Informações

Princípio Ativo: Carboplatina.
Classe terapêutica: Antineoplásico.

Dose

Cães: 250 – 300 mg/m² IV a cada 3 semanas.
Gatos: 240 – 260 mg/m² IV a cada 3 semanas.
Outras espécies: Informação indisponível

Sobre

Aviso

Este medicamento pode ser encontrado em apresentações de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Carboplatina

Classificaçāo

Antineoplásico

Receita

Restrito a Hospitais

Espécies

Cães e Gatos

INFORMAÇÕES AO CLIENTE

Não faça a administração sem equipamentos de proteção ou sem conhecimento prévio sobre reconstituições, manuseio e aplicações de antineoplásicos.

ARMAZENAMENTO

Este medicamento deve ser mantido em temperatura abaixo de 25°C, protegido da luz.

Apresentações e concentrações

Apresentações e concentrações

  • Carboplatina 450 mg, solução injetável
  • Carboplatina 150 mg, solução injetável
  • Paraplatin 50 mg, solução injetável
  • Paraplatin 150 mg, solução injetável
  • Paraplatin 450 mg, solução injetável

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

A carboplatina é um agente antineoplásico de amplo espectro útil para uma variedade de doenças neoplásicas veterinárias, incluindo: carcinoma, melanoma e sarcoma. A carboplatina intracavitária pode ser usar usada para tratar carcinomatoses e outras efusões malignas.

A carboplatina intra-arterial pode ser usada para tratar carcinoma do trato urinário inferior.

A carboplatina é menos tóxica que a cisplatina, induz menos vômito, neurotoxicidade e nefrotoxicidade.

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

Não deve ser usada por pacientes com insuficiência renal grave, mielodepressão grave, presença de hemorragias. Ou a pacientes com hipersensibilidade à carboplatina ou a outros compostos contendo platina. Recomenda-se cautela em pacientes com infecções ativas e/ou doença renal ou hepática preexistente.

EFEITOS ADVERSOS

Os efeitos adversos estabelecidos em cães incluem anorexia, vômitos, diarreia e mielossupressão, que se apresenta primariamente como trombocitopenia e/ou neutropenia. Em gatos, a trombocitopenia é pouco frequente. Em cães, o carbonato de lítio não preveniu trombocitopenia induzida por carboplatina.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

A carboplatina é fetotóxica e embriotóxica em ratos. Os riscos do seu uso durante a gestação devem ser levados em consideração de acordo com seus potencias benefícios. Não se sabe se a carboplatina atinge o leite materno.

SUPERDOSAGEM

Se houver suspeita de superdosagem, o paciente deve ser monitorado para neurotoxicidade, ototoxicidade, hepatotoxicidade e nefrotoxicidade. O tratamento é de suporte, visto que não há antídoto conhecido e o medicamento não é rapidamente metabolizado.

Interações medicamentosas

Aminoglicosídeos

Há potencial aumento no risco de nefrotoxicidade ou ototoxicidade.

Cisplatina

Pacientes humanos previamente tratados com cisplatina tiveram aumento no risco de desenvolver neurotoxicidade ou ototoxicidade após receberem carboplatina.

Agentes mielossupressores

O uso concomitante com outras medicações mielossupressoras pode resultar em mielossupressão aditiva. Evite quando possível.

Fenitoína

Pode diminuir a concentração sérica de fenitoína.

Terapia radioativa

Potencial aumento de toxicidade hematológica.

Vacinas (vivas e inativadas)

A carboplatina pode diminuir a eficácia da vacina e aumentar os efeitos adversos delas.

Farmacologia

FARMACODINÂMICA

A carboplatina se liga ao DNA através de ligações cruzadas nas duas cadeias, alterando a configuração da hélice, que prejudica a replicação do DNA, a transcrição do RNA e síntese de proteínas, levando a inibição do crescimento do tumor.

FARMACOCINÉTICA

Após a administração IV, a carboplatina é bem distribuída por todo o corpo e não está ligada às proteínas. As maiores concentrações são encontradas no fígado, rim, pele e tecido neoplásico. O metabolismo e a eliminação da carboplatina são complexos. Após a degradação em platina e compostos complexos de platina, eles se tornam altamente ligados às proteínas e são lentamente eliminados pelos rins. Em cães, quase metade da dose é excretada inalterada na urina dentro de 24 horas e aproximadamente 70% da platina administrada é secretada na urina após 72 horas.14

MONITORAMENTO

Os pacientes devem ser monitorados quanto a toxicidade, sendo avaliados quanto a função renal, sinais neurológicos, reações anafiláticas, eficácia do tratamento. Deve ser feito hemograma completo, bioquímica sérica e urinálise. A frequência do monitoramento hematológico depende do protocolo de tratamento empregado. É recomendado consultar um médico veterinário oncologista. Faça hemograma completo na primeira, segunda e terceira semana após o primeiro tratamento. Inicialmente, testar a bioquímica sérica a cada 3 meses, e quando estabilizar, a cada 6 meses.

Referências Bibliográficas

ANDRADE, S. F. Terapêutica antineoplásica. In: ANDRADE, S. F. Manual de terapêutica Veterinária, 3 ed. São Paulo: Editora Roca, 2008, 912 p. BALDA, A. C. et al. Farmacodermia após uso de carboplatina em cão: relato de caso. Revista de Educação Continuada em Medicina Veterinária e Zootecnia do CRMV-SP, v. 12, n. 2, 2014. DAGLI, M. L. Z., LUCAS, S. R. R. Agentes antineoplásicos. In: Farmacologia Aplicada à Medicina Veterinária, 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.
<https://consultaremedios.com.br/carboplatina/pa>. Acesso em 14 de abril de 2020. <https://www.plumbsveterinarydrugs.com/#!/monograph/FPReuczJ95>. Acesso em 14 de abril de 2020.
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