentrações

Apresentações e concentrações

  • Dobutamina 250 mg/20 mL, ampola
  • Dobuton 250 mg/20 mL, ampola
  • Dobutrex 250 mg/20mL, ampola

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

A dobutamina é utilizada como agente inotrópico positivo injetável de ação rápida para tratamento de curto prazo (geralmente menos que 72 horas) ou insuficiência cardíaca. Também é útil em pacientes em choque quando a fluidoterapia sozinha não restaura a pressão arterial, débito cardíaco ou perfusão tecidual.

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

A dobutamina é contraindicada em pacientes com hipersensibilidade ao medicamento ou ao bissulfito de sódio. A hipovolemia deve ser corrigida antes de seu uso. Como a dobutamina pode aumentar a demanda de oxigênio e o tamanho do infarto, ela deve ser usada com cautela após infarto do miocárdio. Use com extrema cautela em pacientes com taquiarritmia ventricular ou fibrilação atrial. A dobutamina pode aumentar a condução atrioventricular. Em animais com fibrilação atrial, recomenda-se administração rápida por IV com digoxina antes da administração de dobutamina para diminuir a condução nodal atrioventricular.

EFEITOS ADVERSOS

Os efeitos adversos observados em cães incluem taquicardia, espasmos faciais, convulsões e taquifilaxia. A taquifilaxia pode se manifestar dentro de 48 a 72 horas após o início da terapia de dobutamina em cães. Em gatos, doses acima de 5 µg/kg/min pode causar efeitos no SNC como tremores e convulsões. Pode ocasionar também alteração da pressão arterial e vômitos. Os efeitos podem ser diminuídos alterando a velocidade de infusão.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

Deve ser utilizado com cautela em gestantes e lactantes por não existirem estudos suficientes que comprovem sua segurança nessas condições.

SUPERDOSAGEM

Os sinais clínicos observados nas superdosagens incluem taquicardias, aumento da pressão sanguínea, nervosismo e fadiga. Devido ao curto tempo de ação do medicamento, geralmente basta interromper a terapia para reverter esses efeitos.

Interações medicamentosas

Betabloqueadores

Podem antagonizar os efeitos cardíacos da dobutamina e resultar em uma predominância de efeitos alfa-adrenérgicos e aumento da resistência periférica.

Nitroprussiato

Pode resultar em efeitos sinérgicos se a dobutamina for utilizada com o nitroprussiato.

Medicamentos oxitócicos

Podem induzir severa hipertensão quando utilizados com dobutamina em pacientes obstétricos.

Farmacologia

FARMACODINÂMICA

A dobutamina é considerada uma agonista beta-1 adrenérgico. Em doses terapêuticas ela também tem efeitos leves de alfa-1 e beta-2 adrenérgicos. Esses efeitos tendem a equilibrar um ao outro e causar efeitos no sistema vascular. Em contraste com a dopamina, a dobutamina não causa liberação da norepinefrina. O dobutamina tem efeitos cronotrópicos, arritmogênicos e vasodilatador relativamente leves, mas doses mais altas podem causar taquicardia.  O aumento da contratilidade do miocárdio e o volume sistólico resultam em aumento do débito cardíaco. Contudo, o aumento da contratilidade do miocárdio pode aumentar a demanda de oxigênio pelo próprio miocárdio e fluxo do sangue coronariano. A pressão sanguínea e frequência cardíaca geralmente permanecem inalterados ou levemente aumentados devido o aumento do débito cardíaco.

FARMACOCINÉTICA

Pelo fato da dobutamina ser rapidamente metabolizada no trato gastrointestinal e não ficar disponível após administração oral, a dobutamina é administrada apenas via IV (como infusão contínua). Após a administração intravenosa, o início da ação geralmente ocorre em 2 minutos e atinge o pico após 10 minutos. A dobutamina é rapidamente metabolizada no fígado e excretada pela urina em forma de metabólitos. Os efeitos do medicamento diminuem rapidamente após a interrupção da terapia. Os dados farmacocinéticos para animais domésticos estão aparentemente indisponíveis. Não se sabe se a dobutamina atravessa a placenta ou infiltra-se no  leite.

MONITORAMENTO

Monitore frequência e ritmo cardíacos, pressão arterial, cor da membrana mucosa e fluxo urinário. Idealmente, a medida da pressão venosa central ou da cunha capilar pulmonar e do débito cardíaco.

Referências Bibliográficas

TÁRRAGA, K. M. Medicamentos que Atuam no Sistema Cardiovascular: Inotrópicos Positivos e Vasodilatadores. In: SPINOSA H. S. et al. Farmacologia Aplicada à Medicina Veterinária 5. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011. <https://www.plumbsveterinarydrugs.com/#!/monograph/HNRFClidoJ/>. Acesso em 18 de junho de 2020.
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