Informações

Princípio Ativo: Apomorfina.
Classe terapêutica: Emético.

Dose

Cães: 0,,02 mg/kg SC; 0,03 mg/kg IV; 0,04 mg/kg IM
Gatos: Informação indisponível
Outras espécies: Informação indisponível

Sobre

Aviso

Este medicamento pode ser encontrado em apresentações de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Apomorfina

Classificaçāo

Emético

Receita

Receita Amarela ou A

Espécies

Cães

Apresentações e concentrações

Apresentações e concentrações

  • Apomorfina, Indisponível no Brasil

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

A apomorfina é usada principalmente como emético em cães e é considerada o emético de escolha para cães pela maioria dos clínicos. Esse medicamento induz vômito em 90% a 100% dos cães. A apomorfina raramente é usada em gatos; e se for indicada êmese, geralmente é preferida a xilazina ou outro agonista α2-adrenérgico (por exemplo, dexmedetomidina).

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

Os eméticos podem ser um aspecto importante no tratamento de toxinas ingeridas por via oral, mas devem ser usados ​​criteriosamente. A maioria dos eméticos é eficaz apenas se administrada dentro de 2 horas após a ingestão. Os eméticos também são contraindicados em pacientes hipóxicos, dispneicos, em choque ou dificuldade respiratória, tendo convulsões ativas e / ou sem reflexos normais da faringe. Os riscos e benefícios da administração de um emético também devem ser considerados em animais com histórico recorrente de pneumonia aspirativa, convulsões, coma, depressão grave do SNC ou deterioração da função do SNC ou fraqueza física extrema. Eméticos também devem ser retidos em pacientes que já vomitaram repetidamente. Devido ao risco de lesão esofágica ou gástrica adicional com êmese, os eméticos são contraindicados em pacientes que ingeriram um objeto pontiagudo, ácidos fortes, álcalis ou outros agentes cáusticos. Devido ao risco de aspiração, os eméticos geralmente são contraindicados após a ingestão de destilado de petróleo, mas podem ser empregados quando o risco de toxicidade do composto for maior que o risco de aspiração. O uso de eméticos após a ingestão de estricnina ou outros estimulantes do SNC pode precipitar convulsões. Os eméticos geralmente não removem mais de 80% do material no estômago (geralmente 40% -60%), e a indução bem sucedida de êmese não indica o fim de um monitoramento ou terapia apropriados. Além das contraindicações descritas acima, a apomorfina não deve ser usada em pacientes com toxicidade por opioide oral ou outro depressor do SNC ou em pacientes hipersensíveis à morfina. Pacientes com insuficiência hepática podem ter exposição prolongada ao medicamento. O uso de apomorfina em gatos é controverso, pois acredita-se ser muito menos eficaz que os agonistas α2 e, possivelmente, menos seguro. Se o vômito não ocorrer no tempo esperado após a administração da apomorfina, é improvável que doses repetidas induzam êmese e podem causar sinais clínicos de toxicidade.

EFEITOS ADVERSOS

Náuseas e vômitos prolongados são os principais efeitos adversos observados nas doses típicas de apomorfina. A gravidade da êmese e da depressão do SNC é aumentada em cães com a mutação MDR1; use apomorfina com cautela nesses cães. A sedação (44%) e a taquicardia (16%) foram relatadas em um estudo e eram mais prováveis de ocorrer quando a apomorfina foi administrada no saco subconjuntival. Outros efeitos adversos após a administração oftálmica incluem letargia, hipersalivação, náusea persistente e vermelhidão / irritação ocular. Hipotensão e SNC ou depressão respiratória são geralmente associados a overdoses. O vômito prolongado após a administração oftálmica pode ser evitado lavando o saco conjuntival com solução salina estéril ou solução de lavagem oftálmica. Relatos anedóticos de úlceras da córnea foram observados após a administração conjuntival.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

A segurança reprodutiva deste medicamento não foi estabelecida; pese os riscos versus os benefícios antes do uso. Foi observada teratogenicidade em animais de laboratório. A apomorfina é excretada no leite materno. Monitore os filhotes lactentes quanto a efeitos adversos; considere um substituto do leite.

