Informações

Princípio Ativo: Cefotaxima.
Classe terapêutica: Antibiótico (grupo Cefalosporinas).

Dose

Cães: 20 – 80 mg/kg IV, SC, ou IM a cada 6-12 horas.
Gatos: 20 – 80 mg/kg IV, SC, ou IM a cada 6-12 horas.
Outras espécies: Informação indisponível

Sobre

Aviso

Este medicamento pode ser encontrado em apresentações de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Cefotaxima

Classificaçāo

Antibiótico (grupo Cefalosporinas)

Receita

Controle Especial - Humano

Espécies

Cães e Gatos

INFORMAÇÕES AO CLIENTE

Informe ao Médico Veterinário a ocorrência de gestação ou lactação durante ou logo após o tratamento. A interrupção do tratamento e a modificação de dose não devem ser feitas sem a orientação do Médico Veterinário. Os microrganismos são capazes de desenvolver resistência nos casos de subdosagem. O medicamento só deve ser prescrito por um Médico Veterinário. O uso indiscriminado de antimicrobianos pode ser perigoso para a saúde dos animais. As embalagens vazias podem ser recicladas ou descartadas no lixo comum após serem inutilizadas. Continue o tratamento pelo tempo determinado pelo médico veterinário, mesmo se o animal apresentar melhora.

ARMAZENAMENTO

Deve ser armazenado em sua embalagem original, em temperatura ambiente (15°C a 30°C), protegido da luz e umidade e fora do alcance de crianças e animais domésticos.

Apresentações e concentrações

Apresentações e concentrações

  • Cefotaxima 1 g, solução injetável
  • Cefotaxima 500 mg, solução injetável
  • Claforan 500 mg, solução injetável
  • Claforan 1 g, solução injetável
  • Ceforan 1g, solução injetável
  • Cetazima 1g, solução injetável

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

Cefalosporina de 3ª geração, com espectro de ação maior contra bactérias gram-negativas, inclusive do gênero Pseudomonas.

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

As cefalosporinas são contraindicadas em pacientes com histórico de hipersensibilidade a elas. Como pode haver reação cruzada, use cefalosporinas com cautela em pacientes que tenham uma hipersensibilidade documentada a outros antibióticos beta-lactâmicos (por exemplo, penicilinas, cefamicinas, carbapenêmicos). Pacientes com insuficiência renal podem precisar de ajustes posológicos.

EFEITOS ADVERSOS

Os efeitos adversos das cefalosporinas geralmente não são graves e têm uma frequência de ocorrência relativamente baixa. Reações de hipersensibilidade, não relacionadas à dosagem, podem ocorrer com esses agentes e podem se manifestar como erupções cutâneas, febre, eosinofilia, linfadenopatia ou anafilaxia. O uso de cefalosporinas em pacientes documentados como hipersensíveis aos antibióticos da classe da penicilina é controverso. Em humanos, estima-se que 1% a 15% dos pacientes hipersensíveis às penicilinas também sejam hipersensíveis às cefalosporinas. A incidência de reação cruzada em pacientes veterinários é desconhecida. As cefalosporinas podem causar dor no local da injeção quando administradas por via intramuscular. Abscessos estéreis ou outras reações teciduais locais graves também são possíveis, mas muito menos comuns. A tromboflebite também é possível após a administração IV desses medicamentos. Como as cefalosporinas também podem alterar a flora intestinal, pode ocorrer diarreia associada a antibióticos e permitir a proliferação de bactérias resistentes no cólon (superinfecções). Embora as cefalosporinas (particularmente a cefalotina) tenham potencial para causar nefrotoxicidade em doses clinicamente usadas em pacientes com função renal normal, os riscos para a ocorrência desse efeito adverso parecem mínimos. Altas doses ou uso prolongado foram associados a neurotoxicidade, neutropenia, agranulocitose, trombocitopenia, hepatite, teste positivo de Coombs, nefrite intersticial e necrose tubular. Exceto pela necrose tubular e neurotoxicidade, esses efeitos têm um componente imunológico.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

Foi demonstrado que as cefalosporinas atravessam a placenta e, embora a segurança durante a prenhez não tenha sido firmemente estabelecida, não há problemas teratogênicos documentados associados a esses medicamentos. A cefazolina é compatível com a amamentação em seres humanos, embora seja distribuída no leite e possa potencialmente alterar a flora intestinal neonatal. A cefazolina deve ser usada com cautela em lactantes.

SUPERDOSAGEM

As sobredosagens com cefalosporina dificilmente causam problemas significativos, mas outros efeitos são possíveis (consulte a seção Efeitos adversos).

