Informações

Princípio Ativo: Epinefrina
Classe terapêutica: Simpatomimético.

Dose

Cães: 0,05 - 0,5 mg / animal IV.
Gatos: 0,02 mg / kg IV.
Outras espécies: Informação indisponível

Sobre

Aviso

Este medicamento pode ser encontrado em apresentações de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Adrenalina

Classificaçāo

Simpatomimético

Receita

Receita Simples

Espécies

Cães e Gatos

Apresentações e concentrações

Opções veterinárias

Apresentações e concentrações

  • Adrenalina 1 mg/mL, solução injetável
  • Adrenalina 1 mg/mL, frasco-ampola

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

A epinefrina é empregada principalmente na medicina veterinária como tratamento para anafilaxia ou ressuscitação cardíaca. Por causa de suas propriedades vasoconstritoras, a adrenalina é adicionada aos anestésicos locais para retardar a absorção sistêmica e prolongar o efeito anestésico local.

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

A adrenalina é contraindicada em pacientes com glaucoma de ângulo estreito, hipersensibilidade à adrenalina, choque devido a causas não anafiláticas, durante anestesia geral com hidrocarbonetos halogenados, durante o trabalho de parto (pode atrasar o segundo estágio) e dilatação cardíaca ou insuficiência coronariana. A adrenalina não deve ser usada nos casos em que os medicamentos vasopressores são contraindicados. Não deve ser injetado com anestésicos locais em pequenos apêndices do corpo (por exemplo, dedos dos pés, orelhas) devido a uma possível necrose tecidual e descamação. Use adrenalina com cautela em casos de hipovolemia; não deve ser usado como um substituto para a ressuscitação fluida adequada. Deve ser usado com extrema cautela em pacientes com ritmo cardíaco pré-fibrilatório, devido aos seus efeitos excitatórios no coração. Embora a utilidade da epinefrina na assistolia esteja bem documentada, ela pode causar fibrilação ventricular; use com cautela em casos de fibrilação ventricular iminente ou ativa.

EFEITOS ADVERSOS

A adrenalina pode induzir sentimentos de medo ou ansiedade, tremor, excitabilidade, vômito, hipertensão (sobredosagem), arritmias (especialmente se o paciente tiver doença cardíaca orgânica ou tiver recebido outro medicamento que sensibilize o coração para arritmias), hiperuricemia e acidose lática. Injeções repetidas de SC podem causar necrose tecidual e descamação no local da injeção.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

Embora pequenas quantidades de epinefrina possam ser excretadas no leite, é improvável que isso afete a prole, pois é rapidamente destruída no intestino e dificilmente absorvida.

SUPERDOSAGEM

Os sinais clínicos observados com sobredosagem ou administração IV inadvertida de doses de SC ou IM incluem aumentos acentuados da pressão arterial sistólica, diastólica e venosa, arritmia cardíaca, edema pulmonar e dispneia, vômito, dor de cabeça e dor no peito. Hemorragias cerebrais podem ocorrer devido ao aumento da pressão sanguínea. Também pode resultar em insuficiência renal, acidose metabólica e pele fria. Como a adrenalina tem uma duração relativamente curta do efeito, o tratamento por overdose é principalmente de suporte. Se necessário, o uso de um bloqueador alfa-adrenérgico (por exemplo, fentolamina) ou um bloqueador beta-adrenérgico (por exemplo, propranolol) pode ser considerado para tratar hipertensão grave e arritmias cardíacas. Períodos prolongados de hipotensão podem ocorrer, o que pode exigir tratamento com norepinefrina.

Interações medicamentosas

BLOQUEADORES ALFA

Pode contrapor os efeitos terapêuticos da adrenalina.

AGONISTAS ALFA-2

Como a adrenalina possui efeitos agonistas alfa, NÃO use para tratar efeitos cardíacos causados ​​por agonistas alfa-2.

ANESTÉSICOS INALATÓRIOS

Pode ocorrer um risco aumentado de desenvolvimento de arritmias se a adrenalina for administrada a pacientes que receberam um anestésico halogenado hidrocarboneto. Propranolol pode ser administrado caso ocorram.

ANTIHISTAMÍNICOS

Certos anti-histamínicos (por exemplo, difenidramina, clorfeniramina) podem potencializar os efeitos da epinefrina.