SUPERDOSAGEM

Doses excessivas de apomorfina podem resultar em depressão respiratória e / ou cardíaca, estimulação do SNC (excitação, convulsões), depressão ou vômito prolongado. A naloxona pode reverter o SNC e os efeitos respiratórios, mas não reverte os efeitos cardiovasculares induzidos pela apomorfina ou necessariamente interrompe o vômito. A naloxona aumenta e prolonga o efeito emético da apomorfina, bloqueando os receptores µ. A recuperação geralmente ocorre em 2 a 3 horas. A atropina foi sugerida para tratar bradicardia grave. Hipersalivação ou vômito prolongados podem ser tratados com maropitant ou metoclopramida.

Interações medicamentosas

FÁRMACOS ANTI-DOPAMINÉRGICAS

Podem inibir os efeitos eméticos da apomorfina. BARBITÚRICOS Depressão aditiva do SNC ou respiratório e hipotensão podem ocorrer. BENZODIAZEPINAS Depressão aditivo do SNC ou respiratória podem ocorrer.

AGENTES HIPOTENSIVOS

Podem ter efeitos hipotensores aditivos.

MAROPITANT

Nega os efeitos eméticos da apomorfina.

NALOXONA

O efeito emético pode ser prolongado. A naloxona pode reverter os efeitos depressores respiratórios, mas não os efeitos eméticos ou cardiovasculares da apomorfina.

NITROGLICERINA

Pode aumentar o risco de hipotensão.

NITROPRUSSIATO

Pode aumentar o risco de hipotensão.

ONDANSETRONA

Pode anular os efeitos eméticos da apomorfina. Um paciente humano que recebeu ondansetrona e apomorfina desenvolveu hipotensão grave. Em humanos, o uso conjunto é contraindicado. OPIOIDES Depressão aditiva do SNC ou respiratória podem ocorrer; use junto cautelosamente.

PENTOXIFILINA

Pode aumentar o risco de hipotensão.

FÁRMACOS QUE PROLONGAM O INTERVALO QT

Podem aumentar o risco de prolongamento do intervalo QT.

SILDENAFIL

Pode aumentar o risco de hipotensão.

TADALAFIL

Pode aumentar o risco de hipotensão

Farmacologia

FARMACODINÂMICA

A apomorfina estimula os receptores de dopamina na zona de gatilho quimiorreceptor, que induz o vômito. Embora esse medicamento geralmente cause efeitos estimuladores, também pode causar depressão e estimulação do SNC. Em doses altas, os centros medulares podem ser afetados com a depressão respiratória resultante.

FARMACOCINÉTICA

A apomorfina é absorvida lentamente após administração oral e tem eficácia imprevisível quando administrada por essa via; portanto, é geralmente administrado via parenteral ou através do saco subconjuntival. Após a injeção de SC, o fármaco é rápida e quase completamente absorvido, com concentrações efetivas atingidas em 10 minutos e pico de concentração em 25 minutos. O vômito pode ocorrer entre 1 a 2 minutos após a administração IV e ± 4 minutos após a injeção SC. A administração IM parece ter o início mais lento (≈5-8 minutos). A duração do vômito é de ≈30 a 45 minutos. A apomorfina é principalmente conjugada no fígado e depois excretada na urina. Sua meia-vida de eliminação em cães é de 30 a 64 minutos.

MONITORAMENTO

Monitore o sistema nervoso central, respiratório e cardíaco. O vômito deve ser quantificado, examinado quanto ao conteúdo e destinado para possível análise posterior.

Referências Bibliográficas

ANDRADE, S. F; CAMARGO, P. L. Terapêutica do sistema digestivo. In: ANDRADE, S. F. Manual de terapêutica Veterinária, 3 ed. São Paulo: Editora Roca, 2008, 912 p. BRAGA, P. Q. Papel da corticosterona na aquisição dos processos de condicionamento e sensibilização comportamental induzidos por administrações sistêmicas de apomorfina em ratos. Dissertação (mestrado) - Produção Animal, Universidade Estadual do Norte Fluminense, Campo dos Goytacazes, 2004. LEWITT, P. A. Subcutaneously administered apomorphine pharmacokinetics and metabolism. Neurology, 62:8-11. 2004 MADDISON, J. E. et al. Farmacologia clínica de pequenos animais. 2. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010. SPINOSA, H. S. Medicamentos que interferem nas funções gastrointestinais. In: SPINOSA H. S. et al. Farmacologia Aplicada à Medicina Veterinária. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006. <https://www.plumbsveterinarydrugs.com/#!/monograph/9113HOC31W/>. Acesso em 1 de abril de 2020.
Desenvolvido por logo-crowd