Informações

Princípio Ativo: Cardo mariano (Silimarina).
Classe terapêutica: Hepatoprotetor.

Dose

Cães: 5 – 10 mg/kg VO a cada 24 horas ou 20 – 50 mg/kg VO a cada 24 horas.
Gatos: 5 – 10 mg/kg VO a cada 24 horas ou 20 – 50 mg/kg VO a cada 24 horas.
Outras espécies: Informação indisponível

Sobre

Aviso

Este medicamento pode ser encontrado em apresentações de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Silimarina

Classificaçāo

Hepatoprotetor

Receita

Receita Simples

Espécies

Cães e Gatos

ARMAZENAMENTO

Conservar o produto em sua embalagem original, em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C), em local seco e ao abrigo da luz solar, fora do alcance de crianças e animais domésticos.

Apresentações e concentrações

Opções veterinárias

Apresentações e concentrações

  • Silimarina 180 mg, cápsula
  • Silimarina 140 mg, cápsula
  • Silimarina, manipulação
  • Silimarina 200 mg, comprimido
  • Silimarina 90 mg, comprimido
  • Silimarina 200 mg, cápsula
  • Silimarina 100 mg, comprimido
  • Silimarina 180 mg, comprimido
  • Extrato Seco de Carduus marianus 64 mg / 5 mL, suspensão
  • Silimarina 50 mg / 5 mL, suspensão
  • Silimarina 100 mg, cápsula
  • Silimarina 90 mg, cápsula
  • Silimarina 70 mg, drágea
  • Legalon 70 mg, drágea
  • Legalon 90 mg, comprimido
  • Legalon 90 mg, cápsula
  • Legalon 100 mg, comprimido
  • Legalon 100 mg, cápsula
  • Legalon 140 mg, cápsula
  • Legalon 180 mg, comprimido
  • Legalon 180 mg, cápsula
  • Legalon 200 mg, comprimido
  • Legalon 200 mg, cápsula
  • Legalon 50 mg / 5 mL, suspensão

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

Embora não existam estudos clínicos controlados demonstrando eficácia, forma e concentração padronizadas de silimarina, ele está sendo usado para tratar uma variedade de doenças hepáticas em humanos e animais domésticos (pássaros, cães, gatos, cavalos, coelhos). É principalmente de interesse no tratamento de doenças hepáticas crônicas e agudas, cirrose e como agente hepatoprotetor quando são ingeridos agentes hepatotóxicos. Existem dados laboratoriais de que a silimarina pode ser benéfica na prevenção de certos tipos de câncer e na melhoria da eficácia e na redução dos efeitos negativos da quimioterapia para certos tumores.

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

Não há contraindicações absolutas relatadas à silimarina em animais. Os extratos das partes da planta do cardo de leite (não as sementes, que são usadas para fazer o extrato de silimarina) podem possuir atividade semelhante ao estrogênio e não devem ser usados em pacientes onde os estrógenos exógenos seriam contraindicados.

EFEITOS ADVERSOS

A silimarina é aparentemente bem tolerada quando administrada por via oral. Pacientes que têm alergias a outros membros da família de plantas Asteraceae /Compositae (por exemplo, ambrósia, malmequeres, margaridas) podem exibir reações alérgicas aos derivados do cardo de leite.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

Dados sobre a segurança do uso de silimarina durante a prenhez ou amamentação não estão disponíveis; seu benefício deve ser pesado contra a incerteza de sua segurança.

SUPERDOSAGEM

É improvável que overdoses causem morbidade significativa. Podem ser observados efeitos gastrointestinais. Faça tratamento de suporte.

Interações medicamentosas

É possível diminuir a eficácia de medicamentos antivirais. A silimarina pode inibir a isoenzima 2C9 do citocromo P450 (CYP2C9). Medicamentos com índices terapêuticos estreitos que são metabolizados por essa isoenzima devem ser usados com cautela ao usar a silimarina. Os medicamentos que podem ser afetados incluem: varfarina, amitriptilina, verapamil. A silimarina também pode inibir o CYP3A4, mas até agora essa interação não parece ser clinicamente significativa. A silimarina pode aumentar a depuração de medicamentos que sofrem de glucuronidação hepática (não gatos), incluindo: acetaminofeno, diazepam, morfina e lamotrigina.

METRONIDAZOL

O uso simultâneo pode resultar em redução da exposição ao metronidazol e ao metabolito ativo.

Farmacologia

FARMACODINÂMICA

A silimarina possui uma variedade de ações farmacológicas que podem contribuir para seus aparentes efeitos no tratamento de doenças hepáticas. Inibe a peroxidase lipídica e a beta-glucoronidase e atua como anti-oxidante e eliminador de radicais livres. A silimarina também inibe os efeitos citotóxicos, inflamatórios e apoptóticos do fator de necrose tumoral (TFN). Aparentemente, pode alterar as membranas celulares dos hepatócitos externos, o que pode impedir a penetração de toxinas. A silimarina é pensada para reduzir a formação de colágeno hepático e aumentar o conteúdo de glutationa hepática.

FARMACOCINÉTICA

Nos seres humanos, a silimarina tem uma biodisponibilidade oral <50% e os níveis de pico ocorrem 2-4 horas após a dose. Quando a silibinina é complexada com fosfatidilcolina, a absorção oral pode ser aumentada. O medicamento sofre extensa circulação êntero-hepática e tem concentrações significativamente mais altas nas células hepáticas e biliares do que no plasma. A maioria do medicamento é eliminada inalterada nas fezes, mas 20-40% é convertido em conjugados de glucuronido e sulfato, que são eliminados nas fezes; apenas 8% é excretado na urina.

MONITORAMENTO

Monitore a eficácia clínica.

Referências Bibliográficas

HOWES, F. Hepatopatias crônicas em cães. Monografia (especialização) - Clínica médica de pequenos animais PAPICH, M. G. Manual Saunders de terapia veterinária. 3ª ed. Elsevier, Rio de Janeiro, 2012 WATSON, P. J.; BUNCH, S. E. Distúrbios hepatobiliares e do prâncreas exócrino. In: NELSON, R. W.; COUTO, C. G. Medicina interna de pequenos animais. 4 ed. Tradução: Aline Santana da Hora. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010. <https://www.plumbsveterinarydrugs.com/#!/monograph/k1NPdQ2pZM/>. Acesso em 15 de junho de 2020.
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