BETA-BLOQUEADORES

O propranolol (ou outros betabloqueadores) pode potencializar a hipertensão e antagonizar os efeitos cardíacos e broncodilatadores da adrenalina, bloqueando os efeitos beta da adrenalina.

DIGOXINA

Pode ocorrer um risco aumentado de arritmias se a adrenalina for usada simultaneamente com glicosídeos digitálicos.

NITRATOS

Pode reverter os efeitos pressores da adrenalina.

LEVOTIROXINA

Pode potencializar os efeitos da epinefrina.

AGENTES OXITÓCICOS

Pode ocorrer hipertensão se a epinefrina for usada com agentes ocitócicos.

SELEGILINA

O uso simultâneo pode resultar em efeitos hipertensos vincados.

OUTROS AGENTES SIMPATOMIMÉTICOS

A epinefrina não deve ser administrada com outros agentes simpatomiméticos (por exemplo, isoproterenol), pois pode resultar em aumento da toxicidade.

FENOTIAZÍNICOS

Pode reverter os efeitos pressores da epinefrina devido ao bloqueio da alfa-1 pela fenotiazina (fenômeno conhecido como “reversão da epinefrina”).

RESERPINA

Pode potencializar os efeitos pressores da epinefrina.

ANTIDEPRESSIVOS TRICÍCLICOS

Pode potencializar os efeitos da adrenalina.

Farmacologia

FARMACODINÂMICA

A adrenalina é um agente adrenérgico endógeno com ação nos receptores alfa e beta. Relaxa a musculatura lisa dos brônquios e da íris, antagoniza os efeitos da histamina, aumenta a glicogenólise e aumenta o açúcar no sangue. Se administrado em dose baixa IV (0,01 mg / kg), estimula diretamente os receptores cardíacos beta-1 a causar aumento da frequência cardíaca e contratilidade, com consequente aumento do débito cardíaco. Como resultado desses efeitos, o trabalho miocárdico e o consumo de oxigênio também aumentam. Na periferia, a adrenalina ativa os receptores beta-2, causando uma diminuição na resistência vascular periférica, o que diminui a pressão arterial diastólica. Quando administrada em doses mais altas (0,1 mg / kg), a resistência vascular periférica aumenta devido aos efeitos adrenérgicos alfa-1.

FARMACOCINÉTICA

A adrenalina é bem absorvida após administração IM ou SC. As injeções IM são absorvidas um pouco mais rápido que a via SC; a absorção pode ser acelerada massageando o local da injeção. Essas vias não são utilizadas durante a ressuscitação cardiovascular devido à má perfusão periférica que ocorre. A adrenalina não é eficaz quando administrada por via oral, pois é rapidamente metabolizada no trato gastrointestinal e no fígado. Após a injeção SC, o início da ação geralmente ocorre em 5 a 10 minutos. O início da ação após a administração intravenosa é imediato e intenso. A adrenalina não atravessa a barreira hematoencefálica, mas atravessa a placenta e é distribuída no leite. As ações da epinefrina são encerradas principalmente pela absorção e metabolismo do fármaco em terminações nervosas simpáticas. A epinefrina é metabolizada no fígado e outros tecidos pela monoamina oxidase (MAO) e catecol-O-metiltransferase (COMT) em metabólitos inativos (ácido 3-metoxi-4-hidroximandélico e metanefrina), que são excretados na urina após a conjugação com ácido glucurônico ou sulfatos.

MONITORAMENTO

Monitore a frequência e ritmo cardíacos, frequência respiratória e ausculta torácica durante anafilaxia, produção de urina (se possível), pressão arterial e gases sanguíneos (se indicado e se possível).

Referências Bibliográficas

OLIVA, V.N.L.S. Anestesia inalatória. In: Anestesia em Cães e Gatos, 1ª edição. Editores: D.T. Fantoni e S.R.G. Cortopassi. Editora Roca (São Paulo), 174-183, 2002. ROSSI, C.N. et al. Ressuscitação cardiopulmonar em cães e gatos. Revista Portuguesa de Ciências Veterinárias, 2007 VITAL, M. A. B. F.; ACCO, A. Agonistas e antagonistas adrenérgicos. In: SPINOSA, H. S.; GÓRNIAK, S. L.; BERNARDI, M. M. Farmacologia aplicada à medicina veterinária. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 4ª edição, 2006. <https://www.plumbsveterinarydrugs.com/#!/monograph/yTTIqZPq6H/>. Acesso em 21 de março de 2020.
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