Interações medicamentosas

FÁRMACOS NEFROTÓXICOS

O uso concomitante de aminoglicosídeos parenterais ou outros fármacos nefrotóxicos com cefalosporinas é um tanto controverso. As cefalosporinas podem potencialmente causar nefrotoxicidade aditiva quando usadas com esses medicamentos, mas essa interação só foi bem documentada com a cefaloridina (não mais comercializada). Recomenda-se cautela ao usar essas combinações de medicamentos.

PROBENECIDA

Bloqueia competitivamente a secreção tubular da maioria das cefalosporinas, aumentando os níveis séricos e a meia-vida sérica.

ANTAGONISTAS DE VITAMINA K

As cefalosporinas podem aumentar os efeitos anticoagulantes dos antagonistas da vitamina K.

Farmacologia

FARMACODINÂMICA

À semelhança das penicilinas, as cefalosporinas inibem enzimas transpeptidases de membrana que sintetizam os peptideoglicanos da parede celular bacteriana, levando-as a lise osmótica. A parede celular é responsável pela proteção, sustentação e manutenção da forma da bactéria, logo a supressão da sua síntese conduz à morte da célula.

FARMACOCINÉTICA

A cefotaxima não é absorvida rapidamente após administração oral e deve ser administrada por via parentérica para atingir os níveis séricos terapêuticos. Após a administração, o medicamento é amplamente distribuído nos tecidos do corpo, incluindo ossos, humor aquoso, bile e fluidos ascítico e pleural. A cefotaxima atravessa a placenta e a atividade no líquido amniótico é igual ou superior à do soro materno. A cefotaxima se distribui no leite em baixas concentrações. Diferentemente das cefalosporinas de primeira geração (e da maioria dos agentes de segunda geração), a cefotaxima entra no líquido cefalorraquidiano em níveis terapêuticos (em doses elevadas) quando as meninges do paciente estiverem inflamadas. A cefotaxima é parcialmente metabolizada pelo fígado em desacetil cefotaxima, que exibe alguma ação antibacteriana. A desacetil cefotaxima é parcialmente degradada em metabólitos inativos pelo fígado. A cefotaxima e seus metabólitos são excretados principalmente na urina. Como a secreção tubular está envolvida na excreção renal da droga, em várias espécies, a probenecida demonstrou prolongar a meia-vida sérica da cefotaxima. Seguem-se parâmetros farmacocinéticos em certas espécies veterinárias: em cães, o volume aparente de distribuição no estado estacionário é de 480 mL / kg, e a depuração corporal total é de 10,5 mL / min / kg após injeção intravenosa. Foram observadas meias-vidas de eliminação sérica de 45 minutos quando administradas IV, 50 minutos após a injeção IM e 103 minutos após a injeção SC. A biodisponibilidade é de cerca de 87% após a injeção IM e aproximadamente 100% após a injeção SC. Em gatos, a depuração corporal total é de aproximadamente 3 mL / min / kg após injeção intravenosa, e a meia-vida de eliminação sérica é de cerca de 1 hora. A biodisponibilidade é de cerca de 93% a 98% após a injeção IM.

MONITORAMENTO

Como as cefalosporinas geralmente apresentam toxicidade mínima associada ao seu uso, o monitoramento da eficácia geralmente é tudo o que é necessário. Pacientes com função renal diminuída podem exigir monitoração renal intensificada.

Referências Bibliográficas

ANDRADE, S. F. et al. Quimioterápicos, antimicrobianos e quimioterápicos. In: ANDRADE, S. F. Manual de terapêutica Veterinária, 3 ed. São Paulo: Editora Roca, 2008, 912 p. . CALVERT, C. A. Valvular bacterial endocarditis in the dog. Journal of the American Veterinary Medical Association, v. 180, n. 9, p. 1080-1084, 1982. GOSSETT, K. A. Anemias associated with drugs and chemicals. In.: FELDMAN, B. F.; ZINKL, J. G.; JAIN, N. (Ed.). Schalm’s veterinary hematology. Baltimore: Lippincott Williams & Wilkins, 2000. p. 185-189. LAPPIN, M. R. Quimioterapia antimicrobiana prática. In: NELSON, R. W.; COUTO, C. G. Medicina interna de pequenos animais. Tradução: Aline Santana da Hora. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010 SPINOSA, H. S. Antibióticos beta-lactâmicos: penicilinas e cefalosporinas. In: SPINOSA H. S. et al. Farmacologia Aplicada à Medicina Veterinária. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006. VIEIRA, F. C.; PINHEIRO, V. A. Monografias farmacêuticas. In: VIEIRA, F. C.; PINHEIRO, V. A. Formulário veterinário farmacêutico. 1. ed. São Paulo: Pharmabooks, 2004 <https://consultaremedios.com.br/cefotaxima-sodica/pa>. Acesso em 15 de abril de 2020. <https://www.plumbsveterinarydrugs.com/#!/monograph/Xw8c2I6gmE/>. Acesso em 15 de abril de 2020.